21/08/2026
84% dos pacientes que descobriram o HIV já em estágio avançado em um hospital de Porto Alegre eram heterossexuais.
➡️ O dado faz parte de um estudo realizado pelo Grupo Hospitalar Conceição em parceria com pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), que analisou casos registrados entre 2015 e 2024. A pesquisa chama atenção para uma questão: o HIV não está restrito a uma orientação sexual, identidade de gênero ou grupo específico.
O estudo também aponta que 76% das pessoas que descobriram o HIV tardiamente não apresentavam, nos registros analisados, fatores de risco tradicionalmente utilizados para orientar a testagem. 📊
Durante décadas, pessoas LGBTI+ foram colocadas no centro do estigma relacionado ao HIV e à Aids. Expressões como “câncer gay” e “peste gay”, utilizadas especialmente nos primeiros anos da epidemia, ajudaram a associar o HIV à homossexualidade e a reforçar a ideia equivocada de que existiriam grupos específicos mais propensos ao vírus. Ao mesmo tempo, populações LGBTI+ construíram respostas fundamentais de prevenção, cuidado, mobilização e defesa de direitos. ❗
Em Porto Alegre, esse cenário também chama atenção. Segundo dados do Boletim Epidemiológico de HIV e Aids 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde, a capital gaúcha tem a maior taxa de mortalidade por Aids entre as capitais brasileiras: 12 óbitos por 100 mil habitantes, quase três vezes a média nacional (3,4). 📊
🔹 Os dados reforçam a necessidade de ampliar a testagem e a prevenção para toda a população, sem estigmas ou pressupostos sobre quem pode ou não viver com HIV.
Prevenção e cuidado não podem partir de estereótipos. Testar, prevenir, tratar e acolher precisam fazer parte da saúde de todas as pessoas. ❤️🩹