Desconstruindo o divã

Desconstruindo o divã - Atendimentos on-line Um das experiências mais ricas e intensas que tive foi quando trabalhei embarcada em um navio de turismo.

Minha primeira graduação foi em hotelaria pela Universidade de Caxias do Sul na cidade de Canela/RS (2003), este curso me deu diversas experiências, onde viajei e morei por diversos lugares ao longo de 10 anos. Cercada por água, emoções a flor da pele, contato com diferentes culturas, inúmeras pessoas, onde a língua oficial não era o português; um universo se apresentava a minha frente, tudo isso

me proporcionou diversas quebras de paradigmas, ali pude entender que o mundo está para além do meu umbigo. Não querendo trabalhar mais em navio fui morar em São Paulo, capital, tentando migrar da área operacional de hotel para os recursos humanos. Foi então que fiz psicologia, minha segunda graduação. Ao longo de minha vida estudantil tive diversas experiências passando pelas áreas da saúde pública, escolar, assistência social e clínica, sempre voltada para as políticas públicas. Considero que minha maior experiência nesse período foi quando trabalhei na assistência social, como educadora social de rua, no programa Ação Rua, pela Prefeitura de Porto Alegre. Aqui, me desconstruí mais um pouco: me desapegando mais da minha imagem estética, encarando meus medos (tenho trauma de cachorros e meu maior medo era de que eles me mordessem), vendo a teoria do curso na prática, estendendo o consultório para além dos muros e compreendendo o contexto das pessoas e suas histórias de vida. Atualmente atuo como psicóloga clínica e curso especialização em Neurociência do Desenvolvimento e Excelência Humana pela Universidade La Salle e em psicologia analítica junguiana pela Faculdade Mario Quintana/Instituto Junguiano do Rio Grande do Sul. Meu maior foco é auxiliar as pessoas a desenvolverem o seu autoconhecimento, aceitando-se e abraçando seus limites, suas dores, seus gatilhos emocionais e suas sombras. Quando se tem isso em mente, é possível lidar melhor com os desafios do dia a dia. Procuro estar inserida em diversos espaços, como teatro, cursos, rodas de conversa, exposições de arte, workshops, palestras, grupos temáticos e de estudos. Sempre buscando refletir e articular esses diferentes conhecimentos em pontos que se convergem, pois entendo que tudo está interligado e, consequentemente, nós seres humanos também. Esses diferentes saberes possibilitam trabalhar com as infinitas possibilidades e potência de vida de cada pessoa em seu contexto de vida atual.

12/10/2022

Post de criança com o pai para homenageá-lo, essa semana ele faria aniversário.
Feliz dia das crianças! Feliz aniversário, pai!
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Flora Fraga
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Antes da existência do Uber e bem antes de surgirem os apps para celular, umas das formas mais fácil de se locomover den...
17/01/2022

