Psicóloga Gabrielle Reichelt

Psicóloga Gabrielle Reichelt Te ensino a contruir recursos emocionais para viver uma vida mais leve e saudável
CRP 07/29717

Sou psicóloga clínica desde 2018, mestre em Psicologia Social e Institucional pela UFRGS, especialista em Saúde Mental e Redes de Atenção Psicossocial pela UNISINOS e graduada em Psicologia pelo Centro Universitário Metodista - IPA, com ênfase em Saúde Pública. Capacitação em psicologia clínica, com ênfase em Terapia Cognitivo Comportamental, atendimentos voltados à saúde da mulher e a população L

GBTQUIA+, atendimento ao trauma, cuidados paliativos e saúde do trabalhador. Possuo experiência clínica no tratamento de transtornos de ansiedade, transtornos de humor, transtornos de personalidade, transtorno obssessivo compulsivo, estresse, dificuldades no relacionamento (casal) e uso de substâncias psicoativas. Integro o Núcleo de Estudos em Políticas e Tecnologias Contemporâneas de Subjetivação (Núcleo E-politcs) do Departamento de Psicologia Social e Institucional da UFRGS. Além de psicóloga clínica, atuo como professora conteudista, pesquisadora e revisora técnica pela SAGAH, Soluções Educacionais Integradas, da Plataforma do Grupo A+ Educação, onde produzo e supervisiono a construção de Unidades de Aprendizagem para cursos de Graduação e Pós-Graduação na modalidade EaD.

Tem gente que passa tanto tempo dando conta que começa a confundir exaustão com personalidade.Acorda cansada.Dorme em al...
28/05/2026

Tem gente que passa tanto tempo dando conta que começa a confundir exaustão com personalidade.

Acorda cansada.
Dorme em alerta.
Resolve tudo. Antecipa tudo. Sustenta tudo.
E ainda se culpa quando o corpo finalmente cobra a conta.

O problema é que a hipervigilância costuma ser elogiada antes de ser percebida como sofrimento.

“Você é tão forte.”
“Você nunca para.”
“Você resolve tudo.”

Até o dia em que o corpo trava, a memória falha, o sono vira guerra civil e descansar começa a dar culpa.

Nem sempre quem parece mais funcional está bem.
Às vezes só está sobrevivendo em alta performance.

E sobreviver o tempo todo não é a mesma coisa que viver.

Qual parte do seu corpo já tentou te avisar que você está em alerta há tempo demais?

Talvez exista uma razão pra você ter se identif**ado com esse perfil.Escolhi a psicologia porque sempre me interessei pe...
23/05/2026

Talvez exista uma razão pra você ter se identif**ado com esse perfil.

Escolhi a psicologia porque sempre me interessei pelas formas silenciosas que as pessoas aprendem a sobreviver emocionalmente.

Pelas pessoas que parecem fortes o tempo inteiro. Que vão sustentando tudo. E se acostumam tanto com isso que já nem sabem mais medir o próprio cansaço.

Mas também pelas que sentem demais, se cobram demais e acabam se perdendo nas relações e de si mesmas.

Hoje percebo que muita gente não aprendeu apenas a amadurecer cedo demais. Aprendeu a transformar autocontrole em valor pessoal.
A antecipar problemas.
A sustentar tudo sem perceber o quanto isso pesa nos vínculos, no corpo e na própria forma de existir.

E é sobre isso que eu falo aqui.

Sobre perfeccionismo, hiperresponsabilidade emocional, relações contemporâneas, exaustão silenciosa, autoconsciência em excesso e as formas que a internet também atravessa a maneira como a gente sente, ama e se percebe.

Não acredito em psicologia feita de frases prontas.

Me interesso pelo que existe por trás dos padrões, dos sintomas e das formas que as pessoas aprendem a amar, se proteger e sobreviver emocionalmente.

Talvez porque algumas pessoas passem a vida inteira “dando conta”.

E quase nunca parem pra perceber o quanto isso também merece cuidado.

21/05/2026

Tem uma coisa que esse material reforçou muito pra mim: atualização clínica não é sobre acumular teoria. É sobre ampliar a forma como a gente escuta.

A terapia afirmativa não aparece só nas palavras que o profissional escolhe em sessão, mas também nas suposições que ele faz sem perceber. E, muitas vezes, é justamente aí que alguns pacientes deixam de se sentir vistos.

Esse livro traz discussões muito importantes sobre prática clínica, terapia do esquema e intervenção com minorias se***is e de gênero, especialmente pra quem quer construir uma escuta mais consciente, atualizada e cuidadosa.

