Flávia de Moraes - Psicologia Clínica e Neurociência Aplicada

Flávia de Moraes - Psicologia Clínica e Neurociência Aplicada Psicologia baseada na abordagem da Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) e Neurociências

12/09/2026

A solidão mais dolorosa nem sempre acontece quando não há ninguém por perto.

Às vezes, ela aparece dentro de uma casa cheia.
Em um relacionamento.
Entre amigos.
Até durante o tratamento.

Porque estar acompanhado não é o mesmo que se sentir compreendido, acolhido ou emocionalmente conectado.

A solidão não é apenas ausência de pessoas. É a percepção de que não existe alguém disponível quando o sofrimento aperta.

E isso pode ter consequências reais.

Pessoas com depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia e outros transtornos mentais apresentam níveis importantes de solidão e isolamento social. No transtorno bipolar, menor apoio social percebido também tem sido associado à ideação suicida e ao histórico de tentativas.

Isso não signif**a que a solidão seja a causa única do adoecimento. Também não signif**a que ter alguém por perto substitua psicoterapia, medicação ou acompanhamento médico.

Signif**a que a rede de apoio não pode ser lembrada apenas durante uma crise.

Ela precisa ser construída, orientada e incluída no cuidado.

Na prática clínica, não basta perguntar:

“Como estão os sintomas?”

Também precisamos perguntar:

“Quem percebe quando você não está bem?”
“Para quem você consegue pedir ajuda?”
“Você se sente cuidado ou apenas acompanhado?”
“Quem conhece o seu plano de crise?”

Conexão não é cura. Mas pode ser proteção.

Talvez alguém próximo de você esteja convivendo com um sofrimento que ainda não conseguiu colocar em palavras.

Envie este post e escreva apenas:

“Eu estou aqui. Você não precisa me explicar tudo agora.”

Salve para lembrar. Compartilhe para alcançar quem pode estar se sentindo sozinho mesmo cercado de pessoas.

Flávia de Moraes
Psicóloga Clínica | PhD em Neurociências
Supervisora Clínica para Psicólogos | Pesquisadora em Neurociências
Atendimento especializado em Transtornos do Humor

12/09/2026

A crise pode começar muito antes de o humor mudar.
E o primeiro aviso pode aparecer na hora em que você tenta dormir.

O corpo está cansado.
Mas a mente desperta.

Você tenta deitar cedo, mas o sono não vem.
F**a mais ativo durante a noite.
Dorme de madrugada.
Não consegue acordar pela manhã.
E, a cada dia, o horário se desloca ainda mais.

Parece apenas uma fase.

Mas pode não ser.

Em pessoas com transtorno bipolar ou maior vulnerabilidade, mudanças persistentes no ritmo do sono podem surgir antes da alteração evidente do humor.

Primeiro, o relógio biológico perde a regularidade.
Depois, podem aparecer mais energia, pensamentos acelerados, irritabilidade ou impulsividade.

Em seguida, pode vir a queda.

Isso não signif**a que toda noite mal dormida seja bipolaridade.

O sinal de alerta está na mudança em relação ao seu padrão, principalmente quando ela se repete e vem acompanhada de alterações no comportamento e na energia.

Seu sono costuma mudar antes do seu humor?

Comente “SIM” se você já percebeu esse padrão e salve esta publicação para acompanhar seus primeiros sinais.

Flávia de Moraes
Psicóloga Clínica | Doutora em Neurociências | Supervisora Clínica para Psicólogos | Pesquisadora em Neurociências
Atendimento especializado em Transtornos do Humor
Transtorno Bipolar | Depressão | TDAH





-ClinicacomProposito

12/09/2026

Nem toda psicose é esquizofrenia.

Essa confusão pode acompanhar uma pessoa durante anos.

Delírios e alucinações também podem ocorrer no transtorno bipolar tipo 1, principalmente durante episódios graves de mania ou depressão.

A pergunta não é apenas:

“Essa pessoa teve psicose?”

A pergunta mais importante é:

“Quando a psicose apareceu e qual era sua relação com o humor?”

