09/06/2026
Toda família transmite alguma coisa. Às vezes amor, cuidado e pertencimento. Às vezes silêncio, culpa e segredos. Em “Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra”, Mia Couto mostra como certas histórias continuam vivendo dentro das pessoas, mesmo quando nunca foram completamente reveladas.
O personagem Marianinho retorna para a casa da família e, aos poucos, percebe que também carregava heranças emocionais que não escolheu conscientemente.
É justamente aí que literatura e psicanálise se encontram. Porque muitas vezes o sofrimento não nasce apenas daquilo que vivemos, mas também daquilo que herdamos emocionalmente sem perceber.