Dra. Maria Eduarda Horn

Dra. Maria Eduarda Horn 🤍 Pediatra da criança e da família! Mais conhecida como a “Madada”
CRM RS 42941 | RQE 42103
Porto Alegre

31/07/2026

Por que a criança quer exatamente o brinquedo que o outro está usando?

Essa é uma das situações que mais gera conflito na escolinha, tem vários brinquedos disponíveis, mas basta uma criança pegar um deles para que aquele objeto se torne muito mais interessante para outra.

Na maioria das vezes, isso não acontece porque ela quer provocar, desafiar ou incomodar, acontece porque a criança não está interessada apenas no brinquedo, ela está interessada no que o outro está fazendo com ele.

O interesse pelo outro é uma das grandes conquistas do desenvolvimento infantil, à medida que o cérebro amadurece, a criança passa a observar mais as pessoas ao redor, acompanhar ações, imitar comportamentos, perceber o que desperta interesse nos outros e aprender através dessas observações.

É por isso que um brinquedo esquecido no chão pode parecer sem graça, mas quando outra criança começa a brincar com ele, aquela experiência ganha outro valor.

O que chama atenção não é apenas o objeto, é a ação, a experiência e o outro.

Parte desse processo pode ser compreendida pela aprendizagem social e pelos circuitos cerebrais envolvidos na observação e compreensão das ações das outras pessoas.

Então, da próxima vez que duas crianças quiserem exatamente o mesmo brinquedo, vale lembrar que muitas vezes elas não estão brigando apenas por um objeto, elas também estão demonstrando interesse uma pela outra, e isso faz parte do desenvolvimento.

No próximo vídeo, eu vou explicar por que esse interesse pelo outro frequentemente termina em disputa por brinquedos.

👶 Dra. Maria Eduarda Horn | Pediatra


Hoje é o Dia do Pediatra.E, ao longo desta semana, eu compartilhei um pouco da forma como eu escolhi exercer essa profis...
27/07/2026

Hoje é o Dia do Pediatra.

E, ao longo desta semana, eu compartilhei um pouco da forma como eu escolhi exercer essa profissão.

Não existe um único jeito de ser pediatra. Mas, com o tempo, eu descobri qual é o jeito que faz sentido para mim.

Eu gosto de compreender antes de orientar. De olhar para a criança inteira. De ajudar as famílias a entenderem o comportamento, o desenvolvimento e as necessidades dos seus filhos.

Porque acredito que, quando uma família compreende melhor uma criança, ela também consegue cuidar melhor dela.

Obrigada a cada família que me permite fazer parte da sua história.

É um privilégio acompanhar tantas infâncias e aprender com elas todos os dias.

Feliz Dia do Pediatra a todos os colegas que dedicam a vida ao cuidado das crianças.

👶 Dra. Maria Eduarda Horn | Pediatra


Hoje é Dia dos Avós e também Dia da Primeira Infância. E eu acho muito simbólico que essas duas datas aconteçam juntas, ...
26/07/2026

Hoje é Dia dos Avós e também Dia da Primeira Infância. E eu acho muito simbólico que essas duas datas aconteçam juntas, porque os avós realmente têm um impacto enorme na construção emocional das crianças.

Ao mesmo tempo, poucas coisas geram tanto desgaste familiar hoje quanto o choque entre formas diferentes de cuidar.

No consultório, isso aparece o tempo todo: sono, telas, alimentação, autonomia, choro, comportamento, rotina.

E eu realmente entendo os dois lados. Os avós criaram seus filhos com as informações que existiam naquela época. Só que a pediatria mudou muito nas últimas décadas. Hoje a gente entende coisas que antes simplesmente não eram discutidas.

O problema é que, muitas vezes, quando os pais tentam seguir orientações mais atualizadas, acabam ouvindo que estão exagerando, “humanizando demais”, criando dificuldade ou inventando problema onde não existe. E isso pesa.

Porque uma rede de apoio deveria ajudar os pais a se sentirem mais seguros, não mais ansiosos ou questionados o tempo inteiro.

Atualizar a forma de cuidar não é uma crítica ao passado. É só consequência natural do avanço do conhecimento.

Os pais que decidem qual caminho faz sentido para a família, assumindo as consequências das escolhas e sustentando a rotina do dia a dia.

Os avós têm um papel profundamente importante na infância, mas apoio só funciona de verdade quando existe respeito pelas decisões dos pais, mesmo quando elas são diferentes das que existiam antigamente.

👶 Dra. Maria Eduarda Horn | Pediatra


Confiança não se agenda. Ela se constrói.Consulta após consulta, tu vai percebendo que aquela pediatra lembra do teu fil...
24/07/2026

Confiança não se agenda. Ela se constrói.

Consulta após consulta, tu vai percebendo que aquela pediatra lembra do teu filho, da fase que ele estava vivendo, do que vocês combinaram da última vez. E aos poucos, o que era só um atendimento vira vínculo.

