Psicóloga Maria Clara Miguel Descendente de Melo Silva

Psicóloga Maria Clara Miguel Descendente de Melo Silva PSICOTERAPIA ONLINE
Te ajudo a superar a compulsão alimentar. Psicóloga Clínica Cognitivo-Compo Será uma honra te ajudar! :)

A psicoterapia clínica é um espaço sigiloso e livre de julgamentos. Aqui você aprenderá a lidar com emoções difíceis e agir na direção dos seus valores e objetivos. O meu foco de atuação tem sido no tratamento de compulsão alimentar, mas eu também tenho experiência e capacitação para o tratamento de anorexia, bulimia, transtornos de ansiedede, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo, treino de

habilidades sociais, tomada de decisão, conflitos existenciais, resolução de problema e promoção de qualidade de vida. A psicoterapia é indicada não só para quem tem transtornos, mas também para quem deseja resolver problemas situacionais da vida cotidiana, prevenindo o adoecimento mental e promovendo saúde e qualidade de vida. Ao iniciar o processo terapêutico, é importante que você esteja presente nas sessões semanalmente e aplique os novos aprendizados em sua vida cotidiana. Os horários são combinado de maneira personalizada, de acordo com a sua rotina e a disponibilidade da minha agenda. Sou especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, mestre em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento, e especialista em Neurociência Aplicada. Se quiseres saber mais sobre mim, só é jogar Maria Clara Descendente no Google! ;)

Seja bem vindo!

05/08/2026

Muitas vezes, a autodepreciação chega disfarçada de humor.

Quando um adolescente br**ca que “só serve para comer e dormir”, ou usa personagens e memes para rir do próprio peso e comportamento alimentar, os pais costumam rir junto, achando que é apenas uma piada inofensiva.

Mas o que realmente está acontecendo no silêncio da mente do seu filho?

Na psicologia do desenvolvimento, sabemos que a autocrítica cruel não nasce pronta na vida adulta, ela é semeada desde a juventude.

Sem perceber, o seu filho absorve os comentários que ouve em casa sobre corpos, dietas e “culpa ao comer”. Ele assiste aos adultos se punindo pelo que comeram e, rapidamente, começam a aplicar essa mesma lógica punitiva a si mesmo.

Se o diálogo interno dele já é povoado por acusações de que ele “come demais”, “é preguiçoso” ou “está fora do padrão”, o terreno para o desenvolvimento de um transtorno alimentar ou de uma depressão está sendo preparado silenciosamente.

Como pais, o papel de vocês é ser o filtro desse barulho externo. É preciso prestar atenção não apenas no que os filhos dizem a sério, mas no teor das piadas que eles fazem sobre si mesmos.

Se você notar que o seu filho tem sido o próprio pior juiz, mude o tom das conversas em casa, evite julgar o corpo de outras pessoas (e o seu próprio) perto dele, não associe comida a prêmio, castigo ou culpa e ajude-o a ver que o valor dele vai muito além da aparência.

Seja a voz de acolhimento e realidade que neutraliza a voz cruel da mente dele.

Salve este alerta e compartilhe com outros pais que precisam ter esse olhar atento e protetor sobre o diálogo interno dos seus filhos. 🤍

Sentir que você não tem freio diante da comida é uma das experiências mais angustiantes e solitárias que existem.A sensa...
03/08/2026

Sentir que você não tem freio diante da comida é uma das experiências mais angustiantes e solitárias que existem.

A sensação de impotência ao ver o prato vazio e perceber que comeu muito além da sua saciedade gera uma “ressaca moral” violenta, que te faz acordar no dia seguinte prometendo compensar o erro.

Mas quando você classifica um alimento como “proibido”, o seu cérebro passa a hipervalorizar aquela comida. A dopamina dispara de forma avassaladora apenas com a ideia de consumir o que está vetado.

Na prática, quando você finalmente cede e come o chocolate ou a pizza que tentou evitar a semana inteira, o seu cérebro experimenta um pico dopaminérgico tão alto que a sua capacidade de racionalizar e perceber os sinais físicos de saciedade é temporariamente silenciada.

A cura da perda de controle com a comida não se faz aumentando a vigilância ou criando mais barreiras de autocontrole.

