Clínica de Psicologia - Rosângela Alvim Cassimiro

Clínica de Psicologia - Rosângela Alvim Cassimiro Escuta qualificada e respeito à singularidade de cada pessoa.

Trabalho ansiedade, luto, depressão, burnout e desenvolvimento pessoal, acompanhando diferentes gerações e contextos, no Brasil e no exterior.

Servir - serviço No processo de amplificação da consciência, cada passo dado em direção à nossa auto consciência, observ...
03/07/2026

Servir - serviço
No processo de amplificação da consciência, cada passo dado em direção à nossa auto consciência, observa-se a necessidade de saber : a que vim? O que faço aqui?
Está é uma questão filosófica pessoal, intrínseca neste processo.
É qdo nos deparamos com uma dicotomia interna q nos permiti escolher entre o auto centramento e ou a ampliação do sentimento apaziguador de estar a serviço. É qdo descobrimos q Servimos para algo e para alguma coisa maior q nós mesmos e q nos complementa e nos faz sentir algo mto mto prazeroso!
O Serviço nos dignifica e nos dá o sentimento de pertencimento ( base da pirâmide de sobrevivência)
O Servir nos eleva acima da estrutura do Ego, que é o veículo q utilizamos para andar no mundo, e nos remete à consciência q somos o motorista e não o veículo! É qdo sentimos amor e prazer por nós mesmos, ao fazer com que o mundo à nossa volta pode ser melhor, pq tem uma participação minha.
Sempre digo:- Servir= Vir a Ser, ao Servir vc se lembra que É verdadeiramente ( um Ser pleno de potencial, luz e amorosidade).
SERVIÇO= Viço do ser ( a beleza do Ser, a vida pulsante de quem sabe de si e a que veio)
Portanto, a dicotomia importante e sábia é:
Só saberei de mim se me disponibilizar a saber do outro, com consciência, bondade, firmeza, limite, consistência, plenitude e acima de tudo com vontade!
A gratidão É minha ( a gratitude=a atitude de estar na gratidão é a recompensa de Servir plenamente).
Novamente a dicotomia, só reconhecerei a cura das minhas dores, qdo me libertar dos grilhões de ressentir e me lançar no estado de Estar a serviço da vida!

O cantinho do silêncio.Famoso para muitas mães, ele sempre cumpriu um papel importante na reorganização dos comportament...
10/06/2026

O cantinho do silêncio.

Famoso para muitas mães, ele sempre cumpriu um papel importante na reorganização dos comportamentos infantis, especialmente nos primeiros anos de vida.

Curiosamente, aquilo que muitas crianças rejeitavam é justamente o que muitos adultos procuram hoje.

Vivemos mergulhados em estímulos constantes. Sons, notificações, informações, cobranças e expectativas ocupam nossa atenção quase sem interrupção. Aos poucos, esse excesso produz um tipo de barulho interno que nos mantém em estado permanente de alerta e tensão.

Por isso, a busca pelo silêncio e pela contemplação tem ganhado cada vez mais espaço. Retiros, refúgios terapêuticos, contato com a natureza e momentos de pausa deixaram de ser luxo para se tornar necessidade.

O que estamos perdendo enquanto tentamos atender a demandas infinitas — muitas delas sem relação real com nossas necessidades?

Quando paramos por alguns minutos para ouvir nossa própria respiração, o canto de um pássaro ou uma música que nos toca, algo dentro de nós começa a se reorganizar. A mente desacelera. A vida recupera significado.

Talvez seja por isso que tantas pessoas estejam redescobrindo atividades como bordado, crochê, tricô, escrita criativa, pintura, colagem e outras formas de expressão manual. São momentos em que a atenção encontra repouso e o silêncio se torna fértil.

Domenico De Masi chamava isso de ócio criativo: um estado em que trabalho, aprendizado e prazer se encontram, permitindo que a mente vagueie livremente e encontre novas possibilidades.

Como ele escreveu:

“A plenitude da atividade humana é alcançada quando trabalhamos, aprendemos e nos divertimos ao mesmo tempo.”

Talvez estejamos vivendo um processo de reaprendizagem.

Depois de tantos treinamentos para nos afastarmos de nós mesmos, precisamos aprender novamente a escutar o que existe dentro de nós.

E descobrir que, às vezes, o silêncio não é ausência.

É reencontro.

