25/05/2026
Mesmo após sua morte, há 19 anos, Jean Baudrillard se destaca como um dos pensadores provocativos para compreender os fenômenos da contemporaneidade. Em uma época marcada pela hiperexposição,, pela virtualização das relações humanas e pelo decréscimo das fronteiras entre realidade e representação, suas reflexões parecem cada vez mais atuais.
Baudrillard refletiu e salientou questões que hoje atravessam nosso cotidiano: a influência das redes sociais na construção das identidades, a substituição da experiência pelo espetáculo, o consumo de signos em lugar do consumo de necessidades e o crescente aumento da sensação de vazio em meio a enxurrada de estímulos. Sua crítica não era apenas tecnológica, mas profundamente humana. Fez um convite para pensar o que acontece com o sujeito quando tudo pode ser manipulado e transformado em imagem, performance ou simulação.
Ao refletir sobre o simulacro, hiper-realidade e do “fim do real”, Baudrillard nos permite compreender um mundo em que muitas vezes já não sabemos distinguir o vivido do encenado, o autêntico do produzido. Sua obra segue viva justamente porque continua iluminando as angústias e contradições da nossa época.
Rosângela Martins
CRP 07/05917
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