16/08/2026
Talvez uma das formas mais silenciosas de rejeição seja aquela que fazemos com nós mesmos.
Depois de sermos deixados de lado, ignorados, comparados, abandonados ou não escolhidos, alguma coisa dentro de nós pode começar a acreditar que havia algo errado conosco.
E, para não sentir aquela dor novamente, criamos maneiras de nos proteger.
Nos afastamos antes que alguém possa nos abandonar.
Fingimos não precisar de ninguém.
Escondemos nossas necessidades.
Diminuímos nossa luz para não incomodar.
Tentamos ser iguais aos outros para pertencer.
Ou, ao contrário, precisamos provar o tempo inteiro o nosso valor, como se estivéssemos dizendo: “olha, eu sou bom o bastante, você pode me escolher”.
São caminhos diferentes para tentar chegar ao mesmo lugar: não ser rejeitado.
Eu já chamei de independência aquilo que, se eu for bem honesta, começou como medo.
E talvez você também tenha feito isso sem perceber.
Existe uma diferença entre escolher estar só e se esconder para não correr o risco de precisar de alguém.
Entre humildade e diminuir-se.
Entre proteger sua energia e construir muros tão altos que até o amor encontra dificuldade para entrar.
Neste mês de agosto, o convite é olhar para as sombras. Não para julgá-las, mas para reconhecê-las.
Porque aquilo que escondemos também pede acolhimento.
A ferida da rejeição não precisa continuar decidindo quem você é, quanto você pode receber, amar ou quanto precisa se diminuir para permanecer na vida de alguém.
Você não precisa ser menos para caber.
Não precisa ser mais para merecer.
Não precisa esconder sua luz para que os outros se sintam confortáveis.
E não precisa esconder suas fragilidades para ser digno de amor.
Talvez a cura comece quando você deixa de perguntar:
“Por que não me escolheram?”
E começa a perguntar:
“Em quais momentos eu também deixei de me escolher?”
A Terapia Floral pode ser um recurso nesse processo de autoconhecimento, ajudando a acolher emoções e padrões que precisam ser olhados com mais consciência.
Se alguma parte desse texto tocou você, talvez seja justamente essa parte que está pedindo para ser olhada.
Vamos conversar.