Fisioterapia em Saúde da Mulher - Bruna Bohrer Mozzaquattro

Fisioterapia em Saúde da Mulher - Bruna Bohrer Mozzaquattro Fisioterapia em Saúde da Mulher. Cuidados para mulheres em todas as fases, tratando disfunções ur CREFITO 9861-LT

Diplomada em Fisioterapia pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Bruna realiza Especialização em Fisioterapia em Saúde da Mulher na Universidade Federal de São Carlos – SP e é mestranda em Ginecologia e Obstetrícia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Possui diversos Cursos de Extensão, em especial com as fisioterapeutas Sabrina e Elza Baracho,

referências na área - Minas Gerais, 2015. Atende no Projeto de Extensão do Hospital de Clinicas de Porto Alegre - Ambulatório de Fisioterapia Pélvica
Atende na área desde 2015.

13/07/2026

Quando tratamos a dor pélvica, o objetivo final nunca é apenas a ausência de sintomas. É recuperar a confiança para habitar o próprio corpo, expressar quem se é, reconhecer os próprios limites e desejos e se fazer presente por inteiro.

É devolver a função e o prazer de viver o próprio corpo.

O que as mulheres pensam e sentem sobre o prazer? Em 1976, a norte-americana Shere Hite deu voz a milhares de mulheres p...
26/05/2026

O que as mulheres pensam e sentem sobre o prazer? Em 1976, a norte-americana Shere Hite deu voz a milhares de mulheres para falarem sobre o prazer feminino e os dados seguem sendo atuais.

A estimulação do clitóris: apenas cerca de 30% das mulheres atingiam o orgasmo regularmente através da penetração vaginal sem estimulação externa. Muitas delas relataram preferir o s**o oral e o toque manual à penetração.

A barreira da comunicação: as mulheres relataram que, culturalmente, a penetração era vista como o “verdadeiro ato”. Pedir para parar ou mudar a dinâmica para focar no clitóris causava enorme desconforto e tensões nos relacionamentos.

Shere Hite também falou sobre a importância de explorar o próprio corpo e de não reduzir a experiência sexual feminina a práticas heteronormativas baseadas apenas nas preferências masculinas.

Além disso, trouxe à tona a importância de normalizar o corpo feminino, entender a sua anatomia real e acabar com o sentimento de culpa e inadequação.
O problema nunca foi a capacidade das mulheres de sentir prazer, mas sim a forma como o s**o em casal era praticado, as expectativas criadas e a falta de abertura para uma experiência sexual comunicada da forma que traga prazer real.

Os dados são de 76 e surpreendem por seguirem tão

E você? Concorda os dados relatados? Consegue conversas sobre suas preferências e necessidades?

GRÁVIDA E SENTINDO AQUELA SENSAÇÃO DE PESO NA BARRIGA? A bandagem elástica na gestação dá suporte, alívio e te deixa mai...
27/04/2026

GRÁVIDA E SENTINDO AQUELA SENSAÇÃO DE PESO NA BARRIGA?

A bandagem elástica na gestação dá suporte, alívio e te deixa mais livre nos movimentos, até pra virar na cama.
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A minha busca por saúde feminina faz parte da minha história pessoal e de anos dedicados ao estudo e atendimento à saúde...
21/04/2026

A minha busca por saúde feminina faz parte da minha história pessoal e de anos dedicados ao estudo e atendimento à saúde.

Nessa caminhada, encontrei dilemas que muitas vezes não consegui comunicar.

Na saúde formal, vi profissionais realmente interessados e dedicados. Existe, sim, o desenvolvimento de técnicas que salvam vidas — avanços no cuidado do parto, no tratamento de infecções e do câncer — e uma evolução ética ao longo do tempo.

Mas muito do que aprendemos sobre saúde feminina ainda nasce de um lugar de controle, preconceitos e pouco respeito à individualidade. O prazer e a sexualidade feminina seguem sendo temas recentes nas formações em saúde.

Na contramão, cresce o campo das medicinas integrativas, que nasce de uma necessidade real e tem seu espaço, mas muitas vezes é atravessado por forte comercialização.

Há um movimento que busca o ancestral, mas que se desconecta de raízes reais. Práticas que parecem antigas, mas são construções contemporâneas. Terapeutas que não estudam anatomia e ignoram conhecimentos importantes.

E, ainda assim, reconheço: existem tradições que oferecem algo que muitas vezes não aprendemos na formação em saúde.
O taoismo e o ta**ra trazem caminhos importantes de consciência corporal — percepção interna, atenção ao corpo, refinamento da sensação.

Ajudam a sentir.A desacelerar.A estar no corpo.

Na clínica, vejo dor pélvica sem causa aparente, corpos em alerta, antecipação da dor e vigilância constante. Vejo desconexão. Mulheres que não sentem, que não conseguem relaxar.

Isso não é só individual.É história.É coletivo.

Essas dores não são apenas físicas. São emocionais, históricas e coletivas.

Não existe solução rápida.

Existe escuta.Entendimento.Trabalho corporal.Tempo.

Tempo para que o corpo encontre segurança e volte a relaxar.

Entendo que o caminho mais íntegro é devolver autonomia à mulher, integrar ciência e escuta, respeitar o corpo real e a experiência subjetiva — sem a ilusão de um único método.

Sigo estudando.

Como mulher, mãe, yogini e fisioterapeuta, aprendendo a soltar tensões em um sistema que nos esgota.

Que haja tempo.

Tempo de presença.Ritmo natural.Contemplação.E pôr do sol.

Que nada nos roube a humanidade.O prazer que vivemos está diretamente ligado à permissividade que temos de sentir.Tanto ...
20/04/2026

Que nada nos roube a humanidade.