É esse retorno que muda tudo. Quando existe história, tu não precisa explicar tudo de novo a cada visita. A conversa começa de onde parou, e o cuidado f**a mais preciso, mais leve, mais teu.

Marcar só quando o problema aperta interrompe justamente isso: o fio que liga uma consulta à outra e permite acompanhar o teu filho de verdade.

O vínculo não nasce pronto. Ele cresce no tempo, na escuta que se repete, na presença que continua.

👶 Dra. Maria Eduarda Horn | Pediatra


eu filho não precisa de uma mãe perfeita. Precisa de uma mãe inteira.E ninguém se mantém inteira dormindo pela metade, s...
23/07/2026

eu filho não precisa de uma mãe perfeita. Precisa de uma mãe inteira.
E ninguém se mantém inteira dormindo pela metade, se cobrando o tempo todo e carregando a casa nas costas sem nunca parar.

A exaustão de quem cuida de um bebê não é frescura. O corpo que passa meses sem sono restaurador tem o humor, a paciência e a clareza afetados de verdade.
Por isso, cuidar da tua saúde mental é parte do cuidado com o teu filho. Porque uma criança se desenvolve melhor ao lado de alguém que também está sendo cuidado.

Como pediatra, eu não olho só para a balança do teu bebê. Olho para o teu descanso, para a tua rede de apoio, para como tu está de verdade. Porque isso também é saúde da criança.

Se essas palavras fizeram sentido, envia pra uma família que precisa se sentir menos sozinha hoje.

E me conta aqui embaixo: o que mais pesa na tua rotina agora?

Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta. Se o cansaço ou a tristeza estiverem constantes, busca o apoio de um profissional.

👶 Dra. Maria Eduarda Horn | Pediatra


Quando pensamos em amizade, geralmente imaginamos crianças brincando juntas, mas o desenvolvimento social começa muito a...
20/07/2026

Quando pensamos em amizade, geralmente imaginamos crianças brincando juntas, mas o desenvolvimento social começa muito antes disso.

O interesse pelo outro é uma conquista importante do desenvolvimento infantil.

Ele aparece quando o bebê busca o olhar dos cuidadores, responde a expressões faciais, observa o que as pessoas estão fazendo, imita gestos, compartilha atenção e começa a demonstrar curiosidade pelas experiências dos outros.

Com o passar dos meses e anos, essas habilidades vão se tornando mais complexas.

A criança passa a observar outras crianças, imitar brincadeiras, buscar interação, compartilhar interesses e, aos poucos, construir as bases das amizades. Mas esse processo não acontece de uma hora para outra.

Aprender a esperar, dividir, negociar, lidar com frustração e compreender emoções também faz parte do desenvolvimento social.

Por isso, conflitos, disputas e dificuldades nas interações são esperados durante a infância. Eles não representam apenas desafios do convívio, também são oportunidades de aprendizagem.

No Dia do Amigo, vale lembrar que a capacidade de construir amizades começa muito antes dos primeiros amigos e está intimamente ligada ao desenvolvimento emocional, da linguagem, da comunicação e da autorregulação.

Desenvolver-se também é aprender a estar com o outro.

👶 Dra. Maria Eduarda Horn | Pediatra


Julho é mês de conscientização sobre o TDAH e sono precisa fazer parte dessa conversa. Muitas vezes, quando pensamos em ...
15/07/2026

Julho é mês de conscientização sobre o TDAH e sono precisa fazer parte dessa conversa.

Muitas vezes, quando pensamos em privação de sono em crianças, imaginamos aquele bocejo clássico ou a sonolência no meio da tarde. Mas, na infância, o cansaço crônico se disfarça muito bem de agitação, impulsividade e baixa tolerância à frustração.

Sabe aquela criança que já acorda irritada, que chora intensamente para escovar os dentes, que explode por qualquer pequena contrariedade logo nas primeiras horas da manhã ou que parece "ligada no 220v" o dia todo? Muitas vezes, o cérebro dela está apenas funcionando no limite dos recursos que tem para se regular.

Isso não signif**a que todo quadro de desatenção ou hiperatividade seja causado por sono ruim, e melhorar o sono não "cura" o TDAH.

Mas um cérebro cronicamente cansado tem muito mais dificuldade para sustentar a atenção, controlar impulsos e organizar o comportamento. Em crianças que já têm o diagnóstico de TDAH, o sono ruim funciona como um amplif**ador dos desafios diários.

Por isso, antes de rotular o comportamento de uma criança, vale perguntar: como essa criança está dormindo?

Ela dorme o número de horas recomendado pra idade?
Acorda muitas vezes à noite ou tem um sono agitado?
Ronca ou respira mal enquanto dorme (dorme de boca aberta)?
Acorda com a sensação de que realmente descansou?

Investigar o sono não é detalhe, é parte essencial do cuidado quando falamos de comportamento, TDAH e desenvolvimento infantil.

