Eduterapia Ilka Rosa

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14/09/2026
12/09/2026

Zigmund Bauman, um dos sociólogos mais importantes que viveram em tempos atuais nos fez um alerta com sua mais famosa frase ” Vivemos tempos líquidos, nada foi feito para durar.”

E ele tem razão, ao contrário das coisas que compramos que duram muito menos do que deveriam, algumas outras realmente deveriam durar apenas o suficiente, como nossos sentimentos por exemplo. Nós passamos pela vida e ela tem que passar por nós, precisamos entender nosso papel e permitir que tudo passe.

Amores, alegrias, tristezas, desejos… Eles passam como se fossem fluidos. Eles vêm f**am o necessário e precisam ir embora e nessa passagem nos transformam, nos mudam. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós, mas passam.

Mas, todo mundo quer manter um bom sentimento para o resto da vida e quer que outros como a tristeza passem tão rápido que nem se perceba, e é nesse momento que se dá chance a desequilíbrios internos e problemas emocionais.

Imagine que seu eu interior é como um bioma, frágil e equilibrado, onde você pode encontrar tudo que você é, coexistindo. E dentro desse bioma corre um importante rio, ele é a porta de entrada e saída para suas experiências e todo percurso deste rio é o tempo que leva para você vivenciar essas experiências.

Então essas experiências vão mudando esse bioma enquanto passam, trazendo e levando coisas embora.

Então imagine que entrou por esse rio, um maravilhoso sentimento e você quer mantê-lo a todo custo, então constrói uma barragem nesse rio e represa todo esse sentimento que quer manter.

Aos poucos esse sentimento, como a água, vai alagando tudo em sua volta, destruindo e afogando partes importantes desse ecossistema interior.

No final das contas mesmo este sendo um bom sentimento, a esse ponto, machuca e altera tudo de modo a você perder coisas em si que eram muito importantes. É isso que acontece quando se tenta manter um sentimento dentro se si, quando não se permite que ele passe.

Ele toma conta de tudo, vai fazendo tudo que você é se perder submerso no que você represou.

Tudo tem seu tempo para f**ar e ir embora, dá alegria à tristeza, tudo passa. Ficam o necessário para nos ensinar algo e vão embora. Tentar manter um sentimento de alegria faz tão mal quanto ignorar um sentimento de tristeza.

Eles f**am maiores do que deveriam, tomam mais espaço do que deveriam e começam a nos machucar. Mesmo a água que é dada como um pilar da vida, pode matar e devastar.

Nada deve f**ar represado dentro de você, mesmo aquilo que você ama ou naquele momento te faz bem, permita que passe. Dê atenção às suas tristezas para que elas possam ir embora também.

Aprenda seu papel nesse mundo, Bauman aprendeu e em 2017 ele passou aos 91 anos. Um dia você vai passar também, então faça bom proveito desse tempo que f**a.

Aprenda e transforme a si mesmo, ensine e transforme o mundo. E assim como Bauman, deixará sua marca e será lembrado, sem ter represado nada e nem sido a represa a de ninguém.

11/09/2026

A relação entre mães e filhos é fundamental para o desenvolvimento psicológico e emocional de um indivíduo. Desde os primeiros momentos de vida, a figura materna exerce um papel crucial na formação da personalidade, autoestima e na maneira como a criança percebe o mundo ao seu redor. No entanto, quando essa relação se torna disfuncional, marcada por conflitos, negligência ou excessiva exigência, os efeitos podem ser devastadores e afetar profundamente a vida do filho. Este texto visa argumentar como a má relação entre mães e filhos pode impactar o desenvolvimento psicológico dos filhos e perpetuar ciclos negativos de saúde mental.

A má relação entre mães e filhos pode ter impactos signif**ativos na saúde emocional e psicológica dos filhos, afetando seu desenvolvimento, suas relações futuras e sua autoestima.
Uma das principais teorias que podem explicar esses efeitos é a teoria do complexo de Édipo, desenvolvida por Sigmund Freud. Durante a fase edípica do desenvolvimento infantil, a criança vivencia um conflito psicológico no qual experimenta uma atração pelo parente do s**o oposto, geralmente a mãe, e sente ciúmes do pai. Embora este seja um conflito natural, a maneira como ele é resolvido tem um impacto direto no desenvolvimento emocional. Quando a relação entre mãe e filho é caracterizada por críticas excessivas, negligência ou rivalidade, o complexo de Édipo não é resolvido de forma saudável, resultando em distúrbios emocionais que podem persistir por toda a vida.