O prazer que vivemos está diretamente ligado à permissividade que temos de sentir.

Tanto o ta**ra quanto o taoismo apontam que a abertura emocional está relacionada à nossa capacidade de sentir, expressar e experienciar prazer nas diferentes facetas da vida.

Em uma época em que autocontrole é frequentemente associado a sucesso e poder, evitar sentimentos se torna quase uma epidemia. Vemos o aumento do feminicídio e, ao mesmo tempo, mulheres cada vez mais tensionadas, buscando um ideal. Esses fenômenos não estão desconectados: tanto o controle excessivo quanto a busca por perfeição podem ser compreendidos como defesas frente à dimensão sensível e mutável do sentir.

Narrativas como as difundidas por movimentos “redpill” reforçam a ideia de que controlar a si e ao outro evitaria frustrações. No entanto, além do absurdo que essa lógica implica na tentativa de restringir a autonomia do outro, isso também afasta o indivíduo das próprias experiências emocionais, fragilizando o contato com o desejo e reduzindo a possibilidade de uma satisfação mais profunda.

Assumir o desejo, dar voz ao sentir e permitir que ele se mova através de você é o que fortalece o self. Quando reconhecemos o que sentimos e conseguimos estar com as próprias emoções de forma regulada, aumentamos nossa coerência interna, reduzimos tensões — inclusive no corpo — e ampliamos nossa presença, autonomia e senso de identidade.

Não existe fórmula para evitar frustrações ou garantir satisfação constante. Encarar emoções e oscilações é o que nos coloca em contato com a vida.

Nenhum parceiro ideal, cenário perfeito ou técnica substitui a conexão emocional. Ela nasce primeiro da capacidade de reconhecer e sustentar as próprias emoções e, no encontro com o outro, da abertura para se colocar com autenticidade.

Não existe forma certa de ser. São nossas peculiaridades que nos tornam humanos — e é essa humanidade que nos conecta.

Muito pode ser dito sobre prazer e sexualidade, mas não existe prazer real sem presença emocional. É nessa experiência complexa que reside nossa verdade e nossa plenitude.

❗️Imagens atualizadas do clitóris❗️O clitóris é uma das estruturas mais ricamente inervadas do corpo humano.Mas somente ...
07/04/2026

❗️Imagens atualizadas do clitóris❗️

O clitóris é uma das estruturas mais ricamente inervadas do corpo humano.
Mas somente em março de 2026 foi publicado o primeiro mapeamento 3D da anatomia dos seus nervos.

Apenas em 1998 foi publicado o primeiro artigo científico sobre a anatomia do clitóris, já demonstrando que ele era muito maior do que o imaginado.

Antes disso, o clitóris foi negligenciado pela medicina e carregava um estigma ligado ao tabu do prazer feminino, já sendo descrito em textos médicos como “órgão inútil” ou patológico, sendo associado à histeria ou doenças nervosas, chegando a ser alvo de clitoridectomias (remoção cirúrgica).

Os dados de 2026 ainda são preliminares, mas profundamente esclarecedores:
• O clitóris serve para sentir.
• A sensibilidade não está só na glande.
• Existe uma rede integrada que se estende pela v***a e estruturas próximas, como o monte de Vênus (parte de cima e da frente da v***a).

Além de ajudar a entender prazer e sensibilidade feminina, essas informações podem melhorar cirurgias de reconstrução v***ar, em casos de lesão ou mutilação ge***al.

🎙️Compartilhe com quem precisa saber disso!

E me conta:
O que mais te chocou?
• A falta de estudos sobre o clitóris?
• A existência da mutilação ge***al feminina?
• O tabu ou a potência do prazer feminino? ✨

Neste Dia das Mulheres, quero contar um pouco da história da reabilitação dos músculos do assoalho pélvico e da saúde da...
08/03/2026

Neste Dia das Mulheres, quero contar um pouco da história da reabilitação dos músculos do assoalho pélvico e da saúde da mulher, reconhecendo a importância das mulheres que vieram antes de nós.

O cuidado com o movimento, a reabilitação e a fisioterapia também são uma história de mulheres — construída por mulheres e para mulheres.

Os exercícios do assoalho pélvico são frequentemente atribuídos ao médico Arnold Kegel. No entanto, práticas de reeducação muscular e de cuidado com a pelve feminina já existiam antes de sua sistematização em 1946.

Margaret Morris já descrevia, em 1936, a importância de ensinar o controle consciente da contração e do relaxamento dos músculos do assoalho pélvico para prevenir e tratar a incontinência urinária e f***l.

De forma semelhante, Minnie Randell introduziu práticas ainda utilizadas hoje, como o agachamento para facilitar a evacuação, o treinamento do assoalho pélvico associado a outros músculos e sua ativação antes de esforços que aumentam a pressão abdominal.

Na década de 1970, a fisioterapeuta Dorothy Mandelstam ajudou a consolidar o papel da fisioterapia no cuidado da continência e foi a primeira fisioterapeuta a integrar a International Continence Society.

Posteriormente, fisioterapeutas como Jo Laycock e Kari Bø contribuíram para o desenvolvimento científico da área, apresentando pesquisas sobre reabilitação do assoalho pélvico.

Reconhecer a história é tomar poder sobre ela.

Com imenso orgulho, reconheço e agradeço às mulheres pesquisadoras e pioneiras que abriram caminhos para que hoje possamos ajudar outras mulheres a recuperar continência, qualidade de vida, autonomia e o prazer de habitar o próprio corpo.

Fonte: International Continence Society

https://www.ics.org/news/1047

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