09/05/2026
Achei muito interessante esta descoberta, de que, no caractere chinês que signif**a ‘bom’, estão contidos os caracteres ‘mulher’ e ‘filho’.
Principalmente, porque retira a relação mãe-filho do terreno do Bem e do Mal.
Coloca-a no terreno do “bom” e do “ruim”, e, assim fazendo, liberta-a de uma transcendência e de um peso que podem ser sufocantes.
O “bom” e o “ruim”, ao não serem categorias Absolutas, ao que me parece fornecem condições melhores para se pensar a escrita e reescrita da relação mãe-filho ao longo de uma vida.
‘Mulher’ e ‘filho’, esses caracteres precisam dançar… girar, contorcer, se inverter, tremer, se apagar, aumentar ou diminuir de tamanho (Andrade, p. 186).
Dançar para suportar o Amor, e também o Horror, por mais que este fique excluído das “versões oficiais”.
“Horror” pode ser uma palavra que, para além de seu signif**ado, ela própria assuste, dê medo. Mas queria que ela constasse em minha homenagem do dia das mães.
“Horror” conta como tudo aquilo que não é um conto de fadas, mas que representa uma dimensão importante a ser suportada, de alguma maneira, nesta relação fundamental.