09/06/2026
No último sábado, no encontro do meu clube do livro, enquanto discutíamos Gabriela e pensávamos sobre liberdade, uma amiga soltou essa frase. Ela parece simples, mas é na simplicidade das coisas que construímos os entendimentos mais profundos sobre nós e sobre o mundo.
A verdade é que a liberdade tem um custo. Ela é conquistada com insistência, abrindo caminhos à força, construindo possibilidades onde não existiam e persistindo diariamente para sustentá-la.
A liberdade não nos é dada com facilidade; ser livre quase nunca é algo incentivado ou estimulado pela sociedade ou pela nossa atual cultura de busca por validação constante. Quem a vive, sabe: foi preciso travar batalhas (grandes ou pequenas, internas ou externas). Não existe liberdade sem luta!
Vivemos em um mundo que, de tempos em tempos, nos impõe novas regras de como viver, ser, estar e parecer. Para fazer parte (o que é um desejo muito instintivo da nossa humanidade), o caminho mais fácil é seguir o roteiro e se adaptar.
Diante disso, ousar manter a autenticidade e a própria singularidade parece algo fora de moda. Parece algo que não gera cliques o suficiente, porque a toada da vez é o "mais do mesmo". Seja no comportamento, no pensamento, na aparência, no estilo...
Por isso, é bom parar em um dia comum e questionar: quando falamos de liberdade, a qual liberdade estamos nos referindo? O quanto estamos dispostos a conquistá-la no braço, na teimosia inquieta de sustentar quem se é?
Apesar do mundo, apesar dos modelos estabelecidos, apesar das trends, das métricas, das selfies e apesar de todos os pesares