No transtorno bipolar, os sintomas psicóticos costumam acompanhar o episódio de humor.

Na esquizofrenia, eles podem persistir fora de alterações marcantes do humor.

E aqui está a virada:

Duas pessoas podem apresentar sintomas parecidos e, ainda assim, precisar de compreensões clínicas diferentes.

Por isso, um diagnóstico não deve nascer de uma crise isolada.

É preciso reconstruir a história, observar o curso dos sintomas e acompanhar o padrão ao longo do tempo.

Você já conhecia essa diferença?

Salve este vídeo para consultar novamente e compartilhe com alguém que ainda acredita que toda alucinação signif**a esquizofrenia.

Flávia de Moraes
Psicóloga Clínica – Doutora em Neurociências – Supervisora Clínica para Psicólogos – Pesquisadora em Neurociências
Atendimento especializado em Transtornos do Humor
Transtorno Bipolar – Depressão – TDAH





-ClinicacomProposito

12/09/2026

Nem toda crise no transtorno bipolar começa com tristeza ou euforia.

Às vezes, começa assim:

✅ tudo incomoda
✅ qualquer espera parece insuportável
✅ pequenas frustrações provocam reações enormes
✅ a convivência f**a mais difícil
✅ a pessoa sente que está sempre “no limite”

E muita gente acredita que isso é apenas estresse, impaciência ou personalidade forte.

Mas existe uma virada importante:

A irritabilidade pode aparecer na depressão, na hipomania, na mania e nos episódios com características mistas.

Sozinha, ela não revela em qual estado a pessoa está.

É preciso olhar para o que veio junto:

🔹 O sono diminuiu?
🔹 A mente acelerou?
🔹 A impulsividade aumentou?
🔹 Surgiram agitação ou inquietação?
🔹 Houve perda de energia, prazer ou esperança?
🔹 A medicação foi iniciada, retirada ou ajustada recentemente?

O ponto central não é apenas sentir irritação.

É perceber quando houve uma mudança intensa em relação ao funcionamento habitual.

Reconhecer esse padrão cedo pode ajudar a buscar avaliação antes que o quadro se agrave.

Salve este conteúdo para comparar os sinais quando perceber que a irritabilidade aumentou.

E me conte nos comentários: para você, ela costuma aparecer acompanhada de aceleração ou de tristeza?

Flávia de Moraes
Psicóloga Clínica – Doutora em Neurociências – Supervisora Clínica para Psicólogos – Pesquisadora em Neurociências
Atendimento especializado em Transtornos do Humor
Transtorno Bipolar – Depressão – TDAH





-ClinicacomProposito

12/09/2026

A dor é física. Mas a depressão pode aumentar o volume com que ela chega ao cérebro.

Isso acontece porque sentir dor não depende apenas da intensidade da lesão ou do estímulo. O sistema nervoso também possui mecanismos que amplif**am ou reduzem os sinais dolorosos.

Na depressão, esse sistema de modulação pode f**ar prejudicado.

Na prática, a pessoa pode:

🔹 sentir mais dor diante de um estímulo menor
🔹 perceber dores antigas com maior intensidade
🔹 apresentar cansaço, tensão e desconfortos persistentes
🔹 ter mais dificuldade para se recuperar
🔹 entrar em um ciclo no qual a dor piora a depressão, e a depressão piora a dor

Por isso, frases como “é psicológico”, “você está exagerando” ou “isso é falta do que fazer” não ajudam.

Sofrimento emocional e dor física não vivem em universos separados. O cérebro que regula o humor também participa da forma como o corpo percebe a dor.

A dor não deixa de ser real porque a depressão está envolvida.

Você já percebeu suas dores físicas aumentando nos períodos em que seu humor piorou?

Conte nos comentários. Salve este vídeo e compartilhe com alguém que ainda acredita que depressão acontece apenas na mente.

12/09/2026

🚨 Uma única hipomania pode mudar a compreensão de anos de depressão.

Sim, uma pessoa pode passar 90% da sua história sofrendo com episódios depressivos e ter apresentado apenas um episódio de hipomania.

Se esse episódio realmente preencher os critérios clínicos, o quadro pode ser compatível com transtorno bipolar tipo II.