Validar quem você é, sem q tenha q pedir permissão a outrem, é um dos passos principais do processo psicoterápico. Em no...
03/06/2026

Validar quem você é, sem q tenha q pedir permissão a outrem, é um dos passos principais do processo psicoterápico. Em nossa cultura a auto validação é mtas vezes vista como presunção ou arrogância, superar estas crenças em prol de auto estima e auto validação, nos amadurece e nos diferencia, e mtas vezes nos afasta dos núcleos q nos mantinha na ignorância de nós mesmos. É um momento de decisão e coragem, pois em nome de “uma segurança “ nos mantínhamos neste lugar de submissão. Tornar-se livre e auto suficiente é uma experiência de grandiosidade e mta Luz , em nossa caminhada rumo a nossa Individuação

A auto cobrança é um dos temas mais expressos hj em meu consultório. A auto cobrança cria um desgaste imenso tanto menta...
27/05/2026

A auto cobrança é um dos temas mais expressos hj em meu consultório.
A auto cobrança cria um desgaste imenso tanto mental, emocional e físico tb, qdo não se dá um tempo para a digestão de uma imensidão de informações.
Cobra-se à exaustão, um corpo perfeito, uma pele magnífica, uma mente brilhante, e no final o que se vê, são almas estilhaçadas e corações doloridos, uma vida em pedaços!
Reconectar-se consigo é um tema antigo ( versa milhares de anos em psicologias antigas psicologia tibetana, indiana e chinesa)
A busca de si mesmo é o q viemos fazer aqui, descobrir quem somos verdadeiramente. Justo qdo estamos no ápice do desenvolvimento científico, surge possibilidades de vermos nos, desassociados deste busca.
: “A violência em nossa sociedade é neuronal... Somos atingidos por bombas de positividade.”
Byung-Chul Hang

Minha mãe cozinhava o dia inteiro e, quando sentava, era pra fazer crochê. Minha avó vivia debruçada sobre um bordado. E...
25/05/2026

Minha mãe cozinhava o dia inteiro e, quando sentava, era pra fazer crochê. Minha avó vivia debruçada sobre um bordado. Eu cresci achando aquilo só parte delas. As mãos sempre ocupadas, sempre criando alguma coisa.
Anos depois, estudando psicologia, entendi o que aquelas mãos estavam fazendo de verdade. Não era só passatempo. Era o cérebro delas trabalhando inteiro — atenção, coordenação, memória, planejamento — tudo aceso ao mesmo tempo, todo dia.
A neurociência chama isso de reserva cognitiva: uma espécie de poupança que o cérebro acumula a vida inteira e que ajuda a resistir ao declínio na velhice. E ela se constrói com esforço, com o ato de fazer.
Foi por isso que parei quando li sobre o estudo do MIT, este ano. Pesquisadores acompanharam 54 pessoas escrevendo textos com sensores no cérebro. Quem usou inteligência artificial pra pensar no lugar de si mesmo teve a conexão entre as regiões do cérebro mais fraca do grupo. Numa outra pesquisa, com 666 pessoas, quanto maior o uso de IA, menor o pensamento crítico.
São estudos ainda iniciais — o do MIT é preliminar. Mas a direção é a mesma: o cérebro funciona como músculo. O que a gente terceiriza, ele para de treinar.
Eu penso na minha mãe e na minha avó e percebo que elas faziam, sem saber, o que hoje a ciência recomenda. E me pergunto o que a nossa geração vai ter guardado, numa época em que uma máquina se oferece pra pensar por nós.
Talvez a defesa mais sofisticada do cérebro tenha estado nas mãos delas o tempo todo.
💬 Salve para rever daqui 5 anos.

Tanatologia = trabalhar com a morte.Gente, parecia meio macabro, mas, ao me aprofundar, vi que era uma das maiores incóg...
20/05/2026

Tanatologia = trabalhar com a morte.

Gente, parecia meio macabro, mas, ao me aprofundar, vi que era uma das maiores incógnitas que a psicologia tinha para compreender. Elisabeth Kübler-Ross, uma mulher do interior da Suíça, nos trouxe o interior revelado em forma de amorosidade, consciência e humanidade.

Tratar a morte com humanidade era uma novidade, por mais estranho que pareça. Colocamos a morte e o morrer como tabus e, portanto, sem podermos olhar para eles.

Acolher aquele que está indo e aqueles que estão perdendo, num ato de amor e solidariedade, foi o que mais me tocou nesta especialização.

Hoje, reconhecer os mil lutos que temos que viver, as perdas pelas quais temos que passar e as mortes que precisamos morrer para renascermos novamente faz parte deste processo de conhecimento de si mesmo.

Gratidão à Annie Rothenstein, que me iniciou neste conhecimento com tanta sensibilidade e cores.

Jung me acompanha desde a faculdade. Ao conhecer suas ideias e experiências, foi uma luz que se acendeu na minha vida! A...
19/05/2026

Jung me acompanha desde a faculdade. Ao conhecer suas ideias e experiências, foi uma luz que se acendeu na minha vida! Aprender com Jung, com sua feroz sagacidade e a delicadeza de suas colocações, me ensinou que o processo de Individuação não era um simples caminhar pela praia; era, mais que tudo, um embrenhar-se em uma floresta às vezes escura, às vezes com espinhos, de vez em quando uma clareira para um descanso, mas com a urgência inerente de buscar o saber de si!

