Flavio Maciel - Fisioterapeuta

Flavio Maciel - Fisioterapeuta Informações técnicas e científ**as relacionadas à Fisioterapia Respiratória, Cardiovascular e

29/08/2026

Estamos chegando ao último capítulo da Jornada do Paciente em Ventilação Mecânica!

Quando o paciente melhora, surge uma das decisões mais delicadas: quando é realmente o momento de extubar?

Na próxima terça, dia 1º de setembro, às 20h, vamos conversar sobre desmame, teste de respiração espontânea, decisão de extubação e estratégias para reduzir o risco de falha e reintubação.

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6mL/Kg de peso predito não resolve tudo!6 mL/kg PBW virou quase um sinônimo de ventilação protetora.Mas a verdade não é ...
29/08/2026

6mL/Kg de peso predito não resolve tudo!

6 mL/kg PBW virou quase um sinônimo de ventilação protetora.
Mas a verdade não é bem essa.

Dois pacientes podem receber exatamente o mesmo VC calculado pelo peso predito e experimentar cargas mecânicas muito diferentes.

Por quê?

Porque quem recebe esse volume não é o peso corporal predito.

É o pulmão aerado disponível naquele momento.

E esse baby lung pode ser muito pequeno em um paciente, maior em outro e ainda mudar ao longo da evolução da SDRA.

Por isso, cumprir a meta de VT não encerra o raciocínio.

É preciso perguntar o que aconteceu com a driving pressure, a complacência, a Pplat, a hemodinâmica e a distribuição da ventilação.

O mesmo vale para a PEEP.

Se a PaO₂/FiO₂ melhorou após aumentá-la, isso é uma informação importante.

Mas não responde sozinho à pergunta mais relevante:

eu recrutei pulmão ou apenas distendi mais aquilo que já estava aberto?

E há uma camada adicional que muitas vezes passa despercebida: quando o paciente volta a respirar espontaneamente, proteção pulmonar deixa de depender apenas das pressões programadas no ventilador.

Drive elevado e esforço inspiratório excessivo também podem aumentar stress e strain.

É aí que ventilação protetora deixa de ser uma sequência de números e passa a ser interpretação fisiológica contínua.

VT baixo continua importante.
Pplat continua importante.
PEEP continua importante.

Mas nenhum deles, isoladamente, garante proteção.

O protocolo define uma zona de segurança.
A resposta do paciente mostra se você realmente está dentro dela.

É esse raciocínio que diferencia “ajustar parâmetros” de conduzir ventilação mecânica de forma individualizada.

Se você quer aprofundar mecânica respiratória, recrutabilidade, drive e tomada de decisão à beira-leito, comente TRILHA ou acesse o link da bio.

📚Silva PL, Nisticò D, Rocco PRM, Battaglini D. Acute Respiratory Distress Syndrome: Current and Emerging Approaches to Lung Protection. Clinics in Chest Medicine. 2026;47(3):483–498.

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28/08/2026

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“Se precisar, a gente reintuba.”A frase parece pragmática.E, em algumas situações, reintubar será realmente a decisão co...
27/08/2026

“Se precisar, a gente reintuba.”

A frase parece pragmática.
E, em algumas situações, reintubar será realmente a decisão correta.

O problema começa quando a possibilidade de reintubação passa a substituir uma boa decisão de extubação.

Porque existe uma diferença importante entre:

aceitar que nenhuma extubação tem risco zero
e
ignorar sinais de que aquele paciente ainda tem grande chance de falhar.

Um TRE bem-sucedido responde uma pergunta fundamental:
o paciente consegue sustentar a respiração espontânea com pouca ou nenhuma assistência?

Mas a vida depois do tubo exige outras competências.

O paciente precisa manter a via aérea pérvia, proteger-se, tossir, eliminar secreções e suportar a transição fisiológica que acontece quando retiramos a pressão positiva.

É justamente por isso que alguns pacientes passam tranquilamente pelo TRE e, horas depois, precisam ser reintubados.

A decisão mais madura não é procurar um teste que diga “EXTUBA / NÃO EXTUBA”.

É reconhecer o fenótipo de risco e perguntar:

o que ainda posso modif**ar antes da extubação e o que preciso planejar para depois dela?