Na terapia especializada, o caminho é justamente o oposto: é o processo de habitação. Quando um alimento deixa de ser proibido e passa a ser permitido, ele perde o poder de urgência sobre você. É quando você sabe que pode comer o chocolate amanhã que você se torna capaz de comer apenas um pedaço dele hoje.

Esse post fez sentido para você? Então me conta nos comentários que tipo de comida te faz ter a sensação de que não dá para parar.

Vincular o seu bem-estar emocional à estabilidade da sua aparência física é assinar um contrato de ansiedade a longo pra...
01/08/2026

Vincular o seu bem-estar emocional à estabilidade da sua aparência física é assinar um contrato de ansiedade a longo prazo.

Quando a sua autoimagem depende exclusivamente do reflexo no espelho, você se torna refém de uma estrutura biológica que, por natureza, é instável e imperfeita.

O que acontece na sua mente quando você vive sob essa condição?

Para sustentar a ilusão de controle sobre o corpo, a sua mente desenvolve o que na psicologia chamamos de hipervigilância corporal.

Sem perceber, você passa o dia realizando pequenos rituais de checagem, como se olhar em cada superfície reflexiva que passa na rua, apertar a cintura para ver se mudou de tamanho.

O grande problema é que esses comportamentos de checagem apenas alimentam. Quanto mais você monitora o seu corpo, mais defeitos a sua mente encontra para justificar a sua insatisfação.

Na terapia, o nosso trabalho não é fazer você amar cada detalhe do seu corpo de forma mágica.

O objetivo clínico é ajudar a sua mente a entender que o seu corpo é apenas o veículo que te transporta pela vida, e não um objeto em constante exposição para julgamento e construir uma identidade que permaneça intacta e segura, mesmo quando a biologia e o tempo trouxerem as mudanças que eles inevitavelmente trarão.

Envie este post para aquela amiga que precisa lembrar que a vida dela é grande demais para caber apenas no espelho. 🤍

“Clean girl”, “that girl”, rotinas milimetricamente planejadas, pratos coloridos que parecem obras de arte e corpos que ...
24/07/2026

“Clean girl”, “that girl”, rotinas milimetricamente planejadas, pratos coloridos que parecem obras de arte e corpos que mudam de formato a cada nova tendência.

Na internet, a rigidez extrema e o comportamento de controle, são escondidos sob o selo de uma “aesthetic” bonita e desejável.

Mas o que ninguém te mostra nos vídeos de 15 segundos é o preço que se paga para sustentar essa perfeição artificial.

Mas quando você vive uma busca incessante por caber em um molde digital, você esquece a sua vida real para performar uma vida idealizada para os outros verem.

Nenhuma estética vale a sua desregulação emocional. Nenhum feed organizado vale o cansaço crônico de se avaliar e se comparar o tempo todo.

A sua vida e o seu corpo são grandes e complexos demais para caberem nas regras de um algoritmo que muda a cada duas semanas.

Você não precisa de aprovação virtual para validar quem você é. Proteja a sua saúde mental dessas armadilhas.

22/07/2026

A adolescência é uma fase cheia de mudanças, mas alguns comportamentos em relação à comida e ao corpo não devem ser ignorados. Os transtornos alimentares são condições sérias de saúde mental, e identificar os primeiros sinais pode mudar o rumo do tratamento.

Assista ao vídeo para entender detalhadamente cada um desses sinais.

📌 Salve este post para consultar sempre que precisar e compartilhe com outros pais e responsáveis, essa informação pode ajudar uma família hoje!

É muito fácil cair na armadilha de olhar para o espelho, para as suas próprias emoções, e sentir que você é um projeto q...
22/07/2026

É muito fácil cair na armadilha de olhar para o espelho, para as suas próprias emoções, e sentir que você é um projeto que deu errado.

Mas eu quero que você respire fundo e tire esse peso dos ombros agora.

Você não é um problema a ser consertado. Você não é um erro ou um fardo para as pessoas ao seu redor. O transtorno alimentar e o controle com a comida não definem quem você é.

A sua sensibilidade e a sua intensidade não são defeitos de fabricação. O que está acontecendo é que você ainda está aprendendo a habitar o seu próprio corpo e a navegar pelas suas emoções sem precisar se punir ou tentar controlar tudo para se sentir segura, e esse aprendizado leva tempo.

