Psicóloga Débora Sperb

Psicóloga Débora Sperb Psicóloga Clínica
CRP 07/27674

Psicoterapia individual para adolescentes e adultos. Celular/WhatsApp: (51) 99599.6578

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Tem relações que não nos machucam de forma evidente.Mas, aos poucos, mudam a forma como existimos dentro delas.Você come...
19/05/2026

Tem relações que não nos machucam de forma evidente.

Mas, aos poucos, mudam a forma como existimos dentro delas.

Você começa a pensar mais antes de falar.
A revisar reações.
A relativizar desconfortos.
A se adaptar em pequenos excessos quase imperceptíveis no início.

E talvez uma das partes mais difíceis disso tudo
seja que nem sempre percebemos quando começamos a nos afastar de nós mesmos.

Não acontece de uma vez.

Acontece aos poucos:
quando certas vontades deixam de aparecer,
quando a espontaneidade diminui,
quando o vínculo passa a ocupar tanto espaço
que a própria referência interna começa a ficar mais distante.

Até surgir aquela sensação difícil de explicar:
“eu não costumava me sentir assim.”

E talvez relações saudáveis tenham menos relação com perfeição
e mais com a possibilidade de continuar sendo quem se é dentro delas.

Porque algumas relações nos aproximam de versões mais espontâneas, seguras e inteiras de nós mesmos.

Enquanto outras nos empurram, silenciosamente, para modos antigos de adaptação, vigilância e autocensura.

😮‍💨❤️‍🩹

Mais do que falar sobre formação ou especializações, acho importante falar sobre a forma como escolho estar diante das h...
11/05/2026

Mais do que falar sobre formação ou especializações, acho importante falar sobre a forma como escolho estar diante das histórias que acompanho.

Meu trabalho nasce da escuta, da presença e do cuidado com aquilo que existe para além do que pode ser dito rapidamente.

Acredito que, antes de qualquer técnica, existe algo que sustenta o processo terapêutico: o vínculo.

A possibilidade de se sentir acolhido em um encontro também transforma.

E é desse lugar que meu trabalho acontece.

Reconhecendo, todos os dias, o privilégio e a responsabilidade de acompanhar histórias tão íntimas e humanas.

💙

Nem sempre a dúvida começa de forma evidente.Às vezes, ela se instala em pequenos deslocamentos.Na forma como algo é dev...
08/05/2026

Nem sempre a dúvida começa de forma evidente.

Às vezes, ela se instala em pequenos deslocamentos.

Na forma como algo é devolvido.
Na sensação de precisar rever o que foi dito.
Na repetição de um “talvez eu tenha entendido errado”.

Com o tempo, isso deixa de ser apenas sobre uma situação.

E passa a afetar a relação que você estabelece com a própria percepção.

Recuperar essa referência não é sobre ter certeza absoluta.

É sobre voltar a se escutar
sem precisar, o tempo todo, se corrigir.

Às vezes, o silêncio não é ausência.É o limite possível naquele momento.Nem sempre conseguimos nomear o que sentimos, su...
05/05/2026

Às vezes, o silêncio não é ausência.

É o limite possível naquele momento.

Nem sempre conseguimos nomear o que sentimos, sustentar uma conversa difícil ou nos posicionar com clareza.

E tudo bem reconhecer isso.

Porque existem situações em que o que está disponível não é o diálogo: é a proteção.

Não por indiferença.
Mas porque, naquele contexto, aquilo é o que conseguimos sustentar sem nos machucar ainda mais.

Isso não significa que o silêncio resolve.
Mas, às vezes, ele é o primeiro passo antes de conseguir falar.

Entre reagir no impulso e conseguir se posicionar com clareza, existe um caminho.

E, em alguns momentos, o silêncio faz parte dele.

💙



Comunicar não é só saber o que dizer.É sentir que existe espaço para dizer.É perceber que a sua fala não vai ser interro...
28/04/2026

Comunicar não é só saber o que dizer.
É sentir que existe espaço para dizer.

É perceber que a sua fala não vai ser interrompida, diminuída ou ignorada.
É não precisar ensaiar mil vezes antes de abrir a boca.
É não sentir que cada palavra precisa vir acompanhada de justificativa.

Comunicar também é sobre segurança.
Sobre presença.
Sobre o outro estar ali — não só ouvindo, mas realmente disposto a escutar.

Porque quando não há espaço, a gente se adapta:
fala menos, explica demais, ou simplesmente se cala.

E, aos poucos, deixa de ser sobre comunicação…
e passa a ser sobre sobrevivência dentro da relação.

Talvez, mais importante do que aprender a se expressar,
seja escolher onde a sua voz pode existir com tranquilidade.

A empatia é uma qualidade importante nas relações.Ela amplia o olhar, ajuda a compreender histórias e a reconhecer dores...
24/04/2026

A empatia é uma qualidade importante nas relações.
Ela amplia o olhar, ajuda a compreender histórias e a reconhecer dores que não são nossas.

