Ψ Alice Pacífico Ramos Ψ

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O Carnaval sempre me pareceu mais do que festa. Mais do que brilho, suor e música alta. Ele tem algo de rito — É quase u...
18/02/2026

O Carnaval sempre me pareceu mais do que festa. Mais do que brilho, suor e música alta. Ele tem algo de rito — É quase um portal onde a gente se permite sentir o que adiou o ano inteiro. Nesse Carnaval, algo em mim se abriu como avenida.

Em meio aos frevos, aos abraços apertados e aos reencontros inesperados, algo se abre por dentro. A gente encontra pessoas, mas também encontra versões antigas de si. Aquela amiga que não via há anos. Houve abraços que curaram rachaduras invisíveis. Aquela parte de nós que estava guardada, adormecida, esperando coragem para respirar de novo. Sensação de despedida como quem aprende a soltar sem deixar de amar.

E é curioso como, no meio da euforia, o choro chega. Lágrimas antigas, guardadas em silêncios longos. Não chorei só pelo que foi, mas porque estou viva!

Há despedidas também. Algumas sutis, quase invisíveis. Outras doídas, conscientes. Despedimo-nos de expectativas, de histórias que não continuam, de fantasias que já não cabem. E há uma cura silenciosa nisso: aceitar o fim como parte da dança.

O Carnaval ensina que estar vivo é sentir tudo — o riso largo e o nó na garganta. É cantar alto mesmo com a voz embargada. É permitir que o corpo conduza aquilo que a mente tentou controlar demais.

Curar-se no Carnaval não é esquecer. É lembrar com menos peso. É abraçar com mais presença. É deixar que as lágrimas lavem o que ficou endurecido.

E, quando a quarta-feira chega, sem glitter. A certeza de que ainda sentimos. E sentir, apesar de tudo, é estar profundamente VIVO.

24 de Janeiro de 2026, tentei e refiz esse texto diversas vezes, quis começar de uma uma forma diferente, mas como tudo ...
24/01/2026

24 de Janeiro de 2026, tentei e refiz esse texto diversas vezes, quis começar de uma uma forma diferente, mas como tudo se reorganizando por aqui ele incia assim:

Luanda faz seis meses e, com ela, tudo em mim se reorganiza. ( ou desorganiza?)
Antes mesmo da maternidade, o estudo já era território: a psicologia, a mulher e seus desdobramentos sempre foram meu campo de interesse, pesquisa e militância silenciosa. A teoria veio antes do colo. O pensamento veio antes do corpo materno.

Mas nesses seis meses, tudo o que eu sabia ganhou outra densidade. A ciência ganhou pele. A psicologia ganhou e se perdeu a prática nas madrugadas. As teorias, que antes habitavam livros e aulas, agora respiram no meu cotidiano. A maternidade não anulou o saber — ela o atravessou, o aprofundou, o desafiou.

E agora, junto com os seis meses, vem também o retorno da licença maternidade do vínculo CLT. Voltei a atender online com uns 3 meses, por necessidade por financeiro e numa tentativa de me sentir para além do SER MÃE. Um rito duro, pouco falado, atravessado por ambivalências. Deixar Luanda não é apenas uma separação prática: é uma ruptura simbólica. É entregar a outros braços aquilo que o meu corpo aprendeu a sustentar como mundo. É sair de casa com o peito cheio e o tempo quebrado, tentando caber numa lógica que não foi feita para mães, muito menos para mulheres inteiras.

Esse retorno escancara o quanto o patriarcado e o capitalismo organiza o trabalho, o tempo e o valor da vida, desconsiderando o cuidado como produção. E isso me atravessa com irritação, sim — mas é uma irritação lúcida, que desperta. Que me faz rever ainda mais o respeito, os silêncios impostos, e a necessidade de não me calar. Porque falar também é cuidar. Porque denunciar também é maternar.

Ser mãe intensificou meu compromisso com um mundo melhor. Um mundo que agora não é abstração — tem nome, corpo, cheiro e futuro.

Luanda me ensina que maternar também é um ato político.
E eu sigo, estudando, sentindo, falando — sem me calar ou tentando.

27 de dezembro de 2025. ☀️✨️⭐️Meu primeiro ano sendo mãe.Um ano que não passou por mim — me atravessou.Me desorganizou p...
27/12/2025

27 de dezembro de 2025. ☀️✨️⭐️

Meu primeiro ano sendo mãe.
Um ano que não passou por mim — me atravessou.
Me desorganizou por dentro, virou minhas certezas do avesso, refez meus contornos.
Nada em mim saiu ileso.
O corpo aprendeu outras medidas.
O tempo ganhou um ritmo que não obedece relógios.
O amor deixou de ser ideia e virou experiência viva, diária, exaustiva e infinita.
Este ano eu tentei, mas não consegui mais falar de mim no singular.
Porque agora tudo em mim carrega um novo adjetivo.
Eu sou mulher-mãe.
Sou casa, colo, porto e também mar revolto.

Ser mãe não foi um acréscimo.
Foi uma travessia.
Uma ruptura bonita e dolorida que me ensinou que não existe volta para quem pariu um mundo dentro de si.
Hoje celebro sem respostas prontas, afirmando o direito de existir em travessia, de não dar conta, de não ser a mesma, de ocupar espaço mesmo cansada. Este aniversário me reposiciona.

27 de dezembro marca um fim que nunca termina.
Porque depois desse ano, eu não sei mais existir sem dizer:
eu sou mãe.