O impacto de críticas excessivas e exigências maternas na autoestima e confiança
A crítica excessiva por parte da mãe é um fator signif**ativo que pode afetar a autoestima e a confiança do filho. Uma mãe excessivamente exigente pode gerar um ambiente em que o filho sente que nunca será bom o suficiente, o que contribui para a formação de uma autoestima fragilizada. Quando a criança constantemente é avaliada de maneira negativa, ela internaliza essa visão de si mesma e tende a se tornar insegura. Esse processo prejudica suas habilidades sociais e a capacidade de formar relações saudáveis, prejudicando também o desenvolvimento de sua identidade pessoal. A insegurança gerada por uma mãe excessivamente crítica pode refletir na vida adulta, onde a pessoa pode se tornar excessivamente dependente da validação externa ou ter dificuldades em assumir responsabilidades e lidar com críticas.

O narcisismo materno e seus efeitos na autonomia do filho
O conceito de narcisismo descrito por Freud é outro fator relevante para entender o impacto de uma má relação mãe-filho. O narcisismo materno ocorre quando a mãe coloca suas necessidades e desejos acima dos do filho, esperando que ele atenda a suas expectativas de maneira constante. Esse comportamento prejudica a autonomia do filho, pois ele é levado a focar nas necessidades da mãe em vez de desenvolver suas próprias necessidades emocionais e psicológicas. A criança pode crescer com dificuldades para estabelecer sua identidade, limitando seu desenvolvimento emocional e criando dificuldades na vida adulta ao tentar estabelecer limites saudáveis em suas relações interpessoais.

A negligência emocional e seus impactos no desenvolvimento afetivo e social
Por outro lado, a negligência emocional, na qual a mãe se torna ausente ou indiferente às necessidades afetivas do filho, também tem consequências graves. A falta de apoio e a ausência de uma base emocional segura podem gerar sentimentos de abandono, que frequentemente se traduzem em problemas de ansiedade e depressão. O filho, ao não receber o suporte emocional adequado, pode crescer com dificuldades de se conectar com os outros e formar vínculos afetivos saudáveis. A ausência de uma figura materna que ofereça amor, segurança e apoio pode afetar negativamente a capacidade da criança de lidar com os desafios da vida adulta, prejudicando sua habilidade de se relacionar de maneira equilibrada e saudável com as outras pessoas.

A transmissão de traumas emocionais de geração para geração
Outro ponto importante a ser considerado é a transferência de traumas emocionais de uma geração para a outra. Se uma mãe tem questões emocionais não resolvidas, como depressão, ansiedade ou traumas de infância, ela pode, sem querer, transmitir essas dificuldades emocionais ao filho. A mãe, ao não lidar adequadamente com suas próprias questões psicológicas, pode criar um ambiente disfuncional para o filho, perpetuando um ciclo de sofrimento emocional e psicológico de uma geração para outra. Essa transmissão de traumas pode ser prejudicial para a criança, já que ela poderá lidar com as mesmas dificuldades psicológicas enfrentadas pela mãe, repetindo padrões negativos em sua vida adulta.

Conclusão:
A má relação entre mães e filhos pode ter um impacto profundo e duradouro na vida do filho, afetando sua saúde mental, autoestima e suas futuras relações interpessoais. Através da teoria do complexo de Édipo de Freud, é possível compreender como conflitos não resolvidos podem gerar consequências psicológicas severas. A crítica excessiva, o narcisismo materno, a negligência emocional e a transferência de traumas emocionais são fatores que agravam ainda mais esse impacto. Portanto, é fundamental que as mães cultivem uma relação equilibrada e saudável com seus filhos, baseada em respeito, apoio emocional e reconhecimento da autonomia, para garantir o desenvolvimento de uma personalidade equilibrada e saudável. Um vínculo saudável entre mãe e filho é essencial para que a criança se torne um adulto emocionalmente estável e capaz de estabelecer relações saudáveis.

09/09/2026

Caio F. Abreu viveu pouco e intensamente. Ao deixar este mundo aos 48 anos, o escritor gaúcho que se tornou conhecido com o livro "Morangos Mofados"…

30/06/2026
26/06/2026

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