Antes da existência do Uber e bem antes de surgirem os apps para celular, umas das formas mais fácil de se locomover dentro das cidades era chamando um táxi. E táxi é um meio de transporte muito variado no seu colorido. Em Porto Alegre, são vermelhos. Em SP, são brancos. Já, em Londres, os carrinhos são pretos e existe toda uma burocracia para que alguém se habilite a prestar esse serviço. O motorista precisa ter um modelo específico de carro e passa por um teste que avalia sua capacidade de guardar os nomes das ruas e de se localizar entre elas. O básico, né? Ah, bem que poderia ser assim em Buenos Aires também.
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No início dos anos 2000, eu estava a trabalho na capital da Argentina. Na época, ainda escutávamos música em CDs e entre pernadas no Caminito - bairro muito característico do país hermano - decidi comprar alguns discos. Eles estavam muito baratos e aproveitei a oportunidade, como se não houvesse amanhã. O Caminito é cheio de detalhes, sendo muito fácil perder a hora e a concentração em meio a casas, lojinhas e sobrados coloridos. Entre-os-cds-com-preço-justo-&-as-casinhas-em-forma-de arco-íris, me dei conta do adiantado da hora. E, nesse dia, uma das coisas que não poderia perder era a hora. Eu tinha que voltar ao porto até às 18h.
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O navio em que estava empregada sairia pontualmente nesse horário. Não existia a possibilidade de atraso, pois o barco zarparia exatamente às seis da tarde, sem trégua, sem atraso. A multa pela demora na partida é altíssima e nunca se paga para ver. Quando olhei no relógio, já eram 17h 20min. Como acreditava que o cais f**ava próximo, nem me preocupei tanto. Mas, para não perder tempo, fui acenando para um táxi. Eles também são pretos, como em Londres, mas com o teto amarelo. Um carro parou, prefixo 1315. Entrei no carro e cumprimentei um senhor de bigode largo e com uma cara amiga.
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O meu espanhol era bem precário. Entre palavras e gestos, o motorista disse ter entendido o nosso destino. Perguntei se daria tempo, ao que ele confirmou com segurança e veemência. 'Vos quedate tranquila...' - disse ele. Ufa! - pensei eu. O homem tentou puxar conversa, e o papo fluía com certo enrosco num portuñol cheio de sinais de 'las manos'. Quando estávamos quase chegando, ele começou a falar sobre o porto Madero. Sobre suas diversões e atrativos turísticos. Sobre os passeios e restaurantes. Sobre a paisagem. Sobre estar logo ali na frente. Nesse momento, exatamente às 17h45min, minha barriga gelou. Eu não queria descer no porto Madero, não tinha mais tempo livre e não queria turistar. O meu porto era num outro canto da cidade, e ali nenhum de nós sabia ao certo o caminho. O carro parou. Voltamos a debater o percurso. Ele não deu o braço a torcer, saindo como se soubesse aonde ir. Cinco minutos de voltas e mais voltas, sem nem sombra do invisível porto. Outro inimigo da situação era o taxímetro. O aparelho já marcava um valor bem maior do que as minhas possibilidades financeiras. O senhor de bigode longo seguia em frente, como se fosse um instrutor de meditação. Só me dizia para respirar fundo, pensar positivo, porque já estávamos na direção correta.
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Nesse instante, eu comecei a rezar para os padroeiros e padroeiras dos funcionários e das funcionárias de primeira viagem. Parei totalmente de conferir o relógio. Numa avenida, seguiamos reto, quando o semáforo fechou. Tudo que não precisava naquele momento. Um outro táxi parou ao nosso lado. O condutor do meu veículo olhou, olhou de novo e decidiu perguntar ao colega o caminho até a zona portuária. O homem do outro carro franziu a testa e indicou a rota com minúcia. Antes de ir embora, não deixou de repreender o companheiro de profissão, por não saber o básico. Eu nem sentia mais a ponta dos dedos, gelados de tanto nervoso. O sinal abriu. Meu táxi arrancou rápido. Guiava ainda dentro da lei, mas sem a calma de até então. Fizemos o trajeto indicado e, como uma miragem, o fatídico estacionamento de barcos surgiu no horizonte.
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Chegamos faltando cinco minutos para às 18h. Como desculpa pelos transtornos, recebi um desconto grande na corrida. A sorte! O senhor de bigode me pediu "muchos perdones". Me despedi correndo. Entrei no porto balançando os CDs. No fim, achei o navio com segundos de antecedência e quase sem fôlego. O que poderia ter sido evitado, caso a 'autoconfiança' do taxista não fosse tão grande. Às vezes é importante perguntar e assumir as nossas fragilidades. Dessa viagem, fiquei devendo muitos agradecimentos a um argentino desconhecido, que nos norteou e de quem não sei o nome, mas que me livrou de uma grande dor de cabeça. Viajar é encontrar caminhos, e espero que, nesse novo ano, encontremos os nossos, com auxílios e autoconhecimento.
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Simplif**ando sua vida com reflexões sobre autoconhecimento e autocuidado. A psicologia faz a diferença na sua vida.
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Flora Fraga
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O luto é um aprendizado doloroso sobre a finitude e sobre a perda. A morte de um ente amado desperta a percepção sobre a...
03/11/2021

