Dra. Karoline Medeiros

Dra. Karoline Medeiros A Endocrinologia é a especialidade médica que reconhece e trata os diferentes distúrbios hormonai

01/12/2025

Além dos sintomas que menciono no vídeo, preciso destacar também que muitas variações dos níveis de glicemia podem aumentar o risco de episódios de baixa.

Por isso, não basta reagir uma vez só: é muito importante a gente entender seus padrões de glicose ao longo do tempo, para um maior controle.

Uma das formas, é pelo monitoramento contínuo (CGM), que permite a gente ver claramente se existem momentos do dia em que costumam ocorrer quedas perigosas.

E, claro, começar o quanto antes a providenciar pequenas mudanças no seu estilo de vida, como evitar jejum prolongado, manter horários regulares de alimentação e ajustar insulina ou medicação.

Mas, não se esqueça, sempre com orientação médica.

Se precisar, estou aqui para te ajudar a mapear esses riscos com carinho e realismo, para que a gente reduza sua ansiedade e aumente sua segurança, proporcionando mais clareza e autocuidado.”

Dra. Karoline Medeiros
Médica Endocrinologista
CRM 24.883–PE | RQE 5293

25/11/2025

O exame de glicemia de jejum é como um retrato do seu nível de glicose após 8h jejum, sem a interferência de nenhuma alimentação.

Em termos gerais,
🔹valores abaixo de 100 mg/dL são normalmente saudáveis;
🔹entre 100-125 mg/dL nos fazem levantar o alerta, e quando repetidos, indicam pré-diabetes;
🔹e a partir de 126 mg/dL, quando repetidos, confirmam um quadro de diabetes.

Caso seu exame mostre resultados a partir de 100 mg/dL, é importante procurar um endocrinologista e que você encare isso como um convite para olhar para sua alimentação, seus movimentos, seu sono, suas emoções, e dar início a uma jornada de mudança no seu estilo de vida.

Se estiver precisando de orientação, estou aqui para olhar com você não só para o exame, mas para a vida que está por trás dele.

Dra. Karoline Medeiros
Médica Endocrinologista
CRM 24.883–PE | RQE 5293

17/11/2025

Durante o acompanhamento dos meus pacientes com diabetes, eu procuro analisar todo o contexto: hábitos de vida, alimentação, rotina de exercícios, uso correto das medicações, dados do monitoramento da glicose, e também solicito exames complementares para uma checagem mais ampla, alguns deles anuais.

Faço isso porque o objetivo não é apenas “controlar a glicose”, mas garantir estabilidade, promover qualidade de vida e prevenir complicações.

Alguns exemplos desses exames preventivos são:

🔹 o mapeamento de retina, que identifica mudanças na microcirculação ocular causadas pelo diabetes, muitas vezes antes mesmo de você perceber qualquer sintoma;

🔹 o teste de albuminúria/creatinina urinária e a estimativa da função renal (eGFR), que servem para detectar precocemente problemas nos rins, permitindo que a gente intervenha com mais tempo e qualidade;

🔹 além do olhar atento pro fígado para evitarmos o acúmulo de gordura (esteatose hepática) e as possíveis complicações decorrentes, como fibrose hepática e cirrose.

Se estiver precisando, vamos construir um plano de acompanhamento que respeite seu ritmo, sua rotina e seus objetivos.

Dra. Karoline Medeiros
Médica Endocrinologista
CRM 24.883–PE | RQE 5293

13/11/2025

Para você que convive com o diabetes, precisamos definir a frequência de retornar ao consultório, e pra isso nos baseamos em uma ampla avaliação, além do exame de Hemoglobina Glicada que falei recentemente, considero outros exames e formas de monitoramento.
Aqui estão alguns deles:

🔹 Glicemia de jejum: é aquela medida de glicose na corrente sanguínea feita após 8horas em jejum.

🔹 Glicemias capilares: permite que a gente veja com furadinhas no dedo (feitas com glicosímetro), como sua glicose está se comportando ao longo do dia (antes das refeições e após, à noite, nos momentos de maior desafio).
Esses dados mostram como suas escolhas de alimentação, de atividade física e de rotina de sono estão refletindo no seu açúcar.

