Dra. Calina Lima

Dra. Calina Lima Médica | Anestesiologista | Medicina Integral (Integração Medicina Convencional e Alternativa) | Estudiosa da Medicina Quântica

A pré-habilitação cirúrgica é baseada na otimização de variáveis que impactam diretamente o desfecho, com destaque para ...
14/04/2026

A pré-habilitação cirúrgica é baseada na otimização de variáveis que impactam diretamente o desfecho, com destaque para o estado nutricional e o controle metabólico.

Pacientes em uso de agonistas de GLP-1, como o Mounjaro, frequentemente precisam suspender a medicação antes da cirurgia.

Toda a discussão que vejo hoje é sobre quanto tempo antes da cirurgia devo suspender. Ninguém discutindo sobre o que fazer com o paciente na ocasião da suspensão.

O ponto é que essa suspensão não é neutra.

Ao retirar a medicação, o paciente pode perder parte do controle sobre o apetite, a glicemia e o padrão alimentar, retornando ao seu estado metabólico de descompensação.

Sem uma estratégia de transição, isso pode gerar instabilidade justamente no período crítico de um pré e pós operatório.

Nesse contexto, abordagens como a modulação da microbiota intestinal, incluindo o uso de Akkermansia muciniphila, vêm sendo estudadas como uma das formas de apoiar o controle metabólico durante essa fase.

O objetivo não é substituir a medicação,
mas reduzir o impacto da sua retirada.

Ignorar essa transição é negligenciar uma variável importantíssima para o desfecho cirúrgico.

A discussão sobre pré-habilitação em cirurgia cardíaca ainda está mal colocada.Não porque falte evidência.Mas porque fal...
08/04/2026

A discussão sobre pré-habilitação em cirurgia cardíaca ainda está mal colocada.

Não porque falte evidência.
Mas porque falta definição.

Chamamos de pré-habilitação protocolos que, na prática, não controlam as principais variáveis que determinam o desfecho.

O estudo PREQUEL adiciona dados importantes mas, principalmente, expõe essa lacuna.

Pacientes com anemia.
Adesão incerta.
Ausência de controle de variáveis metabólicas relevantes.

E então tentamos medir o impacto de uma intervenção
em um organismo que ainda não foi otimizado.

Isso não é pré-habilitação.

É preparação parcial.

Em medicina baseada em evidência,
não basta testar uma intervenção.

É preciso garantir que o modelo testado seja biologicamente coerente.

Porque, caso contrário, o resultado não responde à pergunta clínica.
Apenas reflete a limitação do desenho.

Pré-habilitação não é sobre iniciar exercício antes da cirurgia.

É sobre remover os obstáculos que impedem o paciente de responder positivamente ao estresse cirúrgico.

E isso exige mais do que protocolo.
Exige coordenação.

Talvez a discussão não seja se a pré-habilitação funciona.

Talvez seja se já começamos, de fato, a fazê-la do jeito certo.

Nem toda complicação perioperatória é imprevisível.Algumas são apenas não reconhecidas a tempo.A Síndrome de Ativação Ma...
31/03/2026

Nem toda complicação perioperatória é imprevisível.
Algumas são apenas não reconhecidas a tempo.

A Síndrome de Ativação Mastocitária (MCAS) é uma delas.



Mastócitos hiperreativos liberam mediadores como histamina, triptase e prostaglandinas de forma desregulada.

O resultado?
• instabilidade hemodinâmica
• broncoespasmo
• reações anafilactoides
• dor desproporcional
• recuperação imprevisível

E, muitas vezes, isso acontece em pacientes “sem diagnóstico”.



O problema não é a ausência de exame.

É a ausência de suspeita.

MCAS é, antes de tudo, um diagnóstico clínico.



Quando pensar nisso?
• “alergias múltiplas” ou reações a diferentes fármacos
• flushing, prurido, urticária sem causa clara
• sintomas gastrointestinais recorrentes
• piora com estresse, calor ou medicamentos
• sintomas flutuantes e multissistêmicos



E os exames?

Eles não fecham diagnóstico.
Mas contam uma história (para quem sabe ler):
• eosinófilos em limite alto
• marcadores inflamatórios/coagulantes discretamente elevados (ex: fibrinogênio, dímero-D)
• associação com doenças autoimunes (ex: anti-TPO elevado)

Com frequência: PCR normal.

👉 O padrão é sutil.
👉 O erro é esperar alterações grosseiras.



⚠️ Por que isso importa na prática?

Porque o gatilho pode ser a própria cirurgia:
• anestésicos
• opioides
• antibióticos
• contraste
• estresse cirúrgico

E o que era “um paciente estável”…
vira uma resposta imprevisível.