A terapia não serve para criar uma versão perfeita de você, até porque seria um objetivo humanamente impossível. Mas para te dar ferramentas para baixar o volume da autocrítica, te ajudar a viver com sua autenticidade, leveza e aceitar o respeito e de paz que você é digna de experienciar, exatamente por ser quem você é.

Você não precisa ser perfeita e a cura acontece aos poucos. Tire o foco do que falta e olhe com carinho para o que você tem feito momento a momento que te ajuda a caminhar todos os dias. Resiliência e compaixão é o que mais nos ajudar a persistir na direção do que verdadeiramente nos faz bem.

Compartilhe este lembrete com uma amiga que também anda se cobrando demais e precisa se enxergar com mais autocompaixão hoje. 🤍

“Nossa, que foco! Queria ter essa força de vontade”.Quantas vezes você já ouviu ou disse isso diante de uma rigidez extr...
18/07/2026

“Nossa, que foco! Queria ter essa força de vontade”.

Quantas vezes você já ouviu ou disse isso diante de uma rigidez extrema com a comida e com o corpo?

Nos transtornos alimentares, o controle não é uma escolha ou mera disciplina. Ele funciona como uma engrenagem para lidar com a desregulação emocional.

Quando o mundo interno parece assustador e doloroso, a mente tenta fixar toda a atenção naquilo que parece mais fácil de monitorar, os números na balança, os ingredientes no prato e as regras de restrição.

A curto prazo, seguir essa rigidez dá uma sensação de alívio. Mas a longo prazo, isso aprisiona.

O papel do tratamento psicológico não é te dar mais controle, mas sim te ajudar a descobrir que você é segura o suficiente para viver sem precisar dele.

Em quais momentos você percebe que a sua busca por “foco” se transforma em uma cobrança rígida? Vamos conversar aqui nos comentários. 🤍

Hollywood nos vendeu um estereótipo muito extremo sobre os transtornos alimentares.Mas, no consultório, o que eu mais ve...
13/07/2026

Hollywood nos vendeu um estereótipo muito extremo sobre os transtornos alimentares.

Mas, no consultório, o que eu mais vejo são pessoas sofrendo em silêncio enquanto a vida parece perfeitamente normal por fora.

O TA começa de mansinho, mudando a sua mente e a forma como você se relaciona com a comida.

Se você sente um nó no estômago só de pensar em quebrar a rotina alimentar, ou acha que o seu valor como pessoa cabe nos números da balança, preste atenção.

Não espere um sinal “grave o suficiente” para validar a sua dor.

Se você quer entender o que está por trás desse comportamento e aprender a viver em paz com o seu corpo, a psicoterapia baseada em evidências pode te ajudar. 🤍

O tribunal da internet dita regras invisíveis o tempo todo.Ele te diz como deve ser a sua rotina, qual formato de corpo ...
13/07/2026

O tribunal da internet dita regras invisíveis o tempo todo.

Ele te diz como deve ser a sua rotina, qual formato de corpo está na moda esta semana e qual o padrão de beleza aceitável. Isso acaba gerando uma sensação crônica de insuficiência.

Você olha para o espelho e, em vez de ver uma pessoa real, você só consegue enxergar o que “falta” para chegar lá.

Essa busca implacável por perfeição adoece e é o combustível ideal para a desregulação emocional e para os transtornos alimentares.

Mas o problema nunca foi você, mas sim, tentar caber em moldes que mudam a cada atualização de algoritmo.

A terapia não vai fazer a internet sumir, mas vai te dar ferramentas para abaixar o volume desse crítico interno e te ajudar a habitar o seu próprio corpo com respeito e paz. 🤍

A cultura do wellness trouxe conceitos atraentes como o clean eating, promovendo uma busca por alimentos mais naturais e...
07/07/2026

A cultura do wellness trouxe conceitos atraentes como o clean eating, promovendo uma busca por alimentos mais naturais e menos processados. No entanto, o que deveria ser um caminho de equilíbrio transformou-se, para muitos, em um tribunal moral diário.

Arraste para o lado para compreender como a moralização da comida afeta a saúde mental e como identificar os limites entre o cuidado e a obsessão.

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