🎉🎉🎉🎉🎉🎉🎉

Recife, 27 de dezembro de 2023. 💫🥳"Sempre falo da importância de celebrar os fins de ciclos, porém indo na contramão da ...
28/12/2024

Recife, 27 de dezembro de 2023. 💫🥳

"Sempre falo da importância de celebrar os fins de ciclos, porém indo na contramão da repetição. Esse ano, celebro o início da maior e mais encantada aventura de gestar um outro ser.

Abrindo um capítulo cheio de emoções, expectativas e novidades.

E a frase repetida que f**a:
A VIDA TÁ NEM AI PRA TEU PLANEJAMENTO!
( o não planejado que a gente, organiza, assimila e aguarda novos)

Esperem a Psico mais sensível que o comum! 🫣🤭🥹

...Mais um ciclo, né minha Alice?! 😅😌 Vou contar uma coisa pra vcs! Já que o horário permite. - Que ano! Bem clichê! Mas...
27/12/2023

...Mais um ciclo, né minha Alice?! 😅😌 Vou contar uma coisa pra vcs! Já que o horário permite.
- Que ano! Bem clichê! Mas que Ano. 2023, onde tive que aprender e superar todas minhas (in)de(cisões). Ressalto, que bom...
Afinal, aprendi a partilha-las. E partir...

Ouvir certo dia de uma pessoa especial, que embora a gente não entenda mas há males que vem pra nosso bem(e que bom). Mas, logo entendi que realmente a vida dá um sacode, pra tu entender que nem tudo é como a gente idealiza. E com lrtras garrafais e letreiros luminosos eu escrevi e repetir em algumas sessões, muito mais pra mim, que pra os consulentes. A VIDA NÃO É ORGANIZADA.
Que é necessário de desfazer das velhas roupas e dos sapatos que não cabem mais. Que aquele incômodo é necessidade para mudar e que tudo não é fixo nem muito menos imutável.(e que bom!)

E das coisas que nos surpreende, esse ano pude conhecer pessoas que transformariam a minha vida, voltei a fazer planos, pensar no futuro e acreditar em dias e momentos eternos e melhores.
E Alice, te desejo:✨ NOVO CICLO, com planos conquistados, sonhos renovados e realizados.✨♥️🍀 Pq o resto eu sei que tu não foges a luta. Vai e realiza. Parabéns, e vai viver tudo que há pra viver!

De Alice para Alice.

10/08/2023

Request a ride

14/12/2021

Ensine seu filho que a criança com deficiência não é coitadinha, esquisita e nem doentinha.

E se eu te disser que acabei de dar conta da dificuldade em tirar fotos sorrindo? ( Pode confirmar dando uma olhada no m...
25/02/2021

E se eu te disser que acabei de dar conta da dificuldade em tirar fotos sorrindo? ( Pode confirmar dando uma olhada no meu feed nas minhas desnecesselfs).
E nesse lugar de autoestima, autocuidado, auto aceitação que muitas vezes surge o ponto inicial da psicoterapia. Olho pra o lugar onde foi construída a minha auto imagem, lugar onde foi necessário usar aparelho desde de muito cedo, pois, segundo meus pais eu tinha dente de jacaré 🐊, (pausa dramática pra dizer que não vejo a hora de virar um) 😅. Fora os bullying dos coleguinhas👼🙇😈
Entre aparelhos móveis, fixos... ligas, anéis, extrações ... Dores, evitação de algumas comidas. Dores de cabeça, ouvido, nem vou citar os dias da manutenção, e um alinhamento possível, ainda escondo meu sorriso. De onde vem isso?
Vem de onde atribuí valor a mim mesma, a avaliação subjetiva de crenças positivas ou disfuncionais em algum grau. E é isso. Não precisamos dar conta de tudo, de ter o corpo perfeito ou ser emocionalmente 'bem resolvida' (sabe lá o que é isso). Nós não precisamos nos amar o tempo inteiro. Existe espaço dentro de nós para as decepções e as dúvidas - e está tudo bem esse espaço existir.
PS. :Antes de pandemia e coR4na havia me prometido sorrir mais para pessoas desconhecidas. Receber um sorriso espontâneo de volta, é uma das maiores conexões que temos aqui. Enfim, mas quero compartilhar também me dei conta quanto é lindo e minha real forma na qual possuo para agora, e isso não quer dizer que não possa mudar e quer realinhar, clarear, usar lentes.... (
Insight após o texto lido hoje sobre autoestima da ❤️ Obrigada por inspirar🥰😘

Aproveitando o    que hoje foi que mais rolou nas redes devido ao  .Nas apostas de indicadores de rejeições... Precisamo...
23/02/2021

Aproveitando o que hoje foi que mais rolou nas redes devido ao .
Nas apostas de indicadores de rejeições... Precisamos lembrar que não podemos é fazer com ela o que ela faz com outros na casa (programa de televisão)...Bullying e abuso psicológico devem ser combatidos, jamais reproduzidos.
A participante precisa sair sim, afinal faz parte do jogo! Enquanto, sociedade o que não podemos é alimentar e reproduzir os ataques.
Afinal... Cancelador é aquele que o céu se abre, e ele desce pra ensinar você, ele é perfeita (...);
Coloca aí a % que tu concorda com meu posicionamento??
E só pra ressaltar Não tenho nada pra sortear, não! 😅😌😁

23/02/2021

Endereço

Recife, PE
50050-400

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