Mas existe um ponto delicado nisso.

Quando passamos muito tempo tentando entender o outro, podemos começar a perder a referência do que também é importante para nós.

A linha entre compreensão e tolerância excessiva, às vezes, é mais sutil do que parece.

Relações saudáveis comportam empatia, mas também precisam de limites, clareza e espaço para que ambos existam.

Entender alguém nunca deveria exigir que você deixe de se considerar dentro da relação.

Tem relações que, aos poucos, vão embaralhando aquilo que antes parecia claro dentro de você. O que você sentia com segu...
17/04/2026

Tem relações que, aos poucos, vão embaralhando aquilo que antes parecia claro dentro de você. O que você sentia com segurança começa a ser questionado, revisado, diminuído. E sem perceber, você passa a duvidar da própria percepção, como se estivesse sempre interpretando tudo “errado”.

Nesse movimento, algo vai mudando no seu jeito de estar. Você se explica mais do que gostaria, tenta justificar sentimentos simples ou, no extremo oposto, escolhe o silêncio para evitar desgaste. Não porque você deixou de saber o que sente, mas porque o espaço já não acolhe o que é dito.

É importante lembrar que nem toda insegurança nasce de dentro. Alguns vínculos, pela forma como se estruturam, acabam produzindo dúvida, tensão e instabilidade emocional. E reconhecer isso não é sobre culpar o outro, mas sobre se escutar de novo e recuperar a confiança na própria experiência.

Não porque não existam coisas a serem ditas.Mas porque, em certos momentos, insistir em explicar já não muda mais nada.E...
14/04/2026

Não porque não existam coisas a serem ditas.
Mas porque, em certos momentos, insistir em explicar já não muda mais nada.

Existe uma fase da vida em que a gente acredita que tudo pode ser resolvido com uma boa conversa. Que se encontrarmos as palavras certas, o outro finalmente vai entender.

Mas crescer emocionalmente também passa por reconhecer algo difícil:
nem todo mundo está disponível para compreender.

E continuar tentando ser entendido em lugares onde não há escuta pode, aos poucos, se transformar em uma forma silenciosa de se desrespeitar.

Há conversas que não amadurecem.
Há vínculos que não comportam profundidade.
E há momentos em que a única escolha madura não é argumentar, provar ou explicar.

É apenas parar.

Parar de justificar o que você sente.
Parar de tentar convencer alguém daquilo que já deveria ser evidente.
Parar de se colocar em diálogos que não têm espaço real para você.

Porque maturidade emocional, muitas vezes, não aparece no que é dito.

Ela aparece no que você escolhe não levar adiante.

No limite que você estabelece sem discurso.
Na conversa que você não insiste.
Na energia que você decide preservar.

Nem todo silêncio é ausência.

Às vezes, ele é consciência.

Algumas relações não mostram apenas quem somos.Elas também revelam o que é ativado em nós.Certos encontros tocam em luga...
07/04/2026

Algumas relações não mostram apenas quem somos.
Elas também revelam o que é ativado em nós.

Certos encontros tocam em lugares muito específicos da nossa história. Despertam inseguranças, emoções e formas de reagir que, muitas vezes, pensávamos já ter superado.

E então começamos a nos movimentar a partir disso, tentando sustentar o vínculo, enquanto lidamos com partes nossas que foram acionadas naquele contexto.

Quando não percebemos esse processo, podemos passar muito tempo tentando nos ajustar.
Ser mais compreensivos. Mais pacientes. Mais “adequados” ao outro.

Mas, muitas vezes, não é apenas sobre a relação em si.
É também sobre como aquele vínculo atravessa nossa história emocional.

Perceber isso muda a forma como enxergamos os conflitos.
E, principalmente, muda a forma como passamos a nos ver dentro das relações.

Porque algumas relações nos mostram o outro.
Mas outras acabam revelando partes de nós que ainda precisam de cuidado e compreensão.

💙

Muita gente acredita que o que sustenta uma relação são os grandes momentos.As demonstrações intensas.As declarações.Os ...
31/03/2026

Muita gente acredita que o que sustenta uma relação são os grandes momentos.

As demonstrações intensas.
As declarações.
Os gestos marcantes.

Mas, na prática, não é isso que mantém um vínculo de pé ao longo do tempo.

Relações se constroem muito mais nas pequenas coisas que se repetem.

Na conversa que acontece quando algo incomoda.
Na disposição de ajustar rotas.
Na presença que não aparece apenas nos momentos intensos.

Porque vínculos maduros não se sustentam em picos emocionais.

Eles se sustentam em algo muito mais simples, e muito mais difícil ao mesmo tempo: constância.

No cuidado que se repete.
Na clareza que se repete.
No posicionamento que se repete.

É isso que, silenciosamente, sustenta.

Endereço

Porto Alegre, RS

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