Dra. Brunna Jaeger Teló Neurologista

Dra. Brunna Jaeger Teló Neurologista Médica Neurologista
Especialista em Neurologia Cognitiva/Neuropsiquiatroia geriátrica
Mestranda no

Na demência avançada, nem sempre a pessoa consegue dizer que está com dor, fome, sede, frio ou algum outro desconforto. ...
20/08/2026

Na demência avançada, nem sempre a pessoa consegue dizer que está com dor, fome, sede, frio ou algum outro desconforto. O comportamento, então, pode se tornar uma forma de comunicação.

Diante de uma agitação ou mudança de comportamento, antes de interpretar como resistência, vale observar o contexto e buscar possíveis necessidades não atendidas.

E atenção: mudanças súbitas ou muito diferentes do padrão habitual merecem avaliação médica.

Quando as palavras diminuem, observar também é uma forma de escutar.

18/08/2026

Resistência ao banho nem sempre significa teimosia.

Muitas vezes, ela nasce da dificuldade de compreender o que está acontecendo naquele momento.

Quando entendemos isso, mudamos nossa forma de cuidar!

Na demência avançada, a pessoa pode reconhecer um objeto, mas já não conseguir lembrar como utilizá-lo corretamente ou o...
17/08/2026

Na demência avançada, a pessoa pode reconhecer um objeto, mas já não conseguir lembrar como utilizá-lo corretamente ou organizar a sequência de movimentos necessária.

Nesses momentos, insistir ou corrigir nem sempre ajuda. Muitas vezes, o melhor caminho é simplificar a tarefa e adaptar o ambiente, preservando a participação que ainda é possível.

O objetivo não é fazer exatamente como antes, mas manter autonomia, segurança e dignidade dentro das possibilidades de cada pessoa.

13/08/2026

Na demência avançada, uma orientação que parece simples pode exigir do cérebro muito mais do que imaginamos.

Por isso, quando a pessoa não responde ao que foi pedido, nem sempre é teimosia ou resistência. Repetir e insistir pode, inclusive, aumentar a confusão.

Muitas vezes, o melhor caminho é falar menos, dividir a tarefa em pequenas etapas, demonstrar o movimento e dar tempo para a resposta.

Compreender o que a doença modifica também transforma a maneira de cuidar.

Compartilhe com alguém que cuida de uma pessoa com demência.

Na demência, aumentar a supervisão não significa retirar a autonomia de uma vez. Significa oferecer o apoio certo, na me...
03/08/2026

Na demência, aumentar a supervisão não significa retirar a autonomia de uma vez. Significa oferecer o apoio certo, na medida em que ele passa a ser necessário.

Nem todas as atividades serão afetadas ao mesmo tempo. Enquanto algumas ainda podem ser realizadas com independência, outras começam a exigir acompanhamento para preservar a segurança e evitar situações de risco.

Por isso, mais importante do que o tempo de diagnóstico é observar as mudanças que aparecem no dia a dia.

💙 Supervisionar não é controlar. É proteger, respeitando a autonomia que ainda existe e preservando a qualidade de vida pelo maior tempo possível.

Você já conhecia esses sinais? Compartilhe este conteúdo com quem cuida de um familiar com demência.

Às vezes, o que parece uma tarefa simples para nós pode representar um enorme desafio para quem vive com demência.Quando...
30/07/2026

Às vezes, o que parece uma tarefa simples para nós pode representar um enorme desafio para quem vive com demência.

Quando dizemos “vai se arrumar”, estamos resumindo uma sequência de pequenas ações que exigem planejamento, organização e iniciativa — funções que podem começar a ser afetadas logo nas fases iniciais da doença.

🧠 Nem sempre a dificuldade está em entender o que foi pedido. Muitas vezes, está em conseguir transformar esse pedido em ação.

Conhecer essas mudanças ajuda a substituir a impaciência pela compreensão e a oferecer o apoio necessário, sem retirar a autonomia antes do tempo.

💜 Cuidar também é aprender a enxergar o que o cérebro já não consegue fazer sozinho.

Muitas pessoas acreditam que o Alzheimer começa quando alguém deixa de reconhecer a própria família.Na realidade, os pri...
27/07/2026

Muitas pessoas acreditam que o Alzheimer começa quando alguém deixa de reconhecer a própria família.

