Dra. Samanta Gerhardt Reumatologista

Dra. Samanta Gerhardt Reumatologista Médica Reumatologista formada pelo Hospital São Lucas da PUCRS, titulada pela Sociedade Brasileira

Existe uma ideia muito vendida hoje:de que fortalecer a imunidade depende de algo novo, diferente, “mais potente”.Mas, n...
02/06/2026

Existe uma ideia muito vendida hoje:
de que fortalecer a imunidade depende de algo novo, diferente, “mais potente”.

Mas, na prática, o que mais impacta o seu corpo é o que você faz todos os dias, mesmo que pareça simples.

Para quem convive com doenças autoimunes ou inflamatórias, isso é ainda mais importante: não existe atalho que substitua constância.

Seu corpo não precisa de excesso. Ele precisa de estabilidade.

Arraste o carrossel para entender melhor.

Muitas pessoas acreditam que estar em tratamento é, simplesmente, ter consultas agendadas.Mas, na prática, isso nem semp...
21/05/2026

Muitas pessoas acreditam que estar em tratamento é, simplesmente, ter consultas agendadas.

Mas, na prática, isso nem sempre é suficiente.

Doenças reumatológicas têm um comportamento dinâmico.
Os sintomas mudam, a resposta ao tratamento varia e o corpo dá sinais o tempo todo, não apenas no dia marcado.

Quando não há acompanhamento contínuo, esses sinais costumam ser ignorados ou tratados tardiamente.

E isso impacta diretamente na evolução do quadro.

Por isso, mais do que consultas pontuais, o que faz diferença é um acompanhamento estruturado, que permita ajustes ao longo do caminho e não apenas quando a situação já saiu do controle.

Seu tratamento hoje acompanha o seu corpo… ou você só reage quando ele piora?

Na reumatologia, não olhamos apenas para exames ou medicações.O comportamento do corpo ao longo do tempo também faz part...
19/05/2026

Na reumatologia, não olhamos apenas para exames ou medicações.
O comportamento do corpo ao longo do tempo também faz parte do diagnóstico.

E o estresse tem um papel importante nisso.

Ele não é a causa das doenças autoimunes, mas atua como um modulador do sistema imunológico, ou seja, influencia diretamente na forma como a inflamação se manifesta.

Quando esse estímulo se torna frequente, o corpo tende a responder com mais intensidade:
mais dor, mais fadiga, mais instabilidade clínica.

Por isso, estratégias de manejo do estresse não são “complementares”, elas fazem parte de um cuidado mais completo e ef**az.

Salve esse conteúdo para lembrar que corpo e mente não funcionam separados

Existe uma expectativa comum de que o exame “prove” a dor.Mas, na prática, nem sempre funciona assim.Muitas doenças reum...
14/05/2026

Existe uma expectativa comum de que o exame “prove” a dor.
Mas, na prática, nem sempre funciona assim.

Muitas doenças reumatológicas, especialmente nas fases iniciais,
não geram alterações evidentes em exames de imagem ou laboratoriais.

E isso não signif**a ausência de doença.
Signif**a apenas que o corpo ainda não traduziu aquela inflamação de forma visível nos exames.

Na reumatologia, o diagnóstico não depende só de um resultado.
Ele depende de padrão de sintomas, tempo de evolução, comportamento da dor e avaliação clínica detalhada.

É por isso que ouvir e examinar o paciente continua sendo uma das ferramentas mais importantes da medicina.

Se você sente que algo não está certo, mesmo com exames “normais”, isso merece investigação, não silêncio.

Salve esse post para lembrar: exame normal não invalida o que você sente.

Ser mãe já exige muito.Ser mãe sentindo dor exige o dobro e, mesmo assim, quase ninguém fala sobre isso com seriedade.Po...
12/05/2026

Ser mãe já exige muito.
Ser mãe sentindo dor exige o dobro e, mesmo assim, quase ninguém fala sobre isso com seriedade.

Porque, de fora, parece que está tudo bem.
Mas por dentro, o corpo está cansado, inflamado, sobrecarregado.

E o mais perigoso é quando isso começa a ser normalizado.

Sentir dor constante, viver no limite, se arrastar no fim do dia…
isso não deveria ser o “novo normal” de ninguém.

Nem seu.

Se esse post te representou, talvez seja hora de olhar para o seu corpo com mais atenção e menos cobrança.

Nem toda dor nas costas é “postura”.E esse é um dos maiores motivos de atraso no diagnóstico de muitas pacientes.É muito...
06/05/2026

Nem toda dor nas costas é “postura”.
E esse é um dos maiores motivos de atraso no diagnóstico de muitas pacientes.

É muito comum ver pessoas tratando a dor por anos como algo mecânico, quando, na verdade, o corpo já está mostrando um padrão inflamatório claro.

A dor inflamatória tem um comportamento diferente:
ela piora no repouso, aparece mais à noite ou ao acordar, e melhora conforme você se movimenta.

Nas espondiloartrites, como a Espondilite Anquilosante, o corpo não “descansa” quando você para, ele inflama.
E a rigidez matinal prolongada é um dos sinais mais importantes que não devem ser ignorados.

O problema é que, por parecer algo “comum” no início, muita gente demora anos para investigar da forma correta.

E tempo, nesse caso, faz diferença.

Arraste o carrossel para entender melhor esse padrão. E me conta: sua dor nas costas melhora ou piora quando você se movimenta?

"Doutora, eu estava indo tão bem, mas hoje acordei travada de novo. O remédio parou de funcionar?"Essa é uma das dúvidas...
28/04/2026

"Doutora, eu estava indo tão bem, mas hoje acordei travada de novo. O remédio parou de funcionar?"

Essa é uma das dúvidas que eu mais recebo no consultório. E a minha resposta costuma trazer um alívio imediato: não, o seu tratamento não falhou.

O que acontece é que o corpo feminino não é linear. Nós passamos por oscilações que influenciam diretamente o quanto sentimos dor. Quando os nossos hormônios caem, seja no período pré-menstrual ou na menopausa, nós perdemos uma espécie de "proteção natural" contra a inflamação.

Nesses dias, o seu limite para a dor f**a mais baixo. Tudo parece incomodar mais, o cansaço f**a insuportável e as juntas parecem mais rígidas.

Entender que isso é um processo biológico é libertador. Em vez de se desesperar achando que a doença está progredindo, nós ajustamos a estratégia. Pode ser o momento de descansar mais, mudar a intensidade dos exercícios ou readequar os cuidados para atravessar essa fase com mais conforto.

Tratar uma mulher é entender que a saúde dela muda ao longo do mês. E está tudo bem.

Você já notou esse padrão no seu corpo? Vamos conversar nos comentários!

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