Dr. Ronald Canejo

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Existe uma ordem certa para tratar.E ignorá-la é uma das causas mais comuns de efeito colateral em reposição hormonal. A...
24/07/2026

Existe uma ordem certa para tratar.

E ignorá-la é uma das causas mais comuns de efeito colateral em reposição hormonal. Antes de pensar em estradiol, testosterona ou T3, existe uma pergunta anterior a todas.

O cortisol desse paciente está funcionando?

Toda doença percorre o mesmo caminho: alteração bioquímica silenciosa, disfunção celular subclínica, depois alteração morfológica e funcional, até o diagnóstico já fechado. Intervir na primeira etapa é o que separa prevenção de tratamento tardio.

A hierarquia começa na disbiose intestinal.

Antes de qualquer hormônio, a inflamação subclínica gerada por disbiose e resistência insulínica precisa ser identif**ada, porque ela compromete todos os eixos hormonais que vêm depois.

Vitamina D e melatonina entram antes do eixo adrenal.

A vitamina D tem ação anti-inflamatória direta. A melatonina é a substância mais eficiente do organismo em neutralizar espécies reativas de oxigênio sem virar, ela mesma, uma nova espécie reativa.

O cortisol vem antes de qualquer outro hormônio.

Ele regula a expressão de chaperonas, proteínas que dobram corretamente os receptores nucleares de T3, testosterona e estradiol. Em hipocortisolismo, esses receptores podem sair malformados, independente da dose administrada.

Repor T3 sem corrigir o cortisol tem um preço.

Com o receptor insensibilizado, o T3 se acumula sem acoplar direito. Quando o receptor reabre, o acoplamento excessivo gera tremor e taquicardia, sintomas que imitam hipertireoidismo mesmo em dose fisiológica.

Só depois de disbiose, inflamação, vitamina D, melatonina e cortisol corrigidos é que o hormônio tireoidiano entra na sequência. DHEA e os hormônios gênero-específicos fecham essa cadeia, e introduzi-los antes compromete resposta e segurança.

Esse raciocínio de hierarquia clínica está nos meus conteúdos.

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Médico, TSH normal não signif**a, necessariamente, função tireoidiana adequada.Quando o paciente continua apresentando q...
17/07/2026

Médico, TSH normal não signif**a, necessariamente, função tireoidiana adequada.

Quando o paciente continua apresentando queda de cabelo, fadiga, dificuldade de concentração e memória falha, mesmo com TSH e T4 dentro do padrão de referência, é preciso investigar além do eixo central.

A conversão de T4 em T3, a atividade das desiodases, a inflamação subclínica e a elevação do T3 reverso podem explicar sintomas persistentes que não aparecem em uma análise laboratorial superficial.

O exame precisa ser interpretado dentro da fisiologia e não de forma isolada.

É esse raciocínio clínico que permite compreender por que alguns pacientes permanecem sintomáticos mesmo quando os números parecem “normais”.

No Workshop Fisiologia Hormonal Aplicada, você aprenderá a conectar exames, sintomas e mecanismos fisiológicos para tomar decisões clínicas com mais segurança.

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14/07/2026

Magnésio participa de 600 reações no corpo.

A deficiência de magnésio ativa um mecanismo bem específico: estresse oxidativo, ativação do receptor NMDA e abertura de canal de cálcio.

Esse conjunto favorece senescência celular e ativação da via NF-κB, conectando a deficiência desse mineral a quadros inflamatórios diversos.

Muitas vezes esses quadros acabam sendo investigados por outros caminhos primeiro, sem que o magnésio entre na lista de hipóteses.

A dose de referência da literatura f**a entre 4 e 6 mg por kg ao dia, com diferentes sais disponíveis pra suplementação oral.

Mas nem todo magnésio tem a mesma indicação clínica: dimalato e glicinato/bisglicinato têm perfis de absorção e indicações diferentes entre si.

O magnésio também participa do metabolismo de nutrientes como vitamina D, vitaminas do complexo B e glutationa, o que amplia seu alcance clínico.

Escolher o tipo certo, e não só “repor magnésio” de forma genérica, muda o resultado clínico esperado pelo paciente.

Vale incluir a deficiência de magnésio na lista de hipóteses diante de quadros inflamatórios sem causa clara.

Essa escolha entre tipos de sal costuma ser o detalhe que separa uma suplementação ef**az de uma só simbólica.

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13/07/2026

Um caso clínico com 6 sinais ignorados.

Esse é um caso real: paciente com queda de cabelo, compulsão por doce, cafeína 2x ao dia “pra dar energia” e ansiedade nota 10.

Isolados, cada sintoma parece pouco relevante. Juntos, na mesma anamnese, formam um padrão clínico bem definido.

A própria paciente deu nota 5 de 10 pra saúde atual e listou sono, libido, energia, peso e controle da ansiedade como pontos a melhorar.

Nenhum desses itens, sozinho, fecha diagnóstico de burnout. Mas a combinação de todos, numa mesma ficha, muda completamente a leitura do caso.

Esse tipo de caso mostra por que vale voltar pra anamnese completa antes de tratar cada queixa de forma isolada e sintomática.

Burnout raramente chega como diagnóstico pronto no consultório. Ele se esconde atrás de queixas que parecem, cada uma, um problema à parte.

Reconhecer o padrão antes que ele vire quadro instalado muda a condução do caso, inclusive no que diz respeito à escolha de exames complementares.

Vale revisitar esse caso da próxima vez que uma queixa isolada parecer “só cansaço” ou “só estresse do dia a dia”.

Ficha completa e olhar atento pro conjunto de sintomas continuam sendo a melhor ferramenta diagnóstica disponível.

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08/07/2026

“Normal” não é sinônimo de saúde.

A maioria dos laudos usa uma única régua: normal ou alterado. Mas essa régua não mede excelência fisiológica, só ausência de doença evidente.

Existe uma diferença real entre um paciente “dentro da normalidade” e um paciente numa faixa de excelência funcional.

Isso explica um cenário comum na prática: exame normal, queixa persistente, e nenhuma explicação clara pra dar ao paciente na consulta.

Quando a conduta mira só o “não estar doente”, uma parte relevante do sofrimento clínico f**a sem resposta e sem investigação adicional.

O corte mostra visualmente essa régua: do valor mínimo aceitável até a faixa de excelência, com quartis bem definidos entre um extremo e outro.

Reconhecer essas duas réguas muda a forma de interpretar resultado de exame, de justif**ar investigação adicional e de conduzir queixas que “não fecham diagnóstico”.

Isso vale principalmente pra sintomas como fadiga, queda de libido e alteração de humor, que raramente aparecem isolados num exame alterado.

Considerar a faixa de excelência, e não só a de normalidade, muda a meta terapêutica combinada com o paciente.

Vale assistir esse corte com atenção antes de descartar um exame “normal” como caso encerrado.

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07/07/2026

Sem cortisol, uma pessoa não sobrevive 24 horas. É o hormônio mais fundamental para a manutenção da vida e também um dos mais mal interpretados na clínica.

O problema não é ter cortisol. É tê-lo fora do ritmo.

Alto demais: inflamação, resistência insulínica, destruição de massa magra, imunossupressão.

Baixo demais: colapso energético, hipoglicemia, fadiga que nenhum exame “explica”.

E o que a maioria ignora é que cortisol não é um número isolado. É um ritmo. De manhã, com os primeiros raios de luz, ele dispara para que você acorde com energia real. Estabiliza no meio da manhã, pico leve às 11h, queda depois do almoço, novo pico entre 16h e 18h, declínio progressivