Reumatologista Bárbara Mendes da Silva

Reumatologista Bárbara Mendes da Silva As informações contidas neste domínio têm caráter informativo e educacional, não devem ser utilizadas para auto-diagnóstico e auto-tratamento.

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É muito comum ouvir frases como:"É só estresse.""É da idade.""É porque você tomou muito sol.""Deve ser falta de vitamina...
12/08/2026

É muito comum ouvir frases como:
"É só estresse."
"É da idade."
"É porque você tomou muito sol."
"Deve ser falta de vitamina."

O problema é que, quando essas explicações parecem fazer sentido para tudo, elas também podem atrasar um diagnóstico importante.

O lúpus é uma doença autoimune que pode afetar diferentes órgãos e sistemas do corpo. E, ao contrário do que muita gente imagina, ele nem sempre começa de forma intensa.

Em muitas pessoas, os primeiros sinais aparecem aos poucos: um cansaço que não melhora com descanso, dores nas articulações, lesões na pele após exposição ao sol, queda importante de cabelo, feridas recorrentes na boca ou alterações em exames de sangue.

Isso não significa que qualquer um desses sintomas seja lúpus.

Cada um deles pode ter diversas causas.

Mas quando esses sinais persistem, se repetem ou aparecem em conjunto, eles merecem uma avaliação médica.

O diagnóstico do lúpus não é feito por um único exame. Ele é construído a partir da história clínica, do exame físico e de exames laboratoriais, seguindo critérios internacionais desenvolvidos para aumentar a precisão do diagnóstico.

Hoje sabemos que reconhecer a doença precocemente permite iniciar o tratamento antes que ocorram danos permanentes aos órgãos, reduzindo complicações e melhorando a qualidade de vida.

Seu corpo costuma avisar antes que a doença avance.

Escutar esses sinais não é exagero.

É cuidado.

Você já ouviu alguma dessas frases ou conhece alguém que demorou para descobrir que tinha lúpus? Conte nos comentários.

Dra. Bárbara Mendes
Médica Reumatologista
CRM-RS 32934 | RQE Reumatologia 27794 | RQE Clínica Médica 24559

Na prática, o que mais gera dúvida não é a falta de exame, é a interpretação fora de contexto.Resultado no papel sem cor...
05/08/2026

Na prática, o que mais gera dúvida não é a falta de exame, é a interpretação fora de contexto.

Resultado no papel sem correlação clínica pode levar a conclusões erradas, ansiedade desnecessária e até tratamentos inadequados.

É por isso que, na reumatologia, o raciocínio vem antes do exame e não o contrário.

E me conta aqui: qual exame você já fez e não soube como interpretar quando recebeu o resultado?

Dra. Bárbara Mendes
Médica Reumatologista
CRM-RS 32934 | RQE Reumatologia 27794 | RQE Clínica Médica 24559

Quando eu falo em transformar o "lupão" em "lupinho", algumas pessoas dão risada. 😄Mas quem convive com o lúpus entende ...
15/07/2026

Quando eu falo em transformar o "lupão" em "lupinho", algumas pessoas dão risada. 😄

Mas quem convive com o lúpus entende exatamente o que isso significa.

Não é fazer a doença desaparecer. Não é prometer cura.

É fazer com que ela ocupe cada vez menos espaço na sua vida.

É conseguir trabalhar sem medo de uma crise.

É voltar a viajar.

É brincar com os filhos.

É fazer planos.

É acordar pensando na vida... e não apenas na doença.

Esse sempre será o meu objetivo como reumatologista: ajudar você a recuperar autonomia, qualidade de vida e confiança para seguir em frente.

Porque o lúpus pode fazer parte da sua história. Mas ele não precisa escrever todos os capítulos dela.

Agora quero saber: você já é meu paciente, ou que me segue aqui, já me ouviu chamar o "lupão" de "lupinho"? O que essa expressão significa para você? 💜

Dra. Bárbara Mendes
Médica Reumatologista
CRM-RS 32934 | RQE 27794 | RQE Clínica Médica 24559

Conviver com dor virou algo tão comum que muita gente acredita que faz parte da vida.Mas existe uma diferença importante...
07/07/2026

Conviver com dor virou algo tão comum que muita gente acredita que faz parte da vida.

