07/05/2026
Todos os dias, ouço histórias diferentes, mas a forma como a dor articular se manifesta costuma seguir um padrão muito claro.
Se você sofre com dor no ombro ou no cotovelo, é muito provável que você já tenha dito (ou pensado) alguma dessas frases:
1. "Doutor, eu não consigo dormir à noite." Essa é a queixa número um. A dor noturna, aquela que piora quando você deita e te faz acordar de madrugada procurando posição, é um sinal clássico de inflamações ativas.
2. "Meu braço travou, não consigo alcançar a prateleira." A perda da amplitude de movimento, ter dificuldade para vestir uma jaqueta, pentear o cabelo ou colocar o cinto de segurança, é o alerta máximo de que a articulação está sofrendo um bloqueio mecânico ou que há uma ruptura de tendão.
3. "Dói para segurar uma xícara de café." Aquela queimação na lateral do cotovelo que irradia para o braço ao digitar, usar o mouse ou segurar objetos leves. Muitos acham que é fraqueza, mas geralmente é o famoso "Cotovelo de Tenista" (Epicondilite), causado por sobrecarga e repetição.
4. "Meu ombro parece que está solto." Comum em atletas e jovens. A sensação de que a articulação vai "sair do lugar" em determinados movimentos indica instabilidade, um desgaste nas estruturas que deveriam manter o ombro firme.
O que todas essas queixas têm em comum? Elas mostram que o corpo ativou um sistema de alarme. A dor articular limitante nunca é "normal da idade" ou "só um mau jeito". Ela indica que a mecânica da sua articulação está falhando.
Continuar forçando o movimento e mascarando o sintoma com analgésicos só acelera o desgaste. Se alguma dessas frases faz parte do seu dia a dia, o seu corpo está pedindo ajuda.
Não normalize a dor que rouba a sua qualidade de vida.
George Mello Neiva Nunes
CREMERS 52.158
Ortopedia e Traumatologia
Cirurgia do Ombro e Cotovelo
Medicina do Esporte