🎯 O que muda quando você reconhece?
- pré-medicação adequada (anti-histamínicos, estabilizadores mastocitários iniciando 7 dias antes da cirurgia)
- suplementação estratégica com Vit C, Quercetina, NAC
- escolha mais criteriosa de fármacos no perioperatorio
- planejamento anestésico apropriado
- redução de complicações



No fim, é simples:

Você não trata mastócitos.
Você trata a capacidade do organismo de responder ao estresse cirúrgico.

Tudo isso antes da indução anestésica.

30/03/2026

Paciente vegano no pré-operatório não é problema.
Deficiência nutricional não identif**ada é.

A cirurgia induz resposta inflamatória, catabolismo e aumento da demanda metabólica.
E a literatura é clara: estado nutricional inadequado aumenta complicações, tempo de internação e piora recuperação.

O ponto não é a dieta.
É a disponibilidade de substrato para cicatrização e resposta imune.

O que precisa ser objetivamente avaliado:

1. Proteína (não só quantidade, mas qualidade)
Dietas veganas podem ter menor densidade proteica e perfil de aminoácidos limitante.
→ precisa de ajuste de alvo prático no perioperatório

2. Ferro e anemia
Deficiência de ferro é mais prevalente.
→ deficiência de ferro pré-operatória está associada a maiores complicações. Ajuste o alvo da Saturação de transferrina.

3. Vitamina B12
Deficiência comum em dietas estritas.
→ impacto hematológico e neurológico. Ideal acima de 500.

4. Zinco
Essencial para cicatrização e imunidade
→ frequentemente negligenciado. Ideal no quarto quartil.

5. Estado nutricional global
Ferramentas como NRS-2002 ou avaliação clínica direcionam intervenção.



O ponto que importa:

A pré-habilitação não é sobre dieta.
É sobre reserva fisiológica disponível no momento da agressão cirúrgica.

Se isso não for corrigido antes…
vai ser cobrado depois em forma de complicação.



Isso é prática clínica.
Não opinião.

Fomos ali e voltamos❤️… Bate e volta em SP
29/03/2026

Fomos ali e voltamos❤️…
Bate e volta em SP

26/03/2026

Na verdade, existem 3 vias. E entender isso muda o jogo:

O paciente contrata quando sente medo.
O hospital contrata quando quer reduzir custo e complicação.
Mas é o cirurgião que contrata quando busca excelência de resultado.

São caminhos diferentes…
com o mesmo objetivo: chegar melhor na cirurgia para garantir o melhor resultado.

Pré-habilitação não é um serviço “a mais”.
É uma estratégia de desfecho.

E quando ninguém assume esse papel,
o risco não desaparece…
ele só f**a sem gestão.

24/03/2026

A pré-habilitação cirúrgica já está consolidada na literatura científ**a há anos.

Estudos mostram melhora da capacidade funcional, redução de complicações e menor tempo de internação.

Mesmo assim, ainda é pouco incorporada na prática clínica.

O ponto central é simples:

a cirurgia impõe um estresse fisiológico signif**ativo.
E o desfecho depende da reserva do paciente.

Quando essa reserva é otimizada antes do procedimento, a resposta ao trauma cirúrgico muda.

E, com isso, mudam também os resultados.

A cirurgia não começa na incisão.Começa antes.O procedimento cirúrgico é um estressor fisiológico relevante, com impacto...
23/03/2026

A cirurgia não começa na incisão.

Começa antes.

O procedimento cirúrgico é um estressor fisiológico relevante, com impacto inflamatório, metabólico e hemodinâmico.

O que determina o desfecho não é apenas a técnica cirúrgica.
É a capacidade do paciente de responder a esse estresse.

É aqui que entra a pré-habilitação.

Ao otimizar capacidade funcional e psicológica no pré-operatório, você aumenta a reserva fisiológica e reduz a probabilidade de complicações.

Isso se traduz em:

• menor morbidade
• melhor recuperação
• menor tempo de internação

Pré-habilitação não é complemento.

É estratégia perioperatória.

A maioria das consultas pré-anestésicas existe para evitar problema jurídico.Não para melhorar desfecho.“Exames normais....
27/02/2026

A maioria das consultas pré-anestésicas existe para evitar problema jurídico.

Não para melhorar desfecho.

“Exames normais.”
“Paciente apto.”
“Cirurgia liberada.”

Isso não é estratégia.
É protocolo mínimo.

A pergunta certa nunca foi:
👉 Ele pode operar?

A pergunta certa é:
👉 Ele está biologicamente preparado para vencer o trauma cirúrgico?

Existe uma diferença brutal entre estar dentro da normalidade estatística…
e estar otimizado para performar sob estresse metabólico.

Quem entende isso pára de discutir risco.
Passa a construir performance.

A Nova Anestesiologia não começa na indução.
Começa semanas antes.

Siga para entender como se constrói desfecho antes da incisão.

CORE.

Endereço

Avenida Republica Do Líbano, 251
Recife, PE
51110160

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