Institut Avuí

Institut Avuí O Institut Avuí, oriundo da Clínica Luciana Ferreira, fundada em 1993, reúne profissionais das á Dra.

LUCIANA FERREIRA
Diretora do Institut Avuí
Doutora em Educação
Psicopedagoga, Psicanalista e Neurocientista
Atendimento clínico e institucional
Assessoria e Supervisão Psicopedagógica
Adolescente, Adulto, Idoso e Inclusão
http://lattes.cnpq.br/1368130845450185

Me. FERNANDA TRAGE
Mestre em Psicologia
Especialista em Infância e Família
Psicóloga
Atendimento clínico
Família, Criança, Adolescente, Adulto

Me. CAREN SCHULTES BORGES
Psicóloga Sistêmica
Mestre em Desenvolvimento Regional
Especialista em Psicodiagnóstico
Terapeuta de Família e Adultos

Esp. KARINE FAURI
Psicopedagoga
Mestranda em Saúde e Desenvolvimento Humano
Pedagoga Empresarial
Terapeuta de Crianças e Adolescentes
Inclusão Deficientes no Mercado de Trabalho

Esp. Carolina Abichequer
Psicopedagoga
Especialista em Educação Orgânica
Bebê, Crianças e Inclusão

Na maioria dos jogos pós-apocalípticos, a lógica é sobreviver custe o que custar, muitas vezes passando por cima dos out...
18/08/2026

Na maioria dos jogos pós-apocalípticos, a lógica é sobreviver custe o que custar, muitas vezes passando por cima dos outros. Death Stranding, do diretor Hideo Kojima, propõe o contrário. E isso conversa diretamente com o que a psicologia vem estudando sobre bem-estar.

No jogo, você atravessa paisagens hostis para levar mantimentos e remédios a quem precisa. A mecânica multijogador não é sobre eliminar os outros, como em tantos títulos, é sobre ajudá-los. Você encontra uma ponte que outro jogador construiu e, em troca, deixa uma escada para um estranho que virá depois. Ninguém chega ao objetivo sozinho.

Aqui entra um conceito central da psicologia: o comportamento pró-social. Diversos estudos apontam que ajudar os outros está associado a mais bem-estar, menos sintomas depressivos e maior sensação de propósito. E há a outra ponta: a solidão, que a ciência hoje trata como fator de risco real para a saúde física e mental, com impacto comparável ao de hábitos nocivos conhecidos.

Kojima criou o jogo pensando justamente nisso. “Muitas pessoas que jogam sentem que não pertencem a esta sociedade”, diz ele, apontando as redes sociais como um dos motores dessa desconexão.

Conectar-se por um game certamente não substitui os vínculos reais da vida, mas a empatia funciona um pouco como um músculo: quanto mais exercitada, mais forte f**a. E praticá-la, mesmo num espaço simbólico, pode transferir-se para fora da tela.

Uma nova pesquisa da Gallup, em parceria com a Fundação da Família Walton e o projeto Making Caring Common, de Harvard, ...
14/08/2026

Uma nova pesquisa da Gallup, em parceria com a Fundação da Família Walton e o projeto Making Caring Common, de Harvard, revela um retrato interessante da geração Z: quase 80% dos jovens nos Estados Unidos se disseram interessados em trabalhos voltados a ajudar outras pessoas.

E há uma conexão direta com o bem-estar. Entre os que sentem causar impacto positivo na vida dos outros, 89% concordaram que sentem que suas vidas têm signif**ado. Como resume Richard Weissbourd, de Harvard: ajudar os outros faz bem à saúde mental, e muitos jovens dessa geração sentem falta de propósito, o que caminha na direção oposta.

Mas o estudo não romantiza. A geração Z também aponta o que atrapalha: mais da metade cita o uso improdutivo da tecnologia como barreira para uma vida com propósito, quase metade reconhece enfrentar problemas de saúde mental, e 34% sentem que a falta de relacionamentos pessoais contribui para essa sensação de vazio.

Há ainda uma tensão concreta. Muitos jovens temem que trabalhos de cuidado paguem pouco e desgastem emocionalmente, e metade prioriza um emprego que pague o suficiente sem ser estressante demais. Some-se a isso a própria pressão por sucesso, que estressa mais da metade dos jovens adultos, sobretudo entre 19 e 21 anos.

O ponto que f**a é sutil e importante: não se trata só de quanto se conquista, mas do porquê. Quando existe propósito por trás, a saúde mental tende a ser melhor. E cabe a todos, empresas, escolas, gerações mais velhas, ajudar a transformar essas barreiras em oportunidades.

12/08/2026

Muitas vezes associamos o transtorno bipolar à vida adulta, mas a realidade é que os sintomas costumam dar os primeiros sinais bem antes disso.

Neste vídeo, o Dr. Leonardo Zanatta, psiquiatra no Institut Avuí, esclarece as principais dúvidas sobre a bipolaridade na infância e na adolescência e explica por que esse diagnóstico ainda é um grande desafio.