O problema é que a hipomania raramente chega ao consultório com o nome de “hipomania”.

Ela costuma ser lembrada como:

🔹 “Foi a melhor fase da minha vida.”

🔹 “Eu finalmente estava produtiva.”

🔹 “Dormia pouco e acordava ótima.”

🔹 “Tive coragem para tomar várias decisões.”

🔹 “Minha autoestima estava excelente.”

🔹 “Eu queria começar muitos projetos ao mesmo tempo.”

Como a pessoa pode se sentir bem nesse período, ela geralmente procura ajuda durante a depressão. Se ninguém investigar o que aconteceu antes, o episódio hipomaníaco pode permanecer invisível.

Mas cuidado: estar feliz, motivado ou produtivo não signif**a estar em hipomania. É necessário avaliar duração, intensidade, mudança em relação ao funcionamento habitual, sintomas associados e percepção das pessoas próximas.

📌 O diagnóstico não depende de quanto tempo a pessoa passou em cada polo.

Depende da presença de episódios que preencham critérios clínicos.

E reconhecer essa diferença pode mudar todo o caminho do tratamento.

Salve este conteúdo para lembrar durante uma avaliação e compartilhe com alguém que convive com episódios depressivos recorrentes.

Você já foi questionado sobre períodos de menos sono, mais energia e mudanças marcantes no comportamento?

Flávia de Moraes
Psicóloga Clínica | PhD em Neurociências
CRP 07/36552
Atendimento especializado em Transtorno Bipolar, Depressão e TDAH

12/09/2026

💳 Comprar compulsivamente não é sinônimo de transtorno bipolar.

E acreditar nisso pode levar tanto a um diagnóstico equivocado quanto ao atraso do tratamento correto.

No transtorno bipolar, os gastos excessivos e outros comportamentos de risco tendem a aparecer acompanhados de uma mudança mais ampla:

🔹 menor necessidade de sono
🔹 aumento incomum de energia
🔹 aceleração do pensamento
🔹 autoconfiança exagerada
🔹 irritabilidade ou euforia
🔹 dificuldade de avaliar consequências

Se a compulsão está presente o tempo todo, sem qualquer mudança perceptível no humor ou na energia, outras hipóteses precisam ser consideradas.

Mas há outro lado importante: muitas pessoas não reconhecem seus próprios episódios. Elas enxergam apenas as dívidas, as apostas, as compras escondidas ou os conflitos que f**aram depois.

Por isso, o diagnóstico não pode se apoiar em um comportamento isolado.

Comprar demais pode ser o problema principal.
Pode ser parte de outro transtorno.
Pode coexistir com a bipolaridade.
Ou pode aumentar durante um episódio de mania, hipomania ou estado misto.

O comportamento chama a atenção. A linha do tempo ajuda a revelar o que está por trás dele.

Você percebe que as compras e decisões impulsivas aumentam junto com alterações no sono, na energia ou no humor?

💬 Conte nos comentários.
📌 Salve para observar esse padrão ao longo do tempo.
📤 Compartilhe com alguém que ainda acredita que toda compulsão signif**a bipolaridade.

Flávia de Moraes
Psicóloga Clínica | PhD em Neurociências
CRP 07/36552

12/09/2026

Às vezes, o primeiro sinal de transtorno bipolar aparece logo depois do nascimento de um filho.

E ninguém percebe.

A psicose pós-parto não confirma, sozinha, o diagnóstico de transtorno bipolar.

Mas ela acende um alerta clínico que não pode ser ignorado.

Confusão intensa.

Delírios.

Alucinações.

Agitação.

Insônia grave.

Mudanças abruptas de humor.

Comportamentos muito diferentes do habitual.

O erro está em tratar esse episódio como um acontecimento isolado e não investigar o que existia antes dele.

Depressões anteriores.

Períodos de energia incomum.

Pouca necessidade de sono.

Irritabilidade intensa.

Impulsividade.

Histórico familiar de transtorno bipolar.

Talvez aquela mulher nunca tenha recebido um diagnóstico.