👶 Dra. Maria Eduarda Horn | Pediatra


Hoje, no Dia Mundial da Conscientização sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), acho important...
13/07/2026

Hoje, no Dia Mundial da Conscientização sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), acho importante lembrar que existe um discurso muito relevante sobre o cuidado com diagnósticos excessivos na infância.

Mas existe o outro lado:
crianças que passam anos sendo interpretadas como desobedientes, preguiçosas, desinteressadas ou “difíceis”, quando na verdade existe uma dificuldade neurobiológica real por trás daquele funcionamento.

A forma como a criança é lida impacta diretamente na autoestima dela, nos vínculos que ela faz, na relação com aprendizagem e até na maneira como ela passa a se enxergar.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento, com critérios diagnósticos específicos e rigorosos. O diagnóstico exige persistência dos sintomas ao longo do tempo, presença em múltiplos contextos e impacto funcional real na vida da criança, além da avaliação cuidadosa de outras condições que podem mimetizar sintomas semelhantes.

E esse ponto é importante: nem toda agitação é TDAH.

Privação de sono, ansiedade, sobrecarga emocional, dificuldades de aprendizagem, excesso de estímulos, transtornos do humor e até questões clínicas podem gerar sintomas que parecem desatenção, impulsividade ou hiperatividade.

E reconhecer isso não signif**a negar a existência do transtorno.

Porque também existem crianças que passam anos sofrendo sem compreensão adequada.

Crianças que escutam diariamente que “não tentam o suficiente”, quando muitas vezes estão funcionando no limite do que conseguem sustentar naquele momento.

Diagnóstico não deveria servir como rótulo, mas negar sofrimento também não protege a infância.

O mais importante é compreender a criança antes que ela cresça acreditando que existe “algo errado” com ela, quando, na verdade, o cérebro dela “apenas” funciona diferente.

E se tu, como pai ou mãe, sente que existe algo além de uma “fase” ou de uma simples agitação… vale buscar uma avaliação cuidadosa.

Não pra rotular, nem pra procurar diagnóstico em tudo, mas pra entender o que essa criança está tentando mostrar através do comportamento.

👶 Dra. Maria Eduarda Horn | Pediatra

Se tu já leu a mesma história tantas vezes que quase sabe o livro de memória, esse post é pra ti.Na infância, a repetiçã...
08/07/2026

Se tu já leu a mesma história tantas vezes que quase sabe o livro de memória, esse post é pra ti.

Na infância, a repetição tem uma função muito importante no desenvolvimento. Quando a criança pede a mesma história, a mesma música ou a mesma brincadeira muitas vezes, isso não costuma acontecer por acaso.

A repetição ajuda o cérebro a antecipar o que vem depois. E essa previsibilidade traz segurança. A criança reconhece personagens, espera acontecimentos, percebe detalhes novos e participa daquela experiência de um jeito cada vez mais ativo.

Além disso, repetir também é uma forma de aprender. A cada nova repetição, ela exercita atenção, memória, linguagem, compreensão e organização emocional.

Para o adulto, pode parecer só insistência. Para a criança, muitas vezes é uma forma de se sentir segura, se conectar e aprender.

Repetição nem sempre é “a mesma coisa”. Muitas vezes, é desenvolvimento acontecendo.

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Uma das coisas mais bonitas do desenvolvimento emocional infantil é perceber como cada criança constrói caminhos próprio...
06/07/2026

Uma das coisas mais bonitas do desenvolvimento emocional infantil é perceber como cada criança constrói caminhos próprios para se sentir segura.

A naninha ou objeto de transição, como é chamada na psicologia, pode fazer parte desse processo.

Esse vínculo especial com um paninho, um ursinho ou um cobertor costuma surgir quando a criança começa a entender que ela e os cuidadores são pessoas separadas. O objeto funciona como uma especie de "ponte" afetiva: ele carrega familiaridade, cheiro de casa, previsibilidade e traz conforto nos momentos como a hora de dormir, viajar, entrar na escola ou enfrentar situações novas, mas vale lembrar: nem toda criança vai eleger uma naninha, e está tudo bem!

Algumas encontram segurança em uma música, em um ritual, em uma frase repetida pelos pais ou na previsibilidade da rotina.

Se o seu filho tem um objeto de transição, o maior conselho que posso dar é: respeite esse recurso. Não é necessário retirar por medo de “dependência”. Na maior parte das vezes, conforme o cérebro amadurece e a criança desenvolve novos recursos internos, a necessidade desse apoio diminui.

Atenção: se a criança precisa da naninha o tempo todo, não consegue brincar, explorar, se comunicar ou enfrentar pequenas transições sem ela, vale olhar com mais cuidado para o contexto emocional e para a rotina.

A naninha não é um sinal de apego excessivo ou fragilidade. Ela pode ser um recurso saudável no caminho da autonomia na infância.

Seu filho escolheu algum objeto de transição por aí ou ele prefere os rituais? Me conta nos comentários!

👶 Dra. Maria Eduarda Horn | Pediatra


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