16/08/2026
1) Posso gritar e chorar durante o trabalho de parto? Sim, você pode chorar, gritar e expressar todas as suas emoções durante o trabalho de parto.
2) É verdade que muitas mulheres fazem cocô durante o trabalho de parto? Sim, é verdade. Quando há fezes na ampola retal, a passagem da cabecinha da bebê no canal vaginal pode "ordenhar" estas fezes para fora.
3) É correto afirmar que, se a bolsa está rota há mais de vinte e quatro horas, a chance de infecção aumenta? Sim, pesquisas publicadas com alto grau de evidência científica, afirmam que a perda da barreira que mantém o bebê e o útero protegidos de infecção, tem risco apartir de 24h.
4) Sempre é feita a episiotomia? Não, não é necessário fazer sempre. A episiotomia só deve ser realizada com o objetivo de evitar o rompimento do músculo perineal causando laceração de terceiro grau.
5) Posso ganhar meu bebê sem anestesia? Poder, pode. Mas não é recomendado. A analgesia peridural contínua, significou um grande avanço na prática obstétrica. Ela faz a parturiente relaxar, abreviando as horas de trabalho de parto; desvincula o momento maravilhoso do nascimento da idéia de sofrimento; aumenta a participação dos Pais no processo e o índice de lactação bem sucedida. A ciência evoluiu, não fazer analgesia é quase como recusar o melhor tratamento, ressonância ou tomografia, que agregaram tanto valor ao diagnóstico e tratamento das doenças.
Uma analgesia BEM FEITA não aumenta o índice de parto instrumentado ou de cesárea.
É importante lembrar que, o "protagonismo" da parturiente deve ser respeitado, mas, que o mais importante é o BEBÊ. Não adianta ficar 2 dias em trabalho de parto, com massagens, banheira, liberdade de deambulação, período expulsivo prolongado e conseguir o tão desejado parto normal, mas o bebê ter anóxia ou aspirar mecônio, ou ter fraturas por ter uma desproporçao em relação a pelve da mãe e ficar dias na UTI.
A palavra de ordem é bom senso.
E confiança. Confie no obstetra que escolheu.
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