Alyane Audibert Silveira

Alyane Audibert Silveira Doutora em Aconselhamento de Carreira Processos de escolhas, desenvolvimento e transições de carreira

Gaúcha de Porto Alegre
Mora em Lisboa
Gremista e Benfiquista
Filha da Márcia e do Airton
Dinda da Vitória e da Beatriz
Psicóloga e orientadora de carreira
Gedcaster
Ama pôr-do-sol
Gosta de ler biografias, cuidar e viajar

Vivemos cercados por comparações. Alguém da nossa idade já assumiu um cargo maior. Alguém abriu a própria empresa. Algué...
05/08/2026

Vivemos cercados por comparações. Alguém da nossa idade já assumiu um cargo maior. Alguém abriu a própria empresa. Alguém mudou de carreira. Alguém comprou uma casa. Alguém parece estar sempre um passo à frente.

E, sem perceber, começamos a acreditar que existe um cronograma universal para a vida. Mas não existe.

Cada trajetória é construída a partir de experiências diferentes, oportunidades diferentes, desafios diferentes e, principalmente, pessoas diferentes.

Há quem descubra cedo o que quer fazer. Há quem precise experimentar vários caminhos até encontrar um que faça sentido. Há quem desacelere para cuidar da saúde, da família ou de si mesmo. E há quem recomece quando muitos acreditam que já era tarde. Isso não é atraso, é trajetória.

Na orientação profissional, uma das coisas que mais observo é que tentar acompanhar o tempo dos outros costuma nos afastar do nosso próprio processo.

A carreira não é uma corrida em que vence quem chega primeiro, ela é uma construção, e construções consistentes respeitam o tempo necessário para acontecer.

Em vez de perguntar se você está atrasado, talvez valha a pena fazer outra pergunta: você está caminhando na direção da vida que deseja construir?

Se a resposta for sim, continue. O seu tempo não precisa parecer com o de mais ninguém.

Sempre costumo dizer aos meus pacientes que errar faz parte de qualquer processo de aprendizagem.O problema é que muitos...
03/08/2026

Sempre costumo dizer aos meus pacientes que errar faz parte de qualquer processo de aprendizagem.

O problema é que muitos de nós crescemos acreditando no contrário. Aprendemos que errar é sinal de incompetência, de falta de preparo ou de fracasso. E, sem perceber, começamos a evitar situações em que existe a possibilidade de não acertar.

Deixamos de fazer perguntas, adiamos decisões, não nos candidatamos a oportunidades, permanecemos em lugares que já não fazem sentido. Não porque temos certeza de que são os melhores caminhos, mas porque parecem mais seguros.

O desejo de acertar é natural. O que merece atenção é quando ele se transforma em uma exigência tão grande que impede o movimento.

Porque ninguém aprende antes de viver a experiência, ninguém desenvolve confiança sem enfrentar desafios e ninguém constrói uma trajetória sem conviver, em algum momento, com escolhas que poderiam ter sido diferentes.

O preço de querer acertar sempre é alto demais e às vezes, ele nos custa oportunidades, crescimento e a chance de descobrir capacidades que só aparecem quando nos permitimos tentar.

Por muito tempo, eu achei que tomar boas decisões significava atender às expectativas. Ser a pessoa responsável, fazer a...
31/07/2026

Por muito tempo, eu achei que tomar boas decisões significava atender às expectativas. Ser a pessoa responsável, fazer as escolhas certas, não decepcionar ninguém.

E existe um lado bonito nisso. Afinal, viver em sociedade também envolve considerar quem caminha ao nosso lado. O problema começa quando a opinião dos outros ocupa tanto espaço que a nossa própria voz vai ficando cada vez mais baixa.

Aos poucos, deixamos de nos perguntar o que faz sentido para nós e, sem perceber, passamos a viver uma vida guiada mais pelas expectativas do que pelas convicções.

Acho que o autoconhecimento também passa por recuperar essa conversa consigo mesmo.