Afinal, diagnóstico de bipolaridade pode demorar, em média, 9 anos para acontecer. Esse atraso prolonga o sofrimento do indivíduo, aumentando os riscos de abuso de substâncias e outras complicações de saúde mental.

Ficou com alguma dúvida ou quer compartilhar sua experiência? Deixe seu comentário aqui embaixo! 💬

Existe uma condição que nenhum manual diagnóstico registra: o estigma.Em um texto para a Psychology Today, o pesquisador...
10/08/2026

Existe uma condição que nenhum manual diagnóstico registra: o estigma.

Em um texto para a Psychology Today, o pesquisador Patrick Kelly relata como, durante os anos de sua doença mental grave, as pessoas ao redor não pararam de amá-lo, mas pararam de saber como falar com ele. E, depois, como falar sobre ele.

Amizades sumiram sem aviso, telefonemas encurtaram, feriados esvaziaram. O silêncio não era maldade: era o que preenchia o espaço onde deveria haver conversa.

E é aí que mora o perigo. A doença mental grave produz duas cegueiras: uma vem de dentro, quando o próprio cérebro não reconhece o que está acontecendo, e outra vem de fora, quando o mundo não consegue enxergar a pessoa por trás do diagnóstico.

O problema é que essa segunda cegueira tem custo clínico. A solidão não é só um sintoma: ela agrava o quadro. Um ex-Surgeon General dos EUA chegou a comparar o impacto do isolamento ao de fumar quinze ci****os por dia. Quando família e amigos se afastam, o paciente não perde apenas conforto, perde um recurso de recuperação. A conexão é parte da estrutura que sustenta o tratamento.

A alternativa começa por algo simples e difícil ao mesmo tempo: nomear o que está acontecendo. E continuar nomeando quando f**a difícil. A próxima conversa sobre alguém em crise, aquela que começa com a pergunta que temos medo de fazer, é onde o cuidado começa. 💙

Toda vez que agosto se aproxima, voltam as homenagens, as fotos antigas, as mensagens sobre o pai que sempre esteve pres...
09/08/2026

Toda vez que agosto se aproxima, voltam as homenagens, as fotos antigas, as mensagens sobre o pai que sempre esteve presente. Para muita gente, isso reflete algo verdadeiro e digno de celebrar. Para outras, é o lembrete de algo que nunca existiu, ou que existiu e se perdeu pelo caminho, ou que é complexo demais para caber numa palavra só.

Nem todo mundo tem um pai para quem ligar. E entre os que têm, nem todos querem, nem todos conseguem. Há quem tenha perdido o pai para a morte, e há quem o perca de outras maneiras: para o adoecimento, para os anos de silêncio que foram f**ando definitivos, para uma presença física que nunca virou presença de verdade.

Quando um pai morre, existe funeral, existe quem reconheça a perda, existe um roteiro para o que vem depois. Quando ele segue vivo e a relação não, nada disso aparece. A porta parece aberta, mas continua fechada. E ainda assim as pessoas perguntam por ele, o mencionam, esperam que você dê um jeito de resolver.

E, por baixo de tudo, quase sempre há amor. Dá para amar alguém e se sentir profundamente ferido por essa pessoa. Dá para sentir falta de um pai que não foi o pai que você precisava. Dá para agradecer por algumas coisas enquanto se lamenta o que faltou. Não são contradições: é assim que o amor se comporta diante de gente complexa.

Se agosto pesa para você, talvez a coisa mais gentil seja parar de exigir de si um sentimento diferente do que existe. Nem todo feriado precisa virar reconciliação, balanço ou gratidão. Às vezes é só um dia difícil, e atravessá-lo, sem somar cobrança à dor que já está lá, já é o bastante.

O início da adolescência pode ser mais sensível do que muitos pais imaginam quando o assunto é rede social. Um novo estu...
07/08/2026

O início da adolescência pode ser mais sensível do que muitos pais imaginam quando o assunto é rede social. Um novo estudo, publicado no Medical Journal of Australia, aponta que jovens de 12 e 13 anos estão entre os mais vulneráveis aos impactos do uso intenso dessas plataformas na saúde emocional.

A pesquisa acompanhou quase 1.200 adolescentes de Melbourne, dos 9 aos 19 anos, ao longo de uma década. Os que passavam pelo menos duas horas por dia nas redes tinham maior probabilidade de apresentar sintomas depressivos e pior bem-estar emocional no ano seguinte. A associação apareceu com mais força entre 12 e 13 anos, especialmente entre as meninas.

Mas os pesquisadores fazem questão de um ponto: muitos jovens vivem experiências positivas ali, fortalecem amizades, encontram gente com interesses parecidos, se expressam. Nem todo tempo de tela é igual: conversar com amigos é diferente de consumir horas de conteúdo que estimula pressão estética ou conflito.