Às vezes será otimizar secreções.
Às vezes será melhorar o nível de consciência.
Às vezes será planejar CNAF ou VNI profilática em um paciente de alto risco.
E, em algumas situações, será simplesmente reconhecer que ainda não chegou a hora.

Porque o objetivo não é manter o tubo até que o risco seja zero.

É retirar o tubo quando o benefício de extubar supera o risco de permanecer intubado — e fazer isso com uma estratégia para aumentar a chance de sucesso.

Afinal, reintubação quase dobra a mort@lid@de.

Esse tipo de decisão não cabe em um único número.

Cabe em raciocínio clínico.

É exatamente essa capacidade de interpretar o paciente, e não apenas seguir protocolos, que desenvolvemos na Trilha Expert em Ventilação Mecânica, agora com acesso liberado por 2 anos.

Comente TRILHA que eu te envio as informações para participar, ou acesse o link da bio.

Talvez você já tenha ouvido essa frase em algum plantão.E o problema não está na VNI.Está no “pra aliviar”.VNI não é ana...
27/08/2026

Talvez você já tenha ouvido essa frase em algum plantão.

E o problema não está na VNI.

Está no “pra aliviar”.

VNI não é analgésico para dispneia.
Não é uma tentativa enquanto “a gente vê o que acontece”.
E muito menos uma forma de ganhar tempo diante de um paciente que está deteriorando.

Antes de colocar uma interface no rosto do paciente, algumas perguntas precisam estar respondidas:

O que está causando a insuficiência respiratória?
Existe indicação para VNI neste cenário?
O que eu espero que melhore?
Em quanto tempo?
E qual será meu critério para dizer: falhou?

Essa última pergunta talvez seja a mais negligenciada.

Porque saber começar uma VNI é relativamente fácil.

Mais difícil é reconhecer quando a resposta não está acontecendo e ter maturidade clínica para mudar de estratégia antes que seja tarde.

E existe ainda outro risco: quando estamos concentrados em fazer uma terapia “funcionar”, podemos deixar de perceber que o diagnóstico está mudando diante dos nossos olhos.

Por isso, ventilação não pode ser conduzida como tentativa e erro.

Indicação → ajuste → monitorização → resposta → decisão.

Dominar VNI não signif**a saber colocar IPAP e EPAP.

Signif**a saber em quem usar, como usar, o que observar e quando parar de insistir.

É esse tipo de raciocínio que desenvolvemos na Trilha Expert — Formação em Ventilação Mecânica Adulto.

Quer aprender ventilação para tomar decisões, e não apenas ajustar parâmetros? Comente TRILHA que eu envio o link para inscrição, agora com 2 anos de acesso liberado.

E compartilha este post para alertar quem costuma pensar e dizer:

“Mete logo uma VNI pra aliviar.”

85% é um número. Não é sinônimo de conduta.Talvez um dos erros mais perigosos no cuidado respiratório seja transformar n...
25/08/2026

85% é um número. Não é sinônimo de conduta.

Talvez um dos erros mais perigosos no cuidado respiratório seja transformar números em comandos automáticos:

SpO₂ caiu → aumenta O₂.
PaCO₂ subiu → vamos “lavar o CO₂”.
P0.1 aumentou → mexe no ventilador.

Parece lógico. Mas falta uma etapa.

Perguntar por quê.

Porque dois pacientes podem chegar à sua frente com exatamente 85% de SpO₂ e precisarem de estratégias completamente diferentes.

Na exacerbação da DPOC, isso f**a ainda mais evidente. O paciente precisa ser melhor ventilado, a hipoxemia vai ser tratada, mas oxigênio isoladamente e em alta dose, não deve ser administrado.

Em pacientes com insuficiência respiratória hipercápnica, ele deve ser titulado, em geral buscando SpO₂ de 88–92%, em conjunto com o tratamento do problema ventilatório.

E, se existe insuficiência respiratória hipercápnica acidótica, talvez a pergunta mais importante já nem seja:

“Quanto de oxigênio eu coloco?”

Mas:

“Esse paciente precisa de suporte ventilatório?”

É justamente essa mudança que diferencia ajustar dispositivos de tomar decisões clínicas.

Número → mecanismo → intervenção → reavaliação.

É esse raciocínio que eu quero que você leve para a beira do leito.