Na realidade, os primeiros sinais costumam ser muito mais discretos.

🧠 Pequenos esquecimentos, dificuldade para organizar tarefas do dia a dia ou para lidar com situações mais complexas podem aparecer muito antes de uma perda importante da autonomia.

Por isso, o diagnóstico precoce não é sobre rotular. É sobre compreender o momento do cérebro, preservar a independência pelo maior tempo possível e oferecer o suporte certo na hora certa.

💜 Quanto mais conhecemos os sinais iniciais, mais conseguimos substituir o julgamento pelo acolhimento.

Cuidar de alguém com demência também é aprender uma nova forma de se comunicar.Muitas vezes, o que parece “teimosia”, “i...
23/07/2026

Cuidar de alguém com demência também é aprender uma nova forma de se comunicar.

Muitas vezes, o que parece “teimosia”, “implicância” ou “falta de atenção” é, na verdade, uma consequência das mudanças que estão acontecendo no cérebro.

Isso significa que nem sempre a melhor resposta será corrigir, convencer ou discutir os fatos.

Na prática, responder primeiro à emoção costuma ser muito mais eficaz do que tentar corrigir a memória.

💜 A pessoa pode esquecer o que foi dito, mas dificilmente esquecerá como se sentiu naquele momento.

Por isso, antes de responder às palavras, vale fazer uma pausa e perguntar:

O que essa pessoa pode estar tentando comunicar por trás desse comportamento?

Esse pequeno exercício pode transformar a experiência de quem vive com demência, e também de quem cuida.

📌 Salve este conteúdo para consultar sempre que precisar e compartilhe com familiares e cuidadores. Às vezes, mudar a forma de responder muda completamente o momento vivido por ambos.

Depois do diagnóstico, o impulso de proteger quem amamos é natural.Mas existe uma diferença importante entre ajudar e su...
20/07/2026

Depois do diagnóstico, o impulso de proteger quem amamos é natural.

Mas existe uma diferença importante entre ajudar e substituir.

Na fase inicial do Alzheimer, preservar a autonomia sempre que possível faz parte do tratamento. Pequenas decisões, tarefas do dia a dia e a participação na própria rotina ajudam a manter a autoestima, a funcionalidade e a qualidade de vida.

🧠 O melhor cuidado é aquele que oferece apoio na medida certa: nem antes, nem depois.

Salve este conteúdo e compartilhe com quem está começando essa jornada como cuidador.

16/07/2026

Quando pensamos em prevenir Alzheimer é comum imaginar jogos de memória, suplementos ou palavras cruzadas. Mas a prevenção começa muito antes.

Em 2024, a Lancet Commission atualizou as evidências e mostrou que cerca de 45% dos casos de demência podem estar associados a 14 fatores de risco potencialmente modificáveis.

No Brasil, estudos sugerem que esse percentual pode chegar a até 60%, principalmente pela maior frequência de alguns desses fatores na nossa população.

Quais são eles?
🧠 Baixa escolaridade
🧠 Perda auditiva
🧠 Colesterol LDL elevado
🧠 Depressão
🧠 Traumatismo craniano
🧠 Inatividade física
🧠 Diabetes
🧠 Tabagismo
🧠 Hipertensão arterial
🧠 Obesidade
🧠 Consumo excessivo de álcool
🧠 Isolamento social
🧠 Poluição do ar
🧠 Perda visual não tratada

Isso não significa que seja possível evitar todos esses casos, mas mostra que cuidar da saúde do cérebro vai muito além da memória.

Cada fator controlado representa uma oportunidade de envelhecer com mais saúde.

🧠 O cérebro que você terá daqui a 20 ou 30 anos está sendo construído pelas escolhas que faz hoje.

📚 Referências:

Livingston G, et al. Dementia prevention, intervention, and care: 2024 report of the Lancet Standing Commission.

Suemoto CK, et al. Population attributable fraction of modifiable risk factors for dementia in Brazil

Endereço

Rua Ramiro Barcelos, 630/5º Andar/Bairro Moinhos De Vento
Porto Alegre, RS
90035-000

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