Não para ignorar o mundo ou desconsiderar quem amamos, mas para lembrar que as decisões mais importantes da nossa vida também precisam refletir quem somos.

Porque, no fim das contas, você será a pessoa que vai viver as consequências das suas escolhas.

Vale a pena, de vez em quando, fazer uma pausa e se perguntar: o que eu espero de mim?

Há momentos em que permanecer onde estamos parece mais seguro. Já conhecemos o caminho, sabemos o que esperar e aprendem...
27/07/2026

Há momentos em que permanecer onde estamos parece mais seguro. Já conhecemos o caminho, sabemos o que esperar e aprendemos a conviver até com aquilo que nos incomoda.

O desconhecido, por outro lado, desperta dúvidas. Exige coragem. Faz com que a gente questione se realmente vale a pena sair do lugar.

Mas existe algo que só encontramos quando aceitamos atravessar novas águas: novas possibilidades, novos aprendizados e novas versões de nós mesmos.

Isso não significa que toda mudança será fácil ou que todo risco valerá a pena, mas apenas reconhecer que algumas conquistas não cabem dentro dos limites daquilo que já conhecemos.

Às vezes, crescer é justamente isso: aceitar que não teremos todas as respostas antes de partir, mas confiar que somos capazes de aprender ao longo da travessia.

Porque existem horizontes que só se revelam para quem decide remar um pouco além da margem.

Em alguns momentos da vida, sem perceber, começamos a viver sempre olhando para o próximo objetivo.“Quando eu conquistar...
20/07/2026

Em alguns momentos da vida, sem perceber, começamos a viver sempre olhando para o próximo objetivo.

“Quando eu conquistar isso...”
”Quando eu terminar aquilo...”
”Quando eu chegar lá...”

E, enquanto isso, os dias vão passando. As conversas. Os aprendizados. As pessoas que encontramos pelo caminho. As pequenas alegrias que não cabem em metas ou certificados.

Conquistar é importante. Ter objetivos também. Mas existe um risco em acreditar que a vida acontece apenas nos momentos de chegada.

Porque a maior parte da nossa história não é feita de conquistas extraordinárias. Ela é feita dos dias comuns. Das experiências que nos transformam aos poucos. Das escolhas que fazemos quando ninguém está olhando.

Talvez a jornada fique mais leve quando entendemos que viver não é apenas alcançar resultados. É estar presente no processo. É aprender com as fases de dúvida e celebrar os avanços, mesmo os pequenos. É construir relações, memórias e significado enquanto seguimos caminhando.

O problema é que muitas pessoas só percebem isso quando o cansaço já virou exaustão, quando a motivação desapareceu ou q...
19/07/2026

O problema é que muitas pessoas só percebem isso quando o cansaço já virou exaustão, quando a motivação desapareceu ou quando o corpo começa a dar sinais de que algo precisa mudar.

Cuidar da saúde mental não é abandonar responsabilidades. É reconhecer que você também faz parte da equação.

Porque produtividade não é apenas sobre quanto você entrega. Também é sobre como você está enquanto entrega. E uma carreira sustentável não se constrói apenas com esforço: ela também precisa de cuidado.

Você sente ou já sentiu uma pressão silenciosa para que a vida faça sentido o tempo todo?Há momentos em que nos sentimos...
15/07/2026

Você sente ou já sentiu uma pressão silenciosa para que a vida faça sentido o tempo todo?

Há momentos em que nos sentimos confusos, questionamos escolhas que antes pareciam certas, perdemos referências, mudamos de direção ou simplesmente deixamos de nos reconhecer em versões antigas de nós mesmos.

E, embora isso possa ser desconfortável, nem sempre é um sinal de que estamos no caminho errado. Às vezes, é justamente o contrário.

