Dra. Carol Valença

Dra. Carol Valença 💁‍♀️Ajudo mulheres na prevenção de câncer e qualidade de vida
👩‍⚕️CREMEPE 14358

Cansaço que não melhora com sono, dificuldade de concentração, unhas fracas, formigamento nas mãos... Muitas vezes esses...
26/08/2026

Cansaço que não melhora com sono, dificuldade de concentração, unhas fracas, formigamento nas mãos... Muitas vezes esses sintomas são atribuídos à rotina corrida ou ao estresse, mas podem decorrer da deficiência de ferro ou de vitamina B12.

Essas são duas das causas mais comuns de anemia na prática ginecológica. Mesmo sem anemia instalada, a falta desses nutrientes já pode comprometer energia, memória e qualidade de vida.

O risco muda ao longo da vida da mulher, do sangramento uterino no período reprodurivo à menor absorção intestinal na menopausa. Ele também pode estar ligado a fatores como dietas restritivas, cirurgia bariátrica ou uso de certos medicamentos.

A boa notícia: o diagnóstico é acessível e o tratamento, quando bem indicado, costuma trazer melhora significativa. O primeiro passo é não normalizar o cansaço.

Referência: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia/ Comissão Nacional Especializada em Aleitamento Materno; Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Endócrina. Diagnóstico e manejo da deficiência de ferro e da vitamina B12 na mulher. 4a ed. São Paulo – FEBRASGO, 2026. (Protocolos FEBRASGO, Ginecologia, no. 120).

Dra. Maria Carolina Valença
Médica Ginecologista
CREMEPE 14358 / RQE 4803

Ganho de peso mesmo sem mudar a rotina, mais dificuldade para emagrecer, alterações no colesterol e na glicose: muitas m...
25/08/2026

Ganho de peso mesmo sem mudar a rotina, mais dificuldade para emagrecer, alterações no colesterol e na glicose: muitas mulheres notam essas mudanças metabólicas ao entrar na menopausa, e nem sempre entendem o porquê.

A explicação está na queda do estrogênio, que pode alterar diretamente a forma como o organismo controla a glicose e processa as gorduras. Um estudo recente da USP avança nesse entendimento: os pesquisadores identificaram um receptor de estrogênio, o ERβ, que quando ativado melhorou o controle da glicose, ajudou na organização das gorduras no organismo e protegeu células do fígado.

É importante destacar que a pesquisa foi feita em modelo animal, ainda em fase pré-clínica, mas ajuda a buscar explicação para o que acontece no corpo nessa fase e pode orientar novas estratégias nos próximos anos.

Entender a origem dessas mudanças é o primeiro passo para lidar melhor com elas. O acompanhamento médico continua sendo o caminho mais seguro para atravessar a menopausa com qualidade de vida.

Dra. Maria Carolina Valença
Médica Ginecologista
CREMEPE 14358 / RQE 4803

Conheça o estudo:
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/cph4.70228

Metabolismo

Mais uma primavera completada com sucesso! ✅ #48  #1978 🎂🎂🎂🎂🎂🎉🎉🎉🎉🎉🥳🥳🥳🥳🥳
25/08/2026

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18/08/2026

Difícil assistir a essa cena sem pensar no que vivemos hoje. A postura direta do Dr. House incomoda — e é exatamente por isso que ela funciona: escancara, sem meias palavras, uma tensão que a medicina enfrenta há anos e que voltou a crescer com força.

Vivemos, neste momento, a maior alta de casos de sarampo nas Américas em mais de duas décadas, com surtos ativos em vários países — inclusive casos já confirmados no Brasil. É uma doença que estava sob controle, e que volta a circular exatamente onde a cobertura vacinal cai.

Não é sobre opinião. É sobre ciência, décadas de estudos e evidências que comprovam, repetidamente, a segurança e a eficácia das vacinas. A imunização é uma das maiores conquistas da medicina moderna — responsável por erradicar doenças que antes matavam milhões.

Questionar sem embasamento científico tem um custo real. E esse custo, historicamente, recai sobre quem mais precisa de proteção: crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas.

Vacinar é cuidar — de você e de quem está ao seu redor. Mantenha a caderneta em dia. 💛

Corte disponível no YouTube da Netflix.

Dra. Maria Carolina Valença
Médica Ginecologista
CREMEPE 14358 / RQE 4803

13/08/2026

Já tomou a vacina quadrivalente contra o HPV e ficou em dúvida se pode (ou deve) tomar a nonavalente? Essa é uma das perguntas mais frequentes no consultório.

A vacina quadrivalente protege contra os tipos 16, 18, 6 e 11 do HPV. Já a nonavalente amplia essa proteção para mais 5 tipos: 31, 33, 45, 52 e 58 — cobrindo um espectro maior do vírus, incluindo subtipos associados a diferentes cânceres.

Um ponto importante: o esquema de imunização precisa ser completo. Ter tomado uma vacina não interfere no protocolo da outra — são esquemas independentes, e a orientação deve ser individualizada.

Prevenção é sempre o melhor caminho. 

Dra. Maria Carolina Valença
Médica Ginecologista
CREMEPE 14358 / RQE 4803

09/08/2026
08/08/2026

“Dra. Carol, quem tem HPV não pode tomar anticoncepcional. Isso é verdade?”. Essa é uma dúvida muito comum no consultório — e a resposta é: não necessariamente.