Quando jovem, eu sonhava com o dia em que chegaria a um lugar seguro e tudo seria perfeito e arrumadinho. Agora, idosa, sei que é um caminho que só terminará no nosso último suspiro! Há paz, há mudanças, há escolhas, mas tudo à custa da qualidade do existir. Pois o Caminho é o processo, e não a chegada!

A depressão pós-parto é um dos momentos mais difíceis enfrentados por uma mulher.É uma dicotomia enorme: conflita um amo...
16/05/2026

A depressão pós-parto é um dos momentos mais difíceis enfrentados por uma mulher.
É uma dicotomia enorme: conflita um amor intenso com uma mistura avassaladora de emoções e sentimentos contraditórios que, muitas vezes, ela não consegue nem nomear.
Os motivos são inerentes a cada mulher e à sua história — porque essa experiência é profundamente única. Mas os sintomas que a maioria relata se repetem: afastamento do bebê, choro constante, sentimentos de incompetência, culpa, medos e, em alguns casos, um pavor imenso de fazer algo de mal à criança. Muitas vezes extremamente mal compreendida, ela se cala para não demonstrar o que lhe perturba o coração e a mente.
Atuei em um caso em que uma mãe, com apenas 20 dias após o nascimento do segundo filho, ao ouvir o bebê chorar, trancou-se no banheiro e ligou para a própria mãe pedir que viesse buscar a criança — porque ela temia jogá-lo pela janela. Foi um dos quadros mais tristes que experienciei. Ela estava sem dormir e sem se alimentar bem há pelo menos 15 dias. E ninguém tinha percebido.
A conscientização sobre o que ocorre com tantas mães deveria ser prática obrigatória para todos que acompanham a gestante — em todos os âmbitos. Um dos fatores mais comuns é a solidão. A falta de apoio que é, infelizmente, tão comum na nossa sociedade.
Mulheres, cuidem das mulheres. Ouçam. Dêem uma mãozinha para que a mãe tire um cochilo. Cuidem um pouco do bebê para que ela descanse. Coisas simples — que esquecemos, mas que nossas avós e bisavós sabiam muito bem.
💬 Se esse conteúdo fez sentido para você, compartilhe com alguém que precisa ouvir isso.

Fontes: Pesquisa Nascer no Brasil · Fiocruz, 2016 e 2023 · Journal of Affective Disorders

Gente, eu li um artigo do Waldemar Magaldi Filho na Folha de S.Paulo que não saiu da minha cabeça. Fiquei inspirada para...
13/05/2026

Gente, eu li um artigo do Waldemar Magaldi Filho na Folha de S.Paulo que não saiu da minha cabeça. Fiquei inspirada para criar este post.

Ele escreve que envelhecer bem é uma escolha — mas não a escolha que se faz numa tarde de domingo com 70 anos. É a escolha que se faz mil vezes, desde os 20, nos gestos pequenos e cotidianos de quem ainda tem tempo.
No consultório, reconheço os dois tipos que ele descreve.
O sábio que aprendeu a morrer um pouco todos os dias — e por isso vive com mais leveza, mais humor, mais presença.
E o que envelheceu com amargura, porque nunca recebeu educação psíquica para o envelhecimento. Porque fomos treinados para o clique rápido, o consumo e a substituição. O etarismo, como Magaldi aponta, não é só preconceito. É analfabetismo emocional travestido de eficiência.
Os dados confirmam: apenas 4% dos brasileiros sempre se planejaram para envelhecer. E 27% da Geração Z não acredita que terá boa saúde nessa fase.
Mas ainda dá tempo.
Começa hoje, na conversa que você escolhe ter. No rancor que você decide não guardar. No espanto que você se permite sentir.
Salva esse post. Daqui a alguns anos, vai entender por que.
📖 Fonte: Waldemar Magaldi Filho, Folha de S.Paulo, 04/05/2026

Parabéns para nós todas que compartilhamos esta doce experiência de maternidade, que nos molda a vida, inspira nossos so...
10/05/2026

Parabéns para nós todas que compartilhamos esta doce experiência de maternidade, que nos molda a vida, inspira nossos sonhos e amplia a nossa capacidade de amar. Nos amadurece e nos deixa mais resilientes.

Maternidade é um embalo de amor em nossas almas, um calor a mais em nossos corações e um grande motivo para seguir em frente, mesmo quando achamos que não temos mais forças. E, quando somos ameaçadas na possibilidade de perder, descobrimos que somos as maiores guerreiras defensoras da vida.

A gratidão é diária e ininterrupta: a cada sorriso, a cada olhar de lado, que só nós sabemos decifrar; gratidão por tantas vitórias, de passos dados em direção a cada conquista!

Ser mãe, em todos os sentidos, parindo ou não, o que importa é criar o melhor dos vínculos em nossos corações que o Amor escolher!

Que seja um dia de muita luz, abraços apertados e muitas felicidades! Gratidão sem fim por ser escolha das três melhores almas que o Universo poderia me enviar: Jú, Pê e Popola!

Gratidão infinita!

Endereço

Brasil
Porto Alegre, RS

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