E sim: vai ter sorteio dele aqui no perfil dia 25/05 👀

Pra quem já quiser garantir o exemplar, a Artmed liberou 30% de desconto com o cupom GREICHELT no site da

💬 Qual tema da prática clínica tu acha que ainda é pouco discutido na formação?

artmed

A lista da Seleção saiu e o nome dele está lá. De novo. O debate se repete, as críticas são as mesmas, a esperança é a d...
20/05/2026

A lista da Seleção saiu e o nome dele está lá. De novo. O debate se repete, as críticas são as mesmas, a esperança é a de sempre. Mas o que me interessa aqui não é o futebol, é o vício na repetição.

Neymar tornou-se o espelho de uma ferida aberta no adulto funcional contemporâneo: a síndrome da eterna promessa. Aos 30 e poucos anos, ele ainda é tratado — e muitas vezes se comporta — como o “menino” que vai nos salvar. E nós, como público, aceitamos o papel de pais decepcionados que, no fundo, ainda esperam o milagre.

Mas essa dinâmica esconde uma tensão cruel.

De um lado, existe a solidão da alta performance. Deve ser aterrorizante perceber que o mundo só te aceita se você for extraordinário, enquanto o peso da coroa esmaga o seu pescoço. É a crueldade de não ter o direito ao declínio humano, de não poder simplesmente dizer: “eu não dou mais conta de ser quem vocês inventaram”.

Do outro lado, existe a conveniência da imaturidade. Manter-se no lugar do “menino prodígio” é uma forma de fugir da sobriedade que a vida adulta exige. Se eu sou apenas uma promessa, eu nunca preciso ser, de fato, um resultado. Se eu não cresço, eu não respondo pelas minhas falhas; eu sou apenas “incompreendido”.

Neymar nos incomoda porque ele escancara a nossa própria dificuldade de encerrar ciclos e assumir o leme. Ele é o talento que se recusa a amadurecer, e nós somos o público que prefere a fantasia do ídolo à realidade do homem.

Quando olhamos para essa convocação e sentimos esse incômodo, talvez seja porque também estamos tentando sustentar versões nossas que já não cabem mais na realidade. Estamos presos entre o medo de não sermos mais “os melhores” e a preguiça de sermos, finalmente, adultos.

A pergunta não é se ele vai ganhar a Copa. A pergunta é: como a gente lida com o silêncio que f**a quando a nossa “melhor versão” se despede, mas a nossa “versão criança” se recusa a ir embora?

O que em você você ainda está tentando convocar, mesmo sabendo que o tempo de ser apenas uma promessa já passou?

19/05/2026

Tem gente que acha estranho quando a própria vida começa a melhorar.

Não conscientemente, claro. Ninguém pensa “quero estragar tudo”. Mas quando tu passou muito tempo vivendo em alerta, pressão, instabilidade ou sobrevivendo emocionalmente, um padrão novo exige mais do que vontade. Exige sustentação.

Porque dar certo também dá trabalho.

Ter uma rotina mais organizada dá trabalho. Construir uma relação saudável dá trabalho. Cuidar da própria saúde mental de forma consistente dá trabalho. E principalmente: manter um padrão novo exige tolerar o desconforto de não voltar pro automático.

Muita autossabotagem acontece aí.

A pessoa começa a melhorar, mas o cérebro ainda está acostumado com o velho funcionamento. Então qualquer sensação de cobrança, medo, exposição ou responsabilidade vira motivo pra recuar sem perceber.

E aos poucos ela abandona o que estava fazendo bem, não porque queria piorar, mas porque o antigo padrão ainda parecia mais familiar.

Tem cérebro que aprendeu a sobreviver no caos e estranha estabilidade no começo.

Isso não signif**a que a mudança é impossível. Só signif**a que criar uma vida diferente também envolve treinar o corpo e a mente pra não fugir dela.

Tem sorteio novo por aqui! ✨Em parceria com o Grupo A, vou sortear o livro “Manual de Terapia de Grupo Prisma”, da Artme...
16/05/2026

Tem sorteio novo por aqui! ✨

Em parceria com o Grupo A, vou sortear o livro “Manual de Terapia de Grupo Prisma”, da Artmed — uma leitura essencial pra quem trabalha (ou quer trabalhar) com grupos terapêuticos de forma mais estruturada, ética e clinicamente consistente.

O livro reúne fundamentos, estratégias e intervenções práticas para condução de grupos, ajudando o terapeuta a desenvolver manejo clínico, leitura de dinâmica grupal, construção de vínculo e condução de processos terapêuticos mais ef**azes. É aquele tipo de leitura que amplia repertório, refina percepção clínica e fortalece a atuação na prática. Então não dá pra f**ar de fora desse sorteio 👀

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Boa sorte 🍀

Que esse livro encontre alguém comprometido em construir uma prática clínica cada vez mais consciente, humana e tecnicamente consistente 🤍

12/05/2026

Tem uma coisa muito frustrante em perceber exatamente o que te faz mal e, mesmo assim, continuar repetindo.

