14/08/2026
Hoje participei como palestrante do 29º Simpósio Internacional de Doenças de Inverno, no bloco “Quando a Criança Não Aprende”, com a palestra “No que a Avaliação Neuropsicológica Pode Ajudar?”.
Escolhi falar sobre algo que considero fundamental na avaliação de crianças com dificuldades de aprendizagem: a diferença entre identificar uma dificuldade e compreender o que está por trás dela.
Quando uma criança não aprende, é tentador buscar rapidamente uma explicação. Mas a mesma manifestação pode estar relacionada a diferentes processos e, muitas vezes, a mais de um deles.
Por isso, uma avaliação não deveria se limitar a identificar aquilo que está abaixo do esperado. Precisamos compreender o padrão de funcionamento da criança: suas habilidades preservadas, suas dificuldades, as condições que favorecem ou prejudicam seu desempenho e as hipóteses que podem explicar esse padrão.
Também precisamos ter cuidado para não transformar resultados de te**es em conclusões que eles, sozinhos, não sustentam.
O escore é uma informação. O significado clínico desse resultado depende da integração com todo o restante da história.
Foi esse o raciocínio que procurei compartilhar hoje: uma avaliação neuropsicológica pode contribuir para diferenciar, identificar, integrar e direcionar.
Porque, no final, o objetivo não é apenas responder “o que essa criança tem?”, mas conseguir compreender como ela funciona, o que está dificultando sua aprendizagem e quais decisões podem ajudá-la.
Foi uma alegria dividir esse espaço com tantos profissionais que também estão interessados em compreender melhor a criança que está por trás da queixa. 💙