Dr. Ronald Canejo

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27/05/2026

Compulsão por doce não é falta de força de vontade.Compulsão por doce não é falta de força de vontade. É o corpo pedindo socorro em uma linguagem que a maioria dos médicos não está treinada pra ouvir.

Disbiose intestinal derruba serotonina. Sem serotonina, ansiedade sobe, humor cai e o cérebro começa a buscar recompensa rápida, que é exatamente o que o açúcar entrega.

Mas nem toda compulsão por doce tem a mesma origem.

Hipocortisolismo e insuficiência de T3 geram demanda por energia rápida. O corpo não está com fome, está com déficit energético real e busca o atalho mais eficiente que conhece.

Resistência insulínica cria outro ciclo: insulina cronicamente elevada provoca hipoglicemia reativa. A pessoa come doce pra não passar mal, a glicose estabiliza, cai de novo, a insulina dispara outra vez. Ela não está com compulsão, está sobrevivendo ao próprio metabolismo.

Tratar compulsão por doce sem identificar a causa é apagar fumaça e chamar de incêndio apagado.

Hoje é o dia dela  da mulher que caminha ao meu lado há 33 anos… e que há 28 anos escolheu dividir comigo a construção d...
26/05/2026

Hoje é o dia dela da mulher que caminha ao meu lado há 33 anos… e que há 28 anos escolheu dividir comigo a construção de uma família, de uma história e de uma vida inteira. Fabiana, olhar para trás e ver tudo o que construímos juntos me faz entender o verdadeiro significado de parceria, lealdade e amor. Foram décadas de sonhos, desafios, conquistas e amadurecimento, sempre com a sua presença firme, generosa e iluminada ao meu lado.

Você é muito mais do que uma esposa extraordinária. É uma mãe admirável para nossos filhos, Ronald Neto e Pedro Henrique, que cresceram vendo diariamente o exemplo da sua força, da sua dedicação e do seu coração imenso. É impossível falar da nossa família sem reconhecer o quanto ela carrega a sua essência, o seu cuidado e os seus valores.

Também tenho profunda admiração pela filha que você é, sempre presente, amorosa e cuidadosa, e pela profissional competente e comprometida que se tornou ao longo desses anos. Em cada papel que assume, você entrega o melhor de si, com uma dignidade e uma sensibilidade raras de encontrar. Quem tem o privilégio de conviver com você sabe exatamente a mulher incrível que você é.

Hoje, no dia do seu aniversário, minha maior gratidão é por ter você ao meu lado em cada etapa da vida. Obrigado por compartilhar comigo tantos anos de amor, companheirismo e família. Que Deus continue abençoando sua vida com saúde, alegria e muitos anos felizes ao nosso lado. Feliz aniversário, meu amor. Você é uma das maiores bênçãos da minha vida.

18/05/2026

Quando o assunto é a queda abrupta da libido, humor deprimido e total desmotivação na paciente climatérica, o instinto básico da grande maioria dos colegas é sacar o receituário e prescrever testosterona exógena de imediato.

No entanto, o hormônio mais “neuroativo” e estrutural para a saúde mental e cognitiva dessa mulher não é a testosterona, e sim o Estradiol.

Ele funciona como o verdadeiro maestro neuroquímico no sistema nervoso central.

É o estradiol quem modula fortemente as vias serotoninérgicas, garantindo a estabilidade clínica do humor, o controle da ansiedade basal e freando a labilidade emocional.

Mais do que isso: o estradiol é o grande estimulador das vias dopaminérgicas.

O seu drive de vida, a motivação matinal, a sensação neuroquímica de recompensa e o desejo sexual dependem criticamente dessa sinalização.

Negligenciar a reposição do estradiol é condenar o cérebro da paciente a rodar sem combustível.

A excelência terapêutica exige integrar o ovário ao cérebro.

Quer construir condutas precisas e dominar a menopausa na prática? Siga

16/05/2026

Vamos alinhar um conceito fundamental e inegociável que muda a forma como você enxerga a fisiologia metabólica: Vitamina D não é uma vitamina.

Esse erro crasso de nomenclatura surgiu há décadas, quando não havia tecnologia laboratorial para mapear sua real estrutura esteroidal. A “Vitamina D” é, de fato, um dos hormônios secosteroides mais poderosos do corpo humano, agindo diretamente no núcleo celular para modular a expressão de mais de mil genes.

Outro erro grosseiro da prática clínica é achar que o exame de 25-OH Vitamina D conta a história toda.

O que você dose no sangue periférico é apenas a forma inativa, um estoque circulante.

Se o seu paciente tem uma falha inflamatória na conversão, o exame de estoque pode estar “lindo”, mas a célula continua deficiente da forma ativa (o calcitriol).

O desconhecimento bioquímico aprisiona o médico nos laudos convencionais.

Entender as vias intracelulares de ativação é o que separa o executor de protocolos do médico resolutivo.

Quer dominar a fisiologia profunda que a faculdade não te ensinou? Siga

15/05/2026

Se você já tratou pacientes tireoidectomizados, sabe a frustração que é ver o TSH estabilizado, o T4 livre “dentro da meta” no papel e a paciente ainda relatando cansaço extremo, queda de cabelo e letargia.

Isso acontece porque nós fomos ensinados a tratar a tireoide apenas com T4 isolado, ignorando que a glândula humana saudável produz uma sinfonia muito mais complexa.