Porque depois que tu entende o padrão, parece que deveria f**ar fácil mudar. Só que não funciona assim. Consciência não desmonta automaticamente aquilo que teu cérebro aprendeu a vida inteira como familiar.

Às vezes a pessoa sabe que aquela relação desgasta, sabe que voltar machuca, sabe que está se abandonando em várias pequenas escolhas… mas o corpo ainda associa aquilo a pertencimento, afeto, segurança ou sobrevivência emocional.

E é por isso que tanta gente se culpa.

“Se eu sei, por que continuo?”

Porque mudar comportamento não depende só de entender. Depende de conseguir sustentar o desconforto que vem junto da mudança.

O desconforto de fazer diferente pela primeira vez. O desconforto de colocar limite sem ter certeza de como o outro vai reagir. O desconforto de não voltar pro lugar onde teu cérebro já sabia funcionar, mesmo que aquele lugar te machucasse.

Tem padrão emocional que é mais forte do que a própria consciência por um tempo. Não porque a pessoa é fraca, mas porque o cérebro sempre prefere o que é conhecido antes do que é saudável.

E talvez uma das partes mais difíceis da mudança seja essa: parar de interpretar recaída como falta de força e começar a enxergar como um padrão aprendido que ainda precisa ser trabalhado.

Tem gente que fala “tenho dedo podre” como se fosse uma sequência aleatória de azar. Mas na maioria das vezes não é.Tu c...
11/05/2026

Tem gente que fala “tenho dedo podre” como se fosse uma sequência aleatória de azar. Mas na maioria das vezes não é.

Tu conhece alguém que te confunde, te entrega pouco, some, volta, te deixa insegura… e ao invés disso te afastar, tu sente vontade de tentar mais. Como se precisasse fazer aquilo dar certo.

E isso costuma acontecer porque o familiar prende mais do que o saudável.

Às vezes tu passou tanto tempo associando amor com esforço, ansiedade e instabilidade que relações tranquilas começam a parecer “sem emoção”. A pessoa disponível parece sem graça. A relação confusa parece intensa. E sem perceber, tu entra no mesmo ciclo acreditando que agora vai ser diferente.

Só que não é azar quando a dinâmica se repete o tempo todo.

Tem padrão emocional que a gente chama de destino só porque ainda não conseguiu enxergar de onde vem.

Quantas vezes tu insistiu em alguém não porque estava feliz, mas porque queria provar pra si mesma que finalmente seria escolhida?

Me chama no direct com “PADRÃO” se tu quer começar a sair disso.

11/05/2026

Um dos maiores erros na clínica pode vir de uma intenção boa, como por exemplo, achar que tratar todo mundo igual é o mesmo que incluir.

Só que quando a gente ignora contexto, identidade e vivências específ**as, também corre o risco de ignorar partes importantes do sofrimento.

E é por isso que muitos pacientes começam a se sentir não vistos, porque inclusão não é fingir que diferenças não existem, é conseguir escutá-las sem reduzir a pessoa a elas.

Esse foi um dos primeiros pontos desse material que me fez refletir com mais profundidade sobre prática clínica e talvez seja um dos mais essenciais.

Tu já tinha parado pra pensar nisso dessa forma?

Tem um tipo de independência que todo mundo elogia, mas quase ninguém questiona.A pessoa que resolve tudo sozinha, que n...
06/05/2026

Tem um tipo de independência que todo mundo elogia, mas quase ninguém questiona.

A pessoa que resolve tudo sozinha, que não pede ajuda, que não incomoda, que sempre dá conta. Isso costuma ser visto como força, maturidade, equilíbrio.

Só que nem sempre é.

Às vezes, isso nasce de um lugar bem menos bonito: o medo de precisar de alguém e se frustrar. O medo de confiar e não ser sustentada. Então, pra não correr esse risco, a pessoa aprende a se virar sozinha em tudo.

Mas tem um custo silencioso aí. Porque quando tu te acostuma a não precisar, tu também começa a não deixar ninguém chegar perto de verdade.

E não é porque tu não quer vínculo. É porque depender ainda parece perigoso demais.

No fim, tu até dá conta de tudo. Só não precisa ser sempre assim.

💬 Compartilha com alguém que vive no modo “eu me viro” ou salva pra lembrar que ser forte não precisa signif**ar ser sozinha.

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