26/08/2026
- Leonardo Avila, Fisioterapeuta PhD. by Thing Apps
🧠A presente revisão narrativa mostra a farmacologia, eficácia e segurança dos analgésicos tópicos, enfatizando que sua escolha deve considerar o fenótipo predominante da dor.
1️⃣Na dor nociceptiva, a ativação de nociceptores em tecidos não neurais envolve prostaglandinas, citocinas e sensibilização periférica;
2️⃣Na neuropática, lesão/doença somatossensorial associa-se a descargas ectópicas, canais NaV e hiperexcitabilidade; e
3️⃣Na nociplástica, predominam nocicepção alterada, sensibilização central e disfunção da modulação da dor, tornando os tópicos principalmente adjuvantes.
📝As formulações incluem gel, creme/pomada, solução/spray e adesivo, diferindo quanto à liberação, penetração e aplicabilidade.
▪️Após atravessarem a barreira cutânea, os agentes podem modular receptores, enzimas, proteínas e canais iônicos.
▫️Os AINEs inibem COX-1/COX-2 e reduzem prostaglandinas, com melhor evidência para dor musculoesquelética localizada/OA; e
▫️Na dor aguda, NNT: diclofenaco 1,8; cetoprofeno 2,5; piroxicam 4,4; na OA crônica, 6,9 e 9,8 para cetoprofeno e diclofenaco, respectivamente.
▫️Na dor neuropática focal, lidocaína 5% bloqueia NaV e reduz excitabilidade, com melhor sustentação para neuralgia pós-herpética;
▫️Capsaicina 8% ativa TRPV1 e promove defuncionalização das terminações, sendo opção de segunda linha na neuropatia periférica localizada; e
▫️Mentol/TRPM8 e cânfora/TRPV1-TRPV3 atuam sobretudo como contrairritantes/adjuvantes, com evidência mais limitada.
▫️Cetamina, amitriptilina, fenitoína, gabapentina e clonidina tópicas apresentam racional mecanístico, porém evidência clínica insuficiente ou incerta para uso rotineiro. Plausibilidade farmacológica não equivale a eficácia clínica comprovada.
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