O que ajuda, sem precisar proibir tudo: manter diálogo aberto sobre a vida digital, combinar limites adequados para a idade e incentivar o que acontece fora das telas: esportes, amigos presenciais, tempo em família e uma boa rotina de sono.

Quando se fala em criança superdotada, a imagem que vem à cabeça costuma ser a do pequeno gênio, aluno nº 1 da sala. Mas...
05/08/2026

Quando se fala em criança superdotada, a imagem que vem à cabeça costuma ser a do pequeno gênio, aluno nº 1 da sala. Mas a realidade é bem mais complexa e cheia de desafios, que raramente aparecem nessa versão romantizada.

Ter altas habilidades não signif**a ter doença nem simplesmente um "dom". É uma forma de neurodivergência: o cérebro trabalha de um jeito diferente do padrão. E, segundo especialistas, um dos pontos mais delicados é a assincronia entre o desenvolvimento cognitivo e o emocional, social e motor, que muitas vezes não acompanha esse ritmo.

Na prática, isso pode aparecer como crises de raiva, ansiedade, resistência à rotina, sensibilidade sensorial e explosões emocionais. Muitas dessas crianças não se sentem superiores; pelo contrário, costumam se achar inadequadas e correm risco de desenvolver um perfeccionismo que faz mal. Suas emoções são mais intensas, e nem sempre elas têm ferramentas para lidar com tudo isso sozinhas.

Por isso, o cuidado importa tanto. Vale reforçar: altas habilidades se confundem facilmente com TDAH e autismo e podem inclusive coexistir. Nenhum teste virtual fecha um diagnóstico; isso é trabalho de profissionais capacitados, com avaliação completa que escuta a criança, a família e a escola.

Reconhecer cedo e acolher com apoio adequado transforma a trajetória de toda a família. 💙

03/08/2026

Recebemos com frequência essa pergunta aqui no Institut Avuí. A resposta curta é sim, mas o processo exige um cuidado especial que muitos pais e educadores desconhecem.

No vídeo de hoje, a psicóloga Fernanda Tragi explica que o diagnóstico na infância é um terreno complexo. Isso acontece porque comportamentos como a irritabilidade, a impulsividade e as oscilações de humor, que costumam ser associados à bipolaridade, também podem ser manifestações de outros transtornos ou simplesmente parte das etapas naturais do neurodesenvolvimento infantil.

O maior desafio clínico é justamente diferenciar o que é um transtorno de humor e o que faz parte da construção e do amadurecimento do cérebro da criança. Por isso, o olhar atento e a cautela são indispensáveis.

Tem dúvidas sobre o desenvolvimento do seu pequeno? Conte com o nosso time para uma avaliação humanizada e cuidadosa.

Em 1975, no auge da fama, John Lennon fez uma escolha que ainda soa radical: parou. Com o nascimento do filho Sean, se a...
31/07/2026

Em 1975, no auge da fama, John Lennon fez uma escolha que ainda soa radical: parou. Com o nascimento do filho Sean, se afastou da indústria por cinco anos para cuidar da família, os anos que f**aram conhecidos como seu período de reencontro. Era também uma tentativa de reparar a ausência que sentia ter tido com Julian, seu primeiro filho, do casamento com Cynthia.

Mas, para entender esse reencontro, é preciso voltar. Já em 1965, no auge dos Beatles, ele se sentia perdido e transformou o mal-estar em Help!, que anos depois admitiu ter sido um pedido de socorro real, disfarçado de rock animado.

O que virou o jogo não foi sorte, e sim a decisão de reencontrar o rumo. E mesmo depois disso houve recaídas e dias difíceis, porque recuperação emocional quase nunca é uma linha reta.

A lição que f**a: sucesso não blinda ninguém do sofrimento, mas reconhecer a dor e pedir ajuda pode transformar qualquer capítulo. 💙

Aquela sensação de "minha mente não para" na hora de meditar? Você não está sozinho, e talvez o problema não seja você, ...
29/07/2026

Aquela sensação de "minha mente não para" na hora de meditar? Você não está sozinho, e talvez o problema não seja você, mas a expectativa de que calmaria exige muito tempo.

Um estudo de Harvard publicado na revista Mindfulness acompanhou 103 pessoas com um eletroencefalograma (EEG) durante a prática de observação da respiração. O resultado: mudanças signif**ativas nas ondas cerebrais surgiram em poucos minutos, com pico por volta dos 7 minutos e duração de até 15.

Traduzindo o que acontece aí dentro: as ondas ligadas ao relaxamento e à concentração aumentam, enquanto as associadas à sonolência e à dispersão diminuem. O cérebro entra num estado que os pesquisadores chamam de “alerta relaxado”, calmo, mas presente.

E tem mais: quanto mais constante a prática, mais profundos os efeitos. Como qualquer habilidade, meditar se aprimora com o tempo. A dica dos especialistas para quem está começando é simples: siga uma meditação guiada e deixe o hábito se formar em algumas semanas.

Não precisa de 1 hora. Precisa de alguns minutos, e de permanecer neles.

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