🔹 Monitorização contínua da glicose (Sensor de Monitorização Contínua de Glicose – CGM): trata-se de um pequeno sensor sob a pele que mede a glicose no fluido intersticial em intervalos frequentes, e transmite os dados para o celular ou aparelho específico, permitindo acompanhamento 24 h por dia.

Cada um desses métodos oferece uma peça do quebra-cabeça que me mostra o quadro completo da sua glicose para que eu possa traçar os próximos passos do seu tratamento.

Dra. Karoline Medeiros
Médica Endocrinologista
CRM 24.883–PE | RQE 5293

06/11/2025

O exame da hemoglobina glicada (HbA1c) fornece uma média da glicemia dos últimos três meses.

Ele é essencial pra gente diagnosticar o pré-diabetes e o diabetes, e também para acompanhar o controle do diabetes e verificar se o tratamento está funcionando da forma esperada.

Como é um exame extremamente importante, eu vou compartilhar aqui com você os valores de referência:

🔹 Abaixo de 5,7% → normal
🔹 Entre 5,7% e 6,4% → pré-diabetes (risco aumentado)
🔹 A partir de 6,5% → diagnóstico de diabetes

E para quem já tem diabetes, a meta é manter a HbA1c inferior a 7%, o que indica um bom controle glicêmico.

Monitorar a hemoglobina glicada regularmente é essencial para prevenir complicações e garantir mais qualidade de vida.

Cuide-se, e acompanhe seus resultados com o seu endocrinologista. Entender seus números pode ser o primeiro passo para manter a sua saúde em dia.

Dra. Karoline Medeiros
Médica Endocrinologista
CRM 24.883–PE | RQE 5293

04/11/2025

Se você está em tratamento medicamentoso para sobrepeso/obesidade, e quer saber se pode beber no final de semana, precisamos considerar:

🔹 seu histórico de saúde: se é diabético, problemas hepáticos, problemas digestivos ou histórico de cirurgia bariátrica;
🔹 seu tratamento;
🔹 seus exames.

Mas é bem possível que doses moderadas possam sim ser compatíveis com seu plano.

Nesses casos, costumo dar aos meus pacientes algumas dicas, tais como:

🔹 Prefira bebidas de menor teor alcoólico.
🔹 Beba devagar, com petiscos saudáveis como acompanhamento.
🔹 Hidrate-se bem.
🔹 Observe seu corpo em relação à tolerância ao álcool.

Veja, meu papel no consultório é, junto com você, fazer escolhas que respeitem seu corpo, seu tratamento e seu bem estar.

Dra. Karoline Medeiros
Médica Endocrinologista
CRM 24.883–PE | RQE 5293

03/11/2025

Frequentemente eu recebo a seguinte pergunta dos meus pacientes em processo de emagrecimento: “doutora, eu ainda vou poder tomar bebida alcoólica?”.

Veja, não é que ela esteja proibida, mas a gente precisa ter cuidado, pois traz efeitos importantes que merecem atenção, inclusive em relação às medicações.

Primeiro, o álcool pode sobrecarregar o fígado, além de ser calórico, podendo, assim, podendo, assim, interferir nos resultados do tratamento.

E se você está fazendo uso de agonistas do receptor de GLP 1, é sabido que o álcool pode intensificar alguns dos efeitos colaterais, como náuseas e mal-estar, como uma ressaca piorada.

Mas eu tenho uma boa notícia: esses mesmos medicamentos podem reduzir o desejo de consumo.

Então, minha recomendação é que você siga seu tratamento com consciência. Se der aquela vontade de tomar um drink no final de semana, em uma ocasião especial, beba com moderação, hidratando-se, e comendo algo junto.

Mas não deixe jamais de conversar antes com seu médico sobre isso, pois é necessário considerar o seu quadro geral, a fim de que o seu objetivo de saúde seja respeitado, e sem que você perca qualidade de vida.

Dra. Karoline Medeiros
Médica Endocrinologista
CRM 24.883–PE | RQE 5293

Você pensa em comida constantemente, de forma quase irresistível, não necessariamente um prato de comida, mas tipo uma s...
30/10/2025

Você pensa em comida constantemente, de forma quase irresistível, não necessariamente um prato de comida, mas tipo uma sobremesa, um doce a qualquer hora, uma beliscada qualquer??

E isso acontece mesmo quando você não está com fome?? Ou até pouco tempo depois de comer, como se fosse uma necessidade de se manter mastigando??