Se você quer deixar de apenas decorar parâmetros e aprender a raciocinar ventilação mecânica, comente TRILHA. Eu envio as informações para você conhecer a Trilha Expert — Formação em Ventilação Mecânica Adulto.

E antes disso: compartilhe este post para avisar aquele grupo da UTI onde a discussão “aumenta ou diminui o O₂?” acontece toda semana.

Hoje, às 20h, teremos o 4º encontro da Jornada do Paciente em Ventilação Mecânica, ao vivo no YouTube.O ventilador está ...
25/08/2026

Hoje, às 20h, teremos o 4º encontro da Jornada do Paciente em Ventilação Mecânica, ao vivo no YouTube.

O ventilador está ajustado. Mas o paciente continua “brigando”: onde está o problema?

Vamos discutir drive, esforço, assincronias e proteção pulmonar e diafragmática, entendendo quando uma ventilação aparentemente adequada deixa de ser realmente protetora.

Ainda não se inscreveu? Ainda dá tempo e é gratuito! Os encontros anteriores já estão gravados e disponíveis para os inscritos.

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Aguardamos você às 20h!

Hoje, às 20h, teremos o 4º encontro da Jornada do Paciente em Ventilação Mecânica, ao vivo no YouTube.No encontro de hoj...
25/08/2026

Hoje, às 20h, teremos o 4º encontro da Jornada do Paciente em Ventilação Mecânica, ao vivo no YouTube.

No encontro de hoje, vamos avançar para uma etapa ainda mais desafiadora da jornada:

Quando o ventilador deixa de ajudar: como reconhecer e corrigir os problemas mais difíceis.

Ainda não se inscreveu? Ainda dá tempo e é gratuito! Os encontros anteriores já estão gravados e disponíveis para os inscritos.

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Aguardamos você às 20h!

24/08/2026

Manter-se atualizado também faz parte da prática profissional.

A Ventilação Mecânica está em constante evolução, e acompanhar novos conhecimentos e evidências é essencial para quem busca aprimorar sua tomada de decisão na prática.

A TRILHA EXPERT traz uma formação completa e atualizada, com 15 novos módulos e mais de 160 horas de conteúdo, além de PDFs das aulas e uma pasta de artigos científicos.

💻 E você ainda tem 1 ano de acesso para assistir, rever e consultar o conteúdo sempre que precisar.

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Não adianta medir P0.1, Pooc, se não souber interpretar a clínica do paciente.P0.1 é Pooc elevadas, FR alta e outros sin...
23/08/2026

Não adianta medir P0.1, Pooc, se não souber interpretar a clínica do paciente.

P0.1 é Pooc elevadas, FR alta e outros sinais de desconforto sempre se trata aumentando a pressão de suporte ou retornando para PCV.

Às vezes, fazer isso só esconde o problema.

Dor, febre, acidose, ansiedade, auto-PEEP, secreção, instabilidade alveolar, entre outros problemas, podem estar por trás disso.

Antes de “tratar o número”, descubra por que o paciente está ventilando daquele jeito.

Ventilação mecânica não é normalizar parâmetros. É interpretar o que o paciente nos mostra.

O ventilador está mostrando cada vez mais números.

Mas a verdade é que isso nas mãos de alguém que não domina de fato a ventilação mecânica, trata-se apenas de informação sem propósito.

O problema é quando começamos a tratar números em vez de tratar pacientes.

P0.1 elevado? Pocc muito negativa? Frequência respiratória subindo? VC alto?

Essas informações acendem alertas. Mas não dizem, sozinhas, qual botão você deve apertar, qual parâmetro mudar, ou qual modo utilizar.

O mesmo drive ventilatório elevado pode ter causas, e exigir condutas, completamente diferentes.

É justamente aí que existe uma diferença entre conhecer um parâmetro e saber utilizá-lo para tomar uma decisão clínica.

Ventilação mecânica individualizada exige integrar monitorização, fisiologia, mecânica respiratória e aquilo que o paciente está nos mostrando à beira-leito.

O número aponta o problema.
O raciocínio define a conduta.

E é exatamente esse tipo de raciocínio que desenvolvemos na TRILHA — Formação em Ventilação Mecânica Adulto.

Se você quer sair da lógica de apenas ajustar parâmetros e aprender a interpretar o paciente para tomar decisões mais seguras na ventilação mecânica, comente TRILHA ou acesse o link da bio para fazer sua inscrição.

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