28/01/2026
01. O clínico deve conversar com o tutor, e explicar a importância do jejum alimentar, na realização dos exames, e o quanto um jejum incorreto pode interferir (clinicamente, financeiramente, e em outros aspectos), este time tutor e clínico, deve jogar junto, pois um tentando e o outro não colaborando, só há um resultado, a piora do quadro do paciente;
02. O tutor não pode omitir fatos (por mais estranhos ou atípicos que sejam), e o clínico deve avaliar o seu paciente: Tem histórico de lipemia? Está acima do peso? Come quantas vezes ao dia? Come o quê? Estas e outras perguntas, por mais básica e simples que pareçam, vão influenciar no tempo e tipo de jejum adotado.
Exemplo: Em um paciente acima do peso, um jejum alimentar de 8h, provavelmente não será suficiente para a obtenção de uma boa amostra sanguínea (com qualidade) para exames, possivelmente será necessário um jejum mais longo, 10, 12 ou 14h. Dependendo da quantidade de alimento oferecida normalmente e do tipo de alimento, esta quantidade também pode ser diminuída, diminuindo assim o tempo do ato da digestão.
03. Há a formulação geral de jejum (8 a 10h, 10 a 12 ou de 8 a 12h), mas há também a particularidade do indivíduo (que tem que ser respeitada).
04. Na maioria dos casos um jejum bem estipulado, verificando o tipo de alimento, a sua quantidade e o tempo a ser utilizado, dá bons resultados;
05. Todas as vezes que a lipemia se tornar resistente, o clínico deve ter muita atenção a este fato, esta característica(alteração), pode ser o sinal de grandes problemas.
06. Após checar no laboratório se sua amostra apresenta alterações como lipemia, hemólise e/ou icterícia, isso vai constar nas observações do laudo, e o clínico com base em toda sua expertise, tem como pesquisar e identificar, onde, como e porque isso aconteceu. E ele também saberá o momento correto de procurar um especialista.