Bibiane Demos. Fisioterapeuta.

Bibiane Demos. Fisioterapeuta. Fisioterapeuta. Mestre em Ciências do Comportamento Humano( UnB). Especialista em anatomia clínico Funcional( Ufrgs). Reeducação Postural( RPG Souchard).

30/07/2026

Hoje o consultório me lembrou que cada paciente está em uma fase diferente da recuperação.

Uma chegou no pior dia dela, mas conseguiu concluir o atendimento depois de adaptarmos o plano.

Outra tinha medo de estar forçando demais o ombro e queria saber quando poderia voltar para a luta.

Outra já está mais forte, mais confiante e faz todos os exercícios, mas ainda acorda com rigidez e dor. Conversamos sobre algo que costuma surpreender: evolução não é medida apenas pela intensidade da dor.

E, para fechar o dia, uma paciente com mais de 70 anos treinava com barra e carga.

Todos os casos tinham algo em comum: o desafio não era fazer pouco nem fazer muito. Era encontrar a carga certa para aquele momento.

Na reabilitação, progresso não é pressa. É consistência, adaptação e evolução gradual.

É assim que buscamos recuperar movimento, confiança e qualidade de vida. fisioterapia, reabilitação, dor crônica, dor no ombro, exercício físico, progressão de carga, envelhecimento ativo, educação em dor, saúde baseada em evidências, qualidade de vida.

30/07/2026

Hoje o consultório me lembrou que cada paciente está em uma fase diferente da recuperação.

Uma chegou no pior dia dela, mas conseguiu concluir o atendimento depois de adaptarmos o plano.

Outra tinha medo de estar forçando demais o ombro e queria saber quando poderia voltar para a luta.

Outra já está mais forte, mais confiante e faz todos os exercícios, mas ainda acorda com rigidez e dor. Conversamos sobre algo que costuma surpreender: evolução não é medida apenas pela intensidade da dor.

E, para fechar o dia, uma paciente com mais de 70 anos treinava com barra e carga.

Todos os casos tinham algo em comum: o desafio não era fazer pouco nem fazer muito. Era encontrar a carga certa para aquele momento.

Na reabilitação, progresso não é pressa. É consistência, adaptação e evolução gradual.

É assim que buscamos recuperar movimento, confiança e qualidade de vida.fisioterapia, reabilitação, dor crônica, dor no ombro, exercício físico, progressão de carga, envelhecimento ativo, educação em dor, saúde baseada em evidências, qualidade de vida.

27/07/2026

O medo nunca deveria fazer parte de uma consulta.

Ao longo dos anos, ouvi muitos pacientes dizerem frases como:

“Fiquei com medo de perguntar.”
“Não quis dizer que não entendi.”
“Só concordei porque fiquei sem jeito.”

Uma boa relação entre profissional e paciente não é construída com imposição, mas com diálogo.

Explicar, ouvir e responder às dúvidas não é um detalhe do atendimento. É parte do cuidado.

Quando o paciente tem medo de perguntar, a consulta já começou perdendo uma informação importante.

Afinal, ninguém conhece melhor a sua história, seus medos e seus objetivos do que você.

💬 Você já saiu de uma consulta com a sensação de que gostaria de ter feito uma pergunta, mas não teve coragem?

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27/07/2026

Você não precisa sair de uma consulta sem entender o que está acontecendo.

Perguntar faz parte do cuidado.

Entender por que um tratamento foi indicado, quais são os benefícios, os riscos, as alternativas e o que esperar ao longo do processo ajuda você a participar das decisões sobre a sua própria saúde.

Uma boa relação entre profissional e paciente é construída com confiança, diálogo e informação.

Quando você entende o caminho que está sendo seguido, as decisões deixam de ser impostas e passam a ser compartilhadas.

Afinal, ninguém conhece melhor a sua realidade do que você.

DorCrônica Reabilitação Movimento Fisioterapeuta Tratamento QualidadeDeVida Saúde Paciente BemEstar EscolhasInformadas

22/07/2026

Hoje três pacientes me fizeram refletir.

Uma veio da Cidade Baixa, outra de Viamão e outra do Menino Deus.

A paciente de Viamão me contou que perguntaram por que ela não fazia fisioterapia mais perto de casa. Ela respondeu que já tinha tentado, mas que a experiência não foi boa.

Depois me disse que duas amigas, com o mesmo problema, passaram a acreditar que “fisioterapia não funciona”.

Ao mesmo tempo, outra paciente me disse:
“Eu venho até aqui por tua causa.”

E uma terceira completou:
“Eu não vou te largar.”

Isso me lembrou de uma responsabilidade enorme que nós, profissionais da saúde, carregamos.

Uma experiência ruim pode fazer alguém desacreditar de uma profissão inteira.

É por isso que acredito em uma avaliação cuidadosa, tratamento individualizado, atualização constante e decisões compartilhadas com o paciente.

A confiança não se conquista pela distância que alguém percorre. Ela se conquista pelo cuidado.