Olha, isso pode ser o que chamamos “ruído alimentar”, ou “food noise”.

Esses pensamentos envolvem basicamente perguntas como: “O que vou comer?”, “Será que tem um docinho?”.

O grande problema é que muitas vezes depois vem uma sensação de tristeza ou frustração: “Por que eu comi demais?”.

Eles surgem como uma preocupação mental, muitas vezes acompanhada de culpa, ansiedade, e acabam consumindo nossa energia, mexendo com as nossas emoções e a nossa saúde.

Mas eu quero aqui te tranquilizar, pois já conhecemos as principais causas, e como lidar com a situação.

O “ruído alimentar” pode estar ligado a diferentes fatores, tais como:

* hábitos alimentares muito rígidos ou dietas excessivamente restritivas;
* desequilíbrio entre os hormônios da fome e da saciedade;
* estímulos externos, como propagandas, cheiros e ambientes cheios de comida;
* e também questões emocionais, como estresse, ansiedade, comparações, autocrítica.

E quanto ao tratamento, os agonistas de GLP-1, por exemplo, têm mostrado ótimos resultados em reduzir esses pensamentos obsessivos sobre comida.

Além disso, a psicoterapia, yoga com meditação e mudanças graduais nos hábitos alimentares também podem te ajudar bastante.

Mas é sempre importante reforçar que tudo isso deve ser feito com orientação médica.

Se você sente que esse “ruído alimentar” está atrapalhando o seu humor, sua autoestima, consumindo a sua energia, estou à disposição pra gente conversar com calma sobre o que está acontecendo e encontrar o melhor caminho pra você.

Dra. Karoline Medeiros
Médica Endocrinologista
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Eu sei que a rotina é corrida, que a gente se acostuma a viver no automático... mas talvez o seu corpo venha tentando di...
27/10/2025

Eu sei que a rotina é corrida, que a gente se acostuma a viver no automático... mas talvez o seu corpo venha tentando dizer-lhe algo... E quanto mais cedo perceber, mais chances terá de evitar complicações mais sérias no futuro.

O diagnóstico da síndrome metabólica é baseado na presença de um conjunto de alterações metabólicas que aumentam o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e outros distúrbios.

Existem vários critérios diagnósticos. Os mais usados são os da IDF, de 2005, e os da NCEP-ATP, atualizado em 2005. Em ambos, pelo menos 3 dos critérios abaixo se fazem necessários.

1. Cintura abdominal aumentada.
2. Pressão arterial elevada.
3. Glicemia de jejum alterada.
4. Triglicerídeos elevados.
5. HDL (“colesterol bom”) baixo.

Então, que tal começar aos poucos a prevenir ou, se for o caso, a se tratar?

Olhar com atenção seus exames, comprometer-se com um pequeno hábito saudável por dia, pedir ajuda quando for preciso, são passos fundamentais.

Ter hábitos saudáveis pode ser excelente como prevenção, mas pode não ser o suficiente como tratamento, sendo em alguns casos indicado o uso de medicação específica.

Se você sente que pode estar com pelo menos três dos sinais acima, procure seu endocrinologista, para que ele possa lhe avaliar e traçar um plano específico pra você.

Dra. Karoline Medeiros
Médica Endocrinologista
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22/10/2025

Se você está no processo de perder peso, e tem sentido dificuldades, eu preciso lhe dizer que a ciência continua avançando, e boas notícias estão surgindo. Medicamentos promissores chegarão em breve…

Uma dessas novidades é a Orforgliprona, um medicamento da mesma classe dos conhecidos GLP 1. Ela será uma droga oral, para ser ingerida em comprimido diário, e, diferente da opção que existe atualmente no mercado, não precisará ser em jejum.

Os estudos clínicos mais recentes mostram resultados animadores: perda de cerca de 12% do peso corporal, além de melhora em marcadores como colesterol, triglicerídeos e pressão arterial.

Então tenha ânimo, não interrompa o seu tratamento atual, a menos que ele não esteja ocorrendo sob orientação médica.

Se for este o caso, ou se você quer entender melhor as opções que existem e as que estão por vir, traçar um plano realmente eficaz, a consulta é o espaço ideal pra isso.

Dra. Karoline Medeiros
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