Talvez aquele episódio seja justamente o sinal que faltava para compreender toda a sua história.

Psicose pós-parto é uma emergência psiquiátrica. A mulher não deve permanecer sozinha e precisa de avaliação médica imediata.

Você conhecia essa relação com o transtorno bipolar?

Comente “PSICOSE” que eu vou conversar com você na DM, e salve este vídeo.

Esta informação pode ajudar uma família a reconhecer um quadro grave antes que seja tarde.

Flávia de Moraes
Psicóloga Clínica – Doutora em Neurociências – Supervisora Clínica para Psicólogos – Pesquisadora em Neurociências
Atendimento especializado em Transtornos do Humor
Transtorno Bipolar – Depressão – TDAH





-ClinicacomProposito

11/09/2026

Borderline ou transtorno bipolar?

Um diagnóstico equivocado pode mudar completamente o rumo do tratamento.

A pessoa recebe antidepressivos.

Troca de medicação.

Faz anos de terapia.

E continua sem compreender por que o humor muda tanto.

Isso acontece porque os dois transtornos podem apresentar:

✅ impulsividade
✅ irritabilidade
✅ instabilidade emocional
✅ episódios depressivos
✅ comportamentos de autolesão

Mas esses sintomas, sozinhos, não diferenciam os diagnósticos.

No transtorno bipolar, é essencial investigar episódios com mudanças marcantes no sono, na energia, na atividade, no pensamento e no comportamento.

No borderline, a instabilidade costuma ser mais rápida e frequentemente relacionada às experiências interpessoais, como rejeição, conflito ou medo de abandono.

A virada está aqui:

Não basta perguntar o que a pessoa sente.

É preciso compreender quando começou, quanto tempo dura, o que desencadeia e como ela funciona entre as crises.

E, em alguns casos, transtorno bipolar e borderline podem coexistir.

Diagnóstico não é encaixar alguém em uma lista de sintomas.

É reconstruir uma história clínica.

Você já viu alguém passar anos com dúvidas entre esses dois diagnósticos?

Comente “PARTE 2” se você quer um novo vídeo mostrando as perguntas que ajudam nessa diferenciação.

Salve este conteúdo. Ele pode ajudar alguém a buscar uma avaliação mais cuidadosa.

Flávia de Moraes
Psicóloga Clínica – Doutora em Neurociências – Supervisora Clínica para Psicólogos – Pesquisadora em Neurociências
Atendimento especializado em Transtornos do Humor
Transtorno Bipolar – Depressão – TDAH





-ClinicacomProposito

11/09/2026

“Meu humor sempre foi assim. Então não pode ser bipolaridade.”

Essa frase pode atrasar um diagnóstico por anos.

A bipolaridade costuma acontecer em episódios.

Mas nem todo mundo apresenta aquela divisão perfeita entre depressão, ativação e estabilidade.

Algumas pessoas vivem fases muito prolongadas.

Outras passam de um estado para outro tão rapidamente que parecem nunca voltar ao seu padrão habitual.

E é aqui que nasce a confusão.

Sintomas contínuos podem apontar para outras condições, como TDAH ou transtornos de personalidade.

Mas não descartam, sozinhos, o transtorno bipolar.

A virada está em compreender que o diagnóstico não depende apenas de uma fotografia do momento.

É preciso observar o filme inteiro:

✅ Como o humor mudou ao longo dos anos

✅ O que aconteceu com o sono

✅ Quando a energia aumentou ou desapareceu

✅ Se houve impulsividade fora do padrão

✅ Como essas mudanças afetaram a vida

Sem reconstruir essa história, episódios podem parecer apenas “o jeito da pessoa”.

Você já ouviu que não poderia ter bipolaridade porque os sintomas eram constantes?

Comente “HISTÓRIA” ou salve este vídeo para lembrar: diagnóstico não é fotografia, é trajetória.

Flávia de Moraes
Psicóloga Clínica – Doutora em Neurociências – Supervisora Clínica para Psicólogos – Pesquisadora em Neurociências
Atendimento especializado em Transtornos do Humor
Transtorno Bipolar – Depressão – TDAH





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