12/06/2019
Reflexão sobre as diferenças individuais
Hoje quando acordei, pensei que o mundo deveria ser diferente. Todos nós deveríamos lembrar a cada amanhecer o quanto somos belos, perfeitos e importantes. Não importam os problemas pelos quais passamos, todos são efêmeros. Cada um de nossos defeitos faz parte da nossa singularidade. Se não fossem eles nossa convivência seria impossível, pois são justamente os defeitos que nos tornam diferentes uns dos outros possibilitando vivermos em sociedade.
Imaginem se o mundo fosse povoado somente por anjos, todos belos, corpos perfeitos, cabelos com cachos dourados e lindos olhos azuis, todos calmos, todos concordando um com os outros, promovendo a paz e a alegria, todos exímios cozinheiros, capazes de fazerem lindas obras de arte, músicos maravilhosos e com vozes harmoniosas e belas. Qual a vantagem de vivermos nesse mundo tão perfeito, com seres tão perfeitos e tão iguais? O que poderíamos aprender? O que poderíamos ensinar? O que poderíamos criar de novo, de inovador?
A beleza do Planeta Terra está exatamente na diversidade e nas nossas diferentes formas de enxergar o mundo!
Por isso o Ser Humano é tão intrigante tão esplêndido. Cada um de nós encerra em si um pouco de Deus, a semente do perfeito, do sublime, mas de forma potencial, ou seja, como uma semente que pode se tornar uma linda e frondosa árvore, até lá o caminho é longo, cheio de tropeços e de acertos, mas sempre com muita aprendizagem, e é o reconhecimento e o respeito pelas nossas diferenças que permitem que possamos estender as mãos e dividir os conhecimentos adquiridos ao longo de nossas caminhadas.
Se cada Ser Humano percebesse isso o nascer do dia, estaríamos, finalmente em um mundo perfeito, porque a perfeição não está na igualdade. Quando vemos uma paisagem e dizemos: que lugar lindo! O que estamos vendo de verdade? Vemos um lugar composto por várias árvores diferentes umas das outras, quanto a tamanho, cores, formas, gramíneas diversas, arbustos de texturas e formatos diferentes, flores variadas, relevo irregular, nada é monótono ao nosso olhar, ao nosso olfato, à nossa audição, o mesmo ocorre quando observamos o oceano ou a um riacho, tudo está sempre em movimento, captando nuances diferentes da luz do dia. È a soma dessas diferenças que denominamos e reconhecemos como belo, é isso que nos acalma e tranquiliza.
Por que então insistimos em querer que todos pensem e ajam da mesma maneira, que sigam os mesmo dogmas, que tenham os mesmos objetivos? Por que queremos ter controle? Por que dizemos que isso ou aquilo é certo? Por que simplesmente não aprendemos desde cedo que só devemos fazer o melhor que cada um consegue, que nosso objetivo é descobrir o que cada um de nós tem de melhor, respeitando as nossas dificuldades e as dificuldades alheiras, compreendendo que essas diferenças é que formam a essência da humanidade, que somente juntos, de mãos dadas seremos capazes de alcançarmos a plenitude da humanidade.
Entendendo de uma vez por todas que o que chamamos de defeitos também azem parte da Essência Divina, pois não há luz sem escuridão, não há alegria sem tristeza e não há música sem silêncio!
Tenham um lindo dia!
Praia Grande, 24 de maio de 2010
Regina Frazão