🤍

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22/07/2026

Foi fazendo exercício que me machuquei. #
Essa é uma frase que escuto com frequência no consultório.
Mas, na maioria das vezes, o problema não é o exercício.
O que aumenta o risco de lesão é querer sair do sedentarismo na segunda e treinar como atleta na terça. Ou ignorar o descanso e achar que mais é sempre melhor.

Seu corpo se adapta quando você respeita três princípios:

✔️ Progressão contínua
✔️ Regularidade
✔️ Descanso

É assim que você melhora o desempenho, reduz o risco de lesões e consegue manter o exercício por muitos anos.

A pergunta não é “qual exercício faz mal?”.
A pergunta é: como você está treinando?
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Será que estamos olhando para o indicador certo?Durante muitos anos, a fragilidade foi considerada um dos principais mar...
21/07/2026

Será que estamos olhando para o indicador certo?

Durante muitos anos, a fragilidade foi considerada um dos principais marcadores de risco em idosos. Mas uma nova análise do Estudo ELSA, com 14 anos de acompanhamento de 4.597 idosos, trouxe um dado importante:

➡️ A sarcopenia grave, principalmente quando identificada pela redução da força de preensão manual, apresentou associação ainda mais forte com mortalidade.

Mas atenção…

Isso não significa abandonar a avaliação da fragilidade.

Fragilidade e sarcopenia não competem. Elas se complementam e ajudam a entender diferentes dimensões da saúde do idoso.

O que esse estudo reforça é que avaliar a força muscular deve fazer parte da rotina clínica.

E a melhor notícia?

💪 A força muscular pode ser treinada em qualquer idade.

Com avaliação adequada, exercício individualizado e acompanhamento fisioterapêutico, é possível melhorar força, autonomia, equilíbrio e qualidade de vida.

É exatamente nisso que acredito e é assim que conduzo meus atendimentos.

👉 Você já avaliou sua força muscular recentemente?

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20/07/2026

Uma das partes que mais me encanta na fisioterapia é a educação em dor.

Explicar o que está acontecendo, responder dúvidas, desenhar, mostrar modelos anatômicos e construir o raciocínio junto com o paciente.

Quando a pessoa entende o próprio corpo, ela deixa de ser apenas espectadora do tratamento e passa a participar ativamente da sua reabilitação.

A informação não substitui o exercício, nem a terapia manual. Mas ela transforma a forma como o paciente compreende a dor, enfrenta os desafios e toma decisões.

Para mim, ensinar também é cuidar. 💙

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15/07/2026

faz liberação miofascial?”

Essa foi uma pergunta que recebi hoje.

Minha resposta foi simples: faço quando ela é indicada. Mas eu não vendo liberação miofascial como um serviço.

Na fisioterapia, as técnicas são ferramentas. O tratamento começa muito antes delas: com uma boa avaliação clínica, a compreensão da história do paciente e a definição dos objetivos.

Um estudo publicado em 2026 reforça exatamente isso: a melhora clínica dificilmente acontece por um único mecanismo. Ela resulta da interação entre processos biológicos, neurológicos, psicológicos, comportamentais e sociais.

É por isso que duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem responder de formas diferentes ao tratamento.

Meu compromisso não é defender uma técnica. É escolher, para cada paciente, a combinação de estratégias que tenha mais chance de devolver movimento, função e qualidade de vida.

A técnica importa. Mas o raciocínio clínico vem primeiro.

📚 Cook CE, Keter DL. Musculoskeletal treatment mechanisms: a puzzle that may never be fully solved. JOSPT, 2026.

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Durante muito tempo, pessoas com AVC, insuficiência cardíaca, marcapasso, cardiodesfibrilador (CDI), artrite grave, lesã...
14/07/2026

Durante muito tempo, pessoas com AVC, insuficiência cardíaca, marcapasso, cardiodesfibrilador (CDI), artrite grave, lesão medular, transplante cardíaco e outras condições complexas eram orientadas a evitar esforços.

A nova declaração científica da American Heart Association (2026) mostra que, na maioria dos casos, o problema não é o exercício. É a falta dele.

Isso não significa que todos devam fazer o mesmo programa de exercícios.

Significa que a reabilitação precisa ser individualizada, respeitando a doença, a capacidade funcional, os sintomas, os objetivos e o momento de cada paciente.

Na prática clínica, muitas vezes a reabilitação não começa caminhando.

Ela começa recuperando força, mobilidade, equilíbrio e confiança. Só depois o paciente está preparado para avançar para atividades mais exigentes.

Quando bem prescritos e supervisionados, os exercícios podem:
✔️ melhorar a capacidade física;
✔️ aumentar a força muscular;
✔️ preservar a independência;
✔️ melhorar a qualidade de vida;
✔️ reduzir hospitalizações.

É por isso que gosto de dizer:

Não existe paciente frágil demais para se movimentar. Existe um exercício que ainda não foi bem escolhido.

📚 Referência:
Fleg JL, Golbus JR, Afilalo J, et al. Exercise Training in High-Risk Populations: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation. 2026.

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