É exatamente por isso que o uso do extrato de tireoide dessecada (de origem porcina) se mostra infinitamente mais fisiológico na prática clínica. Ele não entrega apenas T4. Ele fornece a proporção exata e natural de T4, T3, T2, T1 e iodo biodisponível.

Você não depende de uma conversão periférica capenga (que frequentemente falha por estresse crônico ou resistência insulínica); você entrega o maquinário metabólico completo.

O ganho em vitalidade, cognição e bem-estar geral é cientificamente comprovado. O único obstáculo atual é o custo, mas o benefício celular valida o investimento.

A medicina de verdade não se contenta com o básico. Para aprofundar seu raciocínio metabólico, siga

12/05/2026

Um dos maiores medos do médico que não domina a fisiologia hormonal é prescrever cortisol e “bloquear” o eixo adrenal do paciente.

O argumento clássico é: “se você der de fora, a glândula para de produzir para sempre”.

Isso seria verdade se estivéssemos falando de uma glândula saudável.

A premissa central aqui é: nós não prescrevemos cortisol para quem tem secreção normal.

Nós repomos o hormônio em pacientes cujo eixo Hipotálamo-Pituitária-Adrenal já se encontra naturalmente suprimido e em exaustão funcional sistêmica.

Se a glândula já não responde, você não está bloqueando nada; você está devolvendo ao corpo o que ele perdeu a capacidade biológica de fabricar.

Além disso, utilizamos doses estritamente fisiológicas que mimetizam os picos pulsáteis naturais do corpo, durando cerca de duas horas na corrente sanguínea.

Isso não vicia a glândula, apenas alivia o estresse basal para que a via metabólica se recupere enquanto corrigimos a causa raiz.

A medicina de excelência não pode ser guiada pelo medo de intervir.

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05/05/2026

Colega médico, existe um terrorismo médico injustificável em torno dos níveis de Vitamina D.

Você já deve ter ouvido que manter a Vitamina D acima de 100 ng/mL vai “calcificar as artérias”, “destruir os rins com cálculos” ou causar toxicidade extrema.

Isso é um desserviço, especialmente para um grupo que depende de níveis elevados: os pacientes com doenças autoimunes.

Grande parte desses pacientes possui polimorfismos genéticos nos receptores de Vitamina D (VDR), o que gera uma forte resistência à ação desse hormônio. Ou seja, o que é um nível “alto” no papel para uma pessoa comum, é o nível terapêutico mínimo necessário para modular a imunidade de quem tem o receptor “surdo”.

Reduzir a dose nesses pacientes por medo de diretrizes engessadas é condená-los à progressão da doença inflamatória e destruição tecidual.

Quer aprender a manejar casos complexos baseados na fisiologia profunda? Me siga para mais conteúdos como esse.

30/04/2026

Colega médico, já parou para pensar por que o declínio hormonal do homem costuma ser silencioso, enquanto o da mulher na menopausa é avassalador?

Em nós, homens, a testosterona declina lentamente, dando tempo para o corpo e os receptores se adaptarem.

Na mulher, a produção de estradiol simplesmente despenca de uma hora para a outra. Essa queda abrupta gera um verdadeiro “apagão” na sinalização de neurotransmissores fundamentais.

O estradiol é um maestro neuroendócrino. Quando ele some, a modulação de serotonina e dopamina entra em colapso, resultando em labilidade emocional, névoa mental, ansiedade severa e perda total do drive (motivação e libido).

Tratar exames é fácil; tratar a fisiologia exige raciocínio e coragem de investigar além da superfície.

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23/04/2026

Insônia na menopausa não é um problema. São pelo menos três, e cada um tem um hormônio diferente por trás.

Dificuldade pra induzir o sono? Pensa em progesterona. Ela tem ação GABAérgica direta, sem ela o sistema nervoso não desacelera o suficiente pra iniciar o sono.

Acorda no meio da noite e não consegue voltar? Pensa em estradiol. É ele o principal responsável pela manutenção do sono, não a progesterona.

E ainda tem a testosterona, que nas mulheres menopausadas a gente repõe diretamente ou estimula via DHEA. Ela modula dopamina, motivação, recompensa, iniciativa, libido. Quando está baixa, a paciente não dorme mal só à noite. Ela acorda sem vontade de nada.

Três hormônios. Três papéis distintos. Tratamento que não diferencia isso vai errar na dose, no timing e no resultado.

Se você quer aprender a pensar dessa forma na prática clínica, clique em Saiba Mais e participe do Workshop Fisiologia Hormonal Aplicada.

21/04/2026

Tirzepatida não é solução definitiva para obesidade. É uma ferramenta, e ferramenta poderosa mal usada vira problema.

O duplo agonismo GLP-1 e GIP entrega resultados expressivos em apetite e peso. Mas se a prescrição para por aí, você está tratando o sintoma e ignorando o sistema.

Sem considerar preservação de massa magra, adaptação metabólica e função mitocondrial, o reganho após suspensão não é possibilidade é tendência.

O paciente não precisa de uma caneta. Precisa de estratégia metabólica real.

Tirzepatida dentro de um raciocínio fisiológico completo: isso é clínica. Tirzepatida como atalho: isso é protocolo com prazo de validade.

Se você quer entender como estruturar isso na prática, clique em Saiba Mais e participe do Workshop Fisiologia Hormonal Aplicada.

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