Porque existem descobertas que só acontecem quando abrimos espaço para questionar o que já não faz sentido. Existem mudanças que só começam quando aceitamos que não temos todas as respostas. E existem reencontros que só são possíveis depois que deixamos para trás versões que já não cabem mais.

Talvez se perder, de vez em quando, não seja um fracasso do percurso, mas parte dele. E seja justamente nesses momentos que começamos a construir uma relação mais honesta com quem estamos nos tornando.

Por muito tempo, a gente acredita que precisa esperar sentir mais confiança, mais preparo ou mais certeza para dar o pró...
13/07/2026

Por muito tempo, a gente acredita que precisa esperar sentir mais confiança, mais preparo ou mais certeza para dar o próximo passo.

Mas, olhando para trás, percebo que a confiança não surgiu antes dos desafios. Ela foi construída por causa deles.

Cada escolha difícil, cada mudança de rota, cada situação que parecia maior do que eu era naquele momento ajudou a mostrar recursos que eu ainda não conhecia em mim.

Talvez crescer tenha um pouco a ver com isso. Com perceber que nossas asas foram ficando mais fortes ao longo do caminho. Não porque a vida ficou mais fácil, mas porque aprendemos, erramos, nos adaptamos e seguimos em frente.

Dar voos maiores não significa não sentir medo.

Significa reconhecer que já enfrentamos outras travessias antes e que podemos confiar mais na nossa capacidade de aprender durante o percurso.

Nem sempre sabemos exatamente onde vamos chegar. Mas existem momentos em que a vida nos convida a parar de olhar apenas para a altura do voo e começar a olhar também para a força das nossas asas.

Existe uma pressão muito grande para acertar: escolher a profissão certa, tomar a decisão certa, aceitar a oportunidade ...
08/07/2026

Existe uma pressão muito grande para acertar: escolher a profissão certa, tomar a decisão certa, aceitar a oportunidade certa, construir a trajetória certa.

E, quando algo não sai como planejado, muitas pessoas não enxergam aquilo como parte do processo. Enxergam como uma prova de incapacidade. Mas existe uma diferença importante entre um resultado não ter sido o esperado e você não ser capaz.

Na carreira, assim como na vida, nem tudo funciona de primeira. Nem toda escolha traz exatamente o retorno que imaginávamos. Nem todo projeto dá certo. Nem toda tentativa se transforma em sucesso. E isso não acontece porque você é insuficiente.

Acontece porque aprender envolve experimentar. Envolve lidar com incertezas. Envolve descobrir, na prática, o que funciona, o que não funciona e o que faz sentido para você.

Quando olhamos para trás, muitas das experiências que mais contribuíram para o nosso crescimento vieram justamente de situações que não saíram como o planejado.

Não porque errar seja agradável, mas porque viver exige tentativa.

Vivemos em uma cultura que nos ensina a avaliar quase tudo pelos resultados. Se deu certo ou errado. Se funcionou ou não...
06/07/2026

Vivemos em uma cultura que nos ensina a avaliar quase tudo pelos resultados. Se deu certo ou errado. Se funcionou ou não. Se houve conquista, reconhecimento ou retorno.

Mas existe outra forma de olhar para a vida. Quando o objetivo é ganhar experiência, poucas coisas são realmente perdidas.

A conversa que não saiu como você imaginava pode ensinar algo sobre comunicação. A oportunidade que não deu certo pode trazer clareza sobre o que você procura. O projeto que não foi para frente pode desenvolver habilidades que serão úteis mais adiante.

Isso não significa que frustrações deixam de existir ou que devemos fingir que tudo é positivo. Mas significa reconhecer que crescimento nem sempre acontece apenas quando alcançamos aquilo que queríamos.

Algumas experiências podem não ter vindo para confirmar um caminho, mas sim para ampliá-lo. E, quando olhamos para a vida dessa forma, percebemos que existem vitórias que não cabem em metas, números ou resultados.

Elas aparecem naquilo que aprendemos, descobrimos e nos tornamos ao longo do percurso.

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