Mas existe uma diferença importante entre algo ser frequente e ser normal.

A dor persistente nas articulações não deve ser ignorada, principalmente quando vem acompanhada de rigidez pela manhã, inchaço, dificuldade para realizar atividades do dia a dia ou quando permanece por semanas.

Nem toda dor significa uma doença reumatológica. Da mesma forma, nem toda doença reumatológica provoca sintomas intensos logo no início.

Por isso, observar o próprio corpo e buscar uma avaliação médica quando os sintomas persistem é uma forma de cuidado, não de exagero.

Quanto mais cedo entendemos a causa da dor, maiores são as possibilidades de definir a melhor estratégia de acompanhamento para cada pessoa.

Você já ouviu alguma dessas frases ou conhece alguém que ainda acredita nelas? Conte nos comentários.

Dra Bárbara Mendes I Médica Reumatologista
CRM-RS 32934 | RQE Reumatologia 27794 | RQE Clínica Médica 24559

Se fosse só escolher o “melhor jogador”, seria fácil.Mas no tratamento de doenças reumatológicas não funciona assim.Os i...
05/07/2026

Se fosse só escolher o “melhor jogador”, seria fácil.

Mas no tratamento de doenças reumatológicas não funciona assim.

Os imunobiológicos são medicamentos modernos que agem em pontos específicos da inflamação. Cada um atua de um jeito diferente no sistema imunológico, como se cada jogador tivesse uma função dentro do time.

E é por isso que não existe um “remédio padrão” que serve pra todo mundo. O tratamento certo depende do tipo de doença, da fase, dos sintomas e de como o seu corpo responde ao longo do tempo.

Às vezes, é preciso ajustar o time. Trocar estratégia. Mudar a medicação. E tá tudo bem.

O mais importante é não tentar jogar sozinho. Quem m***a esse time e acompanha o jogo é o reumatologista.

Com o tratamento certo, dá pra controlar a inflamação, reduzir a dor e ter qualidade de vida de verdade.

Agora me conta: você já conhecia esses tratamentos ou foi novidade pra você?

Dra. Bárbara Mendes
Médica Reumatologista
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A pergunta parece simples, mas ela salva muito paciente de uma busca frustrante por “um exame que feche tudo”. Em reumat...
03/07/2026

A pergunta parece simples, mas ela salva muito paciente de uma busca frustrante por “um exame que feche tudo”. Em reumatologia, esse exame não existe. O que existe é raciocínio clínico. Eu preciso ouvir a história, examinar as articulações e o resto do corpo, identificar o padrão inflamatório e, só então, escolher os exames que fazem sentido para aquela hipótese.

É por isso que um ANA positivo sozinho não fecha lúpus, um fator reumatoide positivo sozinho não fecha artrite reumatoide e um exame “normal” não necessariamente encerra a investigação. Exame complementar serve para responder perguntas específicas, não para substituir consulta. E, muitas vezes, a própria evolução do quadro ajuda a definir o diagnóstico com mais segurança.

Quando eu falo em “check-up reumatológico”, eu uso uma linguagem simples para explicar essa construção: anamnese, exame físico, exames laboratoriais, imagem e seguimento. Não é um pacote fixo. É um caminho clínico.

Se você ou alguém próximo está acumulando resultados sem conseguir entender o que realmente está acontecendo, talvez o passo que está faltando não seja “mais exame”, e sim o exame certo dentro da pergunta certa.

Envie este post para quem está colecionando exames, mas ainda não passou por uma avaliação reumatológica completa.

Dra. Bárbara Mendes
Médica Reumatologista
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autoimunes

Julho Amarelo nos lembra de um cuidado que muita gente esquece: hepatites B e C podem ficar silenciosas por bastante tem...
01/07/2026

Julho Amarelo nos lembra de um cuidado que muita gente esquece: hepatites B e C podem ficar silenciosas por bastante tempo. Para quem tem doença autoimune, esse assunto entra no planejamento do tratamento porque alguns remédios pedem uma revisão prévia de exames, vacina e histórico de contato com o vírus.

