05/08/2026
Essas fotos foram feitas depois de uma sessão on-line.
A chamada já tinha terminado.
A câmera estava desligada.
A pessoa seguiu o dia dela.
E eu fiquei ali por alguns minutos.
Não porque eu estivesse cansada.
Mas porque eu sempre preciso de um tempo para organizar tudo o que escutei. No on-line, ou no presencial, é assim!
Cada história que chega até mim carrega anos de silêncio.
Anos tentando ser forte.
Anos ouvindo que era exagero.
Anos acreditando que precisava dar conta de tudo sozinha.
Às vezes, quem está sentado na minha frente não precisa, primeiro, de uma resposta.
Precisa descobrir como é ser escutado sem ser interrompido.
Como é ser visto sem precisar provar o próprio sofrimento.
Como é ser acolhido sem ouvir um “isso passa”.
É por isso que esse carrossel existe.
Porque talvez você já tenha dito, mesmo que só dentro de você:
“Ninguém me escuta.”
“Ninguém me vê.”
“Ninguém me acolhe.”
“Ninguém me ajuda.”
“Ninguém me entende.”
E eu queria te contar uma coisa.
Durante um tempo, a terapia empresta aquilo que a vida nem sempre ofereceu.
Um espaço seguro.
Uma presença constante.
Um olhar sem julgamento.
Até que, aos poucos, você começa a construir isso dentro de si.
O dia mais bonito do meu trabalho não é quando alguém diz:
“Você mudou a minha vida.”
É quando essa pessoa percebe que já consegue fazer por si o que, antes, esperava desesperadamente dos outros.
Quando ela aprende a se escutar.
A se acolher.
A se compreender.
E descobre que pode ser, finalmente, a própria casa.
É por isso que eu faço o que faço.
Não para ser indispensável na vida de alguém.
Mas para que, um dia, essa pessoa descubra que nunca esteve tão distante de si quanto imaginava e que sempre existiu um caminho de volta. 😉