O luto é um aprendizado doloroso sobre a finitude e sobre a perda. A morte de um ente amado desperta a percepção sobre a passagem da vida, individual e coletiva. A recusa ou a incompreensão diante do falecimento de alguém podem vir acompanhadas de certa desilusão e negação frente à continuidade da existência.
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Em alguns casos, o enlutado se afasta do convívio social e a tristeza se mantém em latência por mais tempo, pois todo o resto f**a sem sentido frente à sensação de vazio. Para Freud, esse sofrimento é superado com o transcorrer do tempo e no momento em que f**a claro que a lembrança, por exemplo, mantém viva e incorpora a memória de quem se foi.
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Por isso, quando a morte leva um indivíduo ou algo em que se deposita afeto, f**a uma lacuna que vai sendo preenchida por novos afetos e pela retomada das relações sociais, após o período natural de desconforto e desgosto. Em alguns episódios, a dor perdura e a sensação de desânimo se converte em um estado melancólico. Nessas ocorrências, há uma necessidade maior de um acompanhamento terapêutico, que ajude a ressignif**ar o pesar.
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Novembro azul é um mês para chamar a atenção dos homens com relação ao câncer de próstata.:Simplif**ando sua vida com re...
01/11/2021

Novembro azul é um mês para chamar a atenção dos homens com relação ao câncer de próstata.
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Simplif**ando sua vida com reflexões sobre autoconhecimento e autocuidado. A psicologia faz a diferença na sua vida.
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Você já ouviu falar de arteterapia? Se sim, quase com certeza também já ouviu falar de Nise da Silveira. Nascida em Alag...
30/10/2021

Você já ouviu falar de arteterapia? Se sim, quase com certeza também já ouviu falar de Nise da Silveira. Nascida em Alagoas, na primeira década do século passado – Nise foi uma psiquiatra cujo trabalho foi pioneiro no Brasil. No hospício de Engenho de Dentro, no município do Rio de Janeiro, ela desenvolveu uma terapêutica que renegava os remédios e as abordagens incapacitantes, no tratamento dos pacientes com quadro de esquizofrenia.
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Discípula de Carl G. Jung, Nise procura acessar os dramas e as mensagens do inconsciente por meio da pintura. Com publicações que apresentam os quadros pintados pelos internos, ela examina as tendências e a arquitetura de um imaginário rico, complexo e integrado a uma imaginação coletiva e permeada por heranças ancestrais.
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Distante da perspectiva preconceituosa e conformada, os escritos da psiquiatra apresentam uma postura afável e instigante, própria a quem não estereotipada os doentes segregados do convívio social. Não por acaso Nise da Silveira se tornou uma referência decisiva, quando se pensa nas técnicas psiquiátricas e no modo de lidar com pessoas com doenças mentais.
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Veja o passo a passo para o auto exame. Fique atenta a qualquer tipo de alteração.:Na frente do espelho, sem o sutiã e c...
22/10/2021

Veja o passo a passo para o auto exame. Fique atenta a qualquer tipo de alteração.
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Na frente do espelho, sem o sutiã e com os braços soltos ao lado do seu corpo observe em seus seios se há: inchaço, diferença de tamanho, alteração do contorno das mamas, da textura da pele, da aréola e do mamilo. Por fim, levante os braços para o alto da cabeça, perceba se há algum caroço ou anormalidade neste movimento.
:No chuveiro, aproveite que está ensaboada (isso facilita no toque e percepção de alguma anomalia) para deslizar melhor seguindo as seguintes orientações: com a coluna ereta levante o braço esquerdo e apoie-o acima da cabeça, com a mão direita apalpe com as pontas dos dedos o seio do braço elevado. Em movimentos circulares e fazendo uma leve pressão para averiguar se há algum nódulo, inicie pela axila, indo em direção ao mamilo, até próximo da aréola. Por fim, aperte o bico do seio e verifique se há secreção desconhecida. Repita o mesmo procedimento com o outro lado.
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