A presença do HPV, por si só, não contraindica o uso de métodos contraceptivos hormonais. O que determina se uma mulher pode ou não utilizar determinado anticoncepcional são os Critérios de Elegibilidade Médica, que consideram fatores como idade, tabagismo, hipertensão, histórico de trombose, enxaqueca com aura, doenças cardiovasculares, câncer de mama, entre outras condições clínicas.

É verdade que alguns estudos observaram uma associação entre o uso prolongado de contraceptivos hormonais combinados e a persistência da infecção pelo HPV ou um discreto aumento do risco de câncer do colo do útero. No entanto, as evidências atuais mostram que esse risco é influenciado por diversos fatores, especialmente a *
persistência do HPV de alto risco, o tabagismo, a baixa adesão ao rastreamento e a ausência de vacinação.

Por isso, ter HPV não significa que você precise suspender o anticoncepcional. A decisão deve ser individualizada, considerando o perfil clínico da paciente, sua necessidade contraceptiva e o acompanhamento ginecológico adequado.

Mais importante do que interromper o anticoncepcional é manter o rastreamento do câncer do colo do útero, tratar as lesões quando indicado e manter a vacinação contra o HPV conforme as recomendações.

Cada mulher merece uma avaliação individualizada. A melhor escolha contraceptiva é aquela que reúne segurança, eficácia e adequação ao seu perfil de saúde.

Dra. Maria Carolina Valença
Médica Ginecologista
CREMEPE 14358 / RQE 4803
📚 *Baseado nos Critérios de Elegibilidade Médica para Uso de Contraceptivos da OMS e CDC (U.S. MEC 2024), nas Diretrizes da FEBRASGO e nas recomendações da ASCCP e da IFCPC sobre prevenção e manejo das doenças relacionadas ao HPV.*

Essa é uma das dúvidas mais frequentes no consultório — e a resposta não é simplesmente “sim” ou “não”.Nas mulheres com ...
06/08/2026

Essa é uma das dúvidas mais frequentes no consultório — e a resposta não é simplesmente “sim” ou “não”.

Nas mulheres com histórico de infarto, AVC ou outra doença cardiovascular aterosclerótica, a terapia hormonal da menopausa não costuma ser a primeira escolha, pois o risco cardiovascular passa a ser um dos principais fatores na tomada de decisão.

Hoje sabemos que a indicação da terapia hormonal deve considerar muito mais do que a idade ou a presença de sintomas. É fundamental avaliar o risco cardiovascular global, a extensão da aterosclerose e as características individuais de cada paciente.

Exames como o escore de cálcio coronariano, a ultrassonografia das carótidas e, em situações selecionadas, a angiotomografia de coronárias, podem auxiliar na estratificação do risco e complementar a avaliação clínica.

Outro conceito importante é a “janela de oportunidade”: iniciar a terapia hormonal antes dos 60 anos ou nos primeiros 10 anos após a menopausa tende a apresentar melhor perfil de segurança em mulheres sem doença cardiovascular estabelecida. Quando já existe aterosclerose clínica, esse conceito deixa de ser suficiente para indicar o tratamento.

Isso significa que toda mulher que já infartou ou teve AVC está definitivamente impedida de usar hormônios?

Não necessariamente. Existem situações excepcionais que exigem discussão individualizada e, muitas vezes, uma decisão compartilhada entre ginecologista e cardiologista. Além disso, para mulheres em que a terapia hormonal não é indicada, hoje dispomos de alternativas não hormonais eficazes para o controle dos sintomas da menopausa.

Na menopausa, a melhor conduta nunca é baseada apenas na idade ou em um exame isolado. Ela é construída a partir de uma avaliação completa, individualizada e fundamentada nas melhores evidências científicas.

Dra. Maria Carolina Valença
Médica Ginecologista
CREMEPE 14358 / RQE 4803

“Doutora, não seria melhor pedir todos os marcadores tumorais?”Essa é uma dúvida muito frequente.A resposta costuma surp...
04/08/2026

“Doutora, não seria melhor pedir todos os marcadores tumorais?”

Essa é uma dúvida muito frequente.
A resposta costuma surpreender: na maioria das mulheres saudáveis e sem sintomas, não.

Os marcadores tumorais não foram desenvolvidos para rastrear câncer na população geral. Quando utilizados sem indicação, podem gerar resultados falsamente alterados, ansiedade, exames desnecessários e até procedimentos invasivos que poderiam ter sido evitados.
Isso não significa que esses exames não sejam importantes. Muito pelo contrário: eles são extremamente úteis em situações específicas, como no acompanhamento de pacientes com câncer, na avaliação de algumas massas anexiais e em determinados contextos clínicos.

Na medicina, pedir o exame certo é tão importante quanto saber quando não pedir.

A prevenção baseada em evidências não significa fazer o maior número possível de exames. Significa realizar aqueles que realmente demonstraram melhorar a saúde e reduzir a mortalidade.

🚨 Mas deixo o alerta: este post é direcionado a mulheres sem sintomas e de risco habitual. Em pacientes com história pessoal de câncer, massas suspeitas, síndromes hereditárias (como BRCA ou síndrome de Lynch) ou outras situações específicas, os marcadores tumorais podem ter indicação e devem ser interpretados individualmente pelo médico.

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Avenida Conseheiro Aguiar, 1748 Sala 102 Empresarial Ítalo Renda, Boa Viagem
Recife, PE
51111-010

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