Isso não quer dizer que quem tem artrite, lúpus ou outra doença autoimune vai ter hepatite. A mensagem aqui é outra: tratar com segurança. Em alguns casos, principalmente com certos imunossupressores, a hepatite B pode voltar a se multiplicar, e por isso o rastreio antes do tratamento faz sentido.

Também é importante lembrar que hepatite B tem vacina. Para algumas pessoas com imunidade mais baixa, o esquema pode ser reforçado e depois conferido com exame de sangue. Já a hepatite C não tem vacina, mas hoje tem tratamento e cura em muitos casos. E quando o primeiro exame vem positivo, normalmente ainda é preciso um segundo exame para confirmar se o vírus está ativo.

Se você faz tratamento reumatológico e nunca revisou esse tema, vale trazer isso para a consulta. Às vezes, cuidado com a doença também é cuidado com o contexto em que o tratamento acontece.

Dra. Bárbara Mendes
Médica Reumatologista
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Se você convive com uma doença autoimune, provavelmente já ouviu essa frase de algum conhecido cheio de boas intenções.A...
29/06/2026

Se você convive com uma doença autoimune, provavelmente já ouviu essa frase de algum conhecido cheio de boas intenções.

Aqui no consultório, escuto muito isso. E a verdade é que o Ômega 3 é sim um baita aliado! Especialmente nos dias de minuano e frio úmido que castigam as articulações de quem tem Artrite Reumatoide, ele pode ajudar a reduzir a rigidez matinal .

Mas a gente precisa separar o que é ciência do que é marketing.

O Ômega 3 não substitui o teu tratamento imunobiológico. Ele não resolve uma inflamação ativa sozinho e não "cura" doenças como o Lúpus. Ele é um coadjuvante.

Além disso, não adianta comprar qualquer potinho na farmácia. Dose e qualidade importam muito! Cápsulas com baixa concentração de EPA e DHA ou oxidadas não vão te trazer o benefício que os estudos clínicos mostram. As doses eficazes geralmente são maiores, como 2.7g/dia de EPA+DHA combinados .

No fim das contas, o tratamento é como um bom chimarrão: precisa da erva certa, da água na temperatura ideal e de quem saiba preparar. O Ômega 3 é só um dos ingredientes. Ele precisa estar aliado a exercícios, sono, alimentação e, claro, a medicação prescrita pela tua reumatologista.

Me conta aqui nos comentários: tu já tomas Ômega 3?

E se tu conheces alguém que acha que suplemento faz milagre sozinho, manda esse post pra ela!

Dra. Bárbara MendesMédica ReumatologistaCRM-RS 32934 | RQE Reumatologia 27794 | RQE Clínica Médica 24559Enquanto muitos ...
24/06/2026

Dra. Bárbara Mendes
Médica Reumatologista
CRM-RS 32934 | RQE Reumatologia 27794 | RQE Clínica Médica 24559Enquanto muitos enxergam o tratamento de uma doença autoimune como uma caminhada entre médico e paciente, a realidade costuma ser muito maior do que isso.

As doenças autoimunes são complexas. Elas impactam o corpo, a rotina, os planos, as relações e, muitas vezes, a forma como a pessoa passa a enxergar a própria vida.

Por isso, acredito que os melhores resultados acontecem quando ninguém precisa enfrentar essa caminhada sozinho.

O tratamento ganha força quando existe confiança entre médico e paciente. Quando há escuta verdadeira. Quando o paciente participa das decisões. Quando a família compreende os desafios e oferece apoio. Quando diferentes profissionais conseguem se conectar em torno de um mesmo objetivo: cuidar da pessoa por inteiro.

Assim como um time não vence uma partida apenas com um jogador, a jornada de quem convive com uma doença autoimune também depende de parceria, estratégia, acolhimento e trabalho conjunto.

A medicina tem um papel fundamental. A ciência também. Mas o cuidado se torna ainda mais poderoso quando existe uma rede de apoio capaz de caminhar junto.

Porque ninguém deveria lutar sozinho contra uma doença que afeta tantas áreas da vida.

Dra. Bárbara Mendes
Médica Reumatologista
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