14/08/2026
Recebo essa pergunta inúmeras vezes: “Doutor, qual é o melhor exame para descobrir uma neuropatia? Por que dói tanto?”
Muitos pacientes fazem de tudo — ressonância, tomografia, eletroneuromiografia — e continuam no escuro.
A verdade nua e crua é que acredito que o melhor exame é um especialista que realmente sabe examinar, que sabe procurar. Não precisa ser eu não. Tem muita gente boa por aí, muita gente treinada. E sabe quem está pronto para te ajudar? Os bons radiologistas (marquei alguns aqui).
O que mais tem mudado minha prática nos últimos anos é o contato com excelentes especialistas em ultrassom de nervos periféricos. Esse exame é mágico — não literalmente, mas bem próximo disso.
Porque no consultório consigo ajudar o paciente a sentir melhor, mas o ser humano tem uma necessidade visceral de ver com seus próprios olhos. O ultrassom materializa a dor de muita gente. Radiologistas e pacientes conseguem enxergar juntos o que está acontecendo dentro do corpo. Não é mais a dor que você imagina — é a dor que a gente vê. A dor deixa de ser invisível.
Isso é transformador.
Conheço um cara que convive com dor há 19 anos. Desde os 18 anos. Dor nos quadris, dor na coluna. Ninguém merece passar mais da metade da sua vida sofrendo assim.
A verdade é que nervos comprimidos são difíceis de serem enxergados, mas a partir do momento que você consegue ver, consegue encontrar uma solução. Essa solução já tem mostrado melhoras reais. Esperança real.
Sua história me motiva a continuar olhando com outros olhos.
E agradeço profundamente a todos os radiologistas que se empenham em tentar enxergar a dor do próximo.
Se você tem dor crônica e nunca investigou adequadamente, saiba que respostas existem. Às vezes, basta o exame certo e o especialista certo.