15/07/2026
A coqueluche voltou a exigir atenção redobrada em Pernambuco, principalmente entre bebês menores de um ano.
Segundo o Informe Epidemiológico nº 1/2026 da Secretaria Estadual de Saúde, em 2025 Pernambuco registrou 458 casos suspeitos e 137 casos confirmados. Recife concentrou 283 notificações, o equivalente a 62,5% do total estadual, com 97 confirmações e 52 casos ainda em investigação no fechamento do informe. Os dados foram atualizados até 31 de dezembro de 2025 e estão sujeitos à revisão.
Outro dado importante: 214 das notificações ocorreram em crianças menores de um ano, representando quase metade dos casos suspeitos no estado. Nessa faixa etária, foram registrados 49 casos confirmados. Os menores de seis meses apresentam maior risco de formas graves, hospitalização e complicações.
A coqueluche é uma infecção respiratória bacteriana transmitida pelas gotículas eliminadas ao tossir, espirrar ou falar. Inicialmente, pode parecer um resfriado, com coriza, febre baixa e tosse seca. Com a evolução, podem surgir crises intensas de tosse, vômitos, dificuldade para respirar, arroxeamento e um som agudo ao inspirar. Nos bebês, também podem ocorrer episódios de apneia, convulsões e desidratação.
A principal forma de prevenção é a vacinação contra a coqueluche:
💉 Pentavalente aos 2, 4 e 6 meses
💉 Reforço com DTP aos 15 meses e aos 4 anos
💉 dTpa para gestantes a partir da 20ª semana, em todas as gestações
A vacinação materna ajuda a proteger o bebê nos primeiros meses de vida, período em que ele ainda não completou o esquema vacinal.
Bebê com crises de tosse, dificuldade para respirar, pausas respiratórias, vômitos repetidos ou pele arroxeada precisa de avaliação médica imediata.
Revise a caderneta de vacinação de toda a família e compartilhe esta informação com outros pais e gestantes.