16/05/2026
O que o meu joelho me ensinou sobre a menopausa. 🍃
Há uma semana, o plano era perfeito. Mas no meio do treino, o joelho esquerdo cobrou a conta. Dor, desconforto e a frustração de precisar terminar caminhando a poucas semanas de um objetivo importante.
A primeira reação automática da nossa mente costuma ser o desespero ou a teimosia de seguir em frente a qualquer custo. Mas a maturidade nos traz um superpoder: a capacidade de reajustar os ponteiros.
Em vez de parar tudo ou ignorar o aviso, a estratégia mudou:
• Reduzi o volume e a intensidade.
• Dobrei a fisioterapia.
• Foquei ainda mais no fortalecimento muscular (que, como sempre digo, é inegociável).
Resultado? 16km finalizados com sucesso hoje . Com respeito ao corpo, com leveza e com a confiança renovada para os próximos passos.
Na transição para a menopausa e na perimenopausa, o processo é exatamente o mesmo.
Muitas mulheres chegam ao consultório frustradas porque o corpo que funcionava perfeitamente aos 30 anos, de repente, parece “mudar as regras do jogo”. O sono falha, a oscilação de humor aparece, a composição corporal muda e aquela energia de antes oscila.
A tendência de muitas é tentar “forçar a barra” com as mesmas estratégias antigas ou, por outro lado, chutar o balde e desistir.
Mas a verdade é que a perimenopausa não é o fim da linha; é o momento exato de reajustar os ponteiros do tratamento.
O equilíbrio hormonal e metabólico nesta fase exige olhar para a paciente, não apenas para o número frios de um laboratório. Se o sintoma mudou, a dose muda. Se a rotina apertou, o estilo de vida se adapta. O que funcionava há seis meses pode precisar de um ajuste fino hoje.
Resiliência na saúde não é aguentar a dor calada. É ter a sabedoria de recalcular a rota, fortalecer a base e continuar em movimento no seu ritmo, mas sempre em frente.
Como estão os ponteiros da sua saúde por aí hoje? Precisando de um ajuste fino na rota?