16/08/2026
Glenda Kozlowski contou que perdeu a força nas pernas e chegou a cair em casa.
Perda verdadeira de força não costuma fazer parte de uma crise lombar mecânica simples.
Dor intensa pode travar, limitar o movimento e até dar a sensação de que a perna “falhou”. Mas quando existe fraqueza nova, persistente ou progressiva, a investigação precisa ser mais cuidadosa.
E aqui está uma informação importante no caso dela: apesar de o quadro inicialmente parecer mais grave, depois de uma avaliação médica adequada a conduta permaneceu conservadora.
Ou seja, sinal de alerta não significa automaticamente cirurgia. Significa que é preciso avaliar melhor, entender o que realmente está acontecendo e só então definir a melhor abordagem.
No caso divulgado, o tratamento seguiu com medicação, repouso relativo e fisioterapia.
E vale reforçar: repouso relativo não é ficar deitada por dias. Depois do controle da fase mais aguda, recuperar movimento, estabilidade e força faz parte do tratamento.
Outro ponto importante: o diagnóstico de “desgaste” na coluna não explica tudo sozinho. Alterações degenerativas aparecem com frequência até em pessoas sem dor. A ressonância precisa ser interpretada junto com os sintomas, o exame físico e, quando necessário, a avaliação neurológica.
Nem banalizar a dor.
Nem assustar pelo exame.
Uma boa avaliação é o que define a melhor conduta.
Se você conhece alguém que acredita que uma ressonância alterada significa necessariamente uma coluna “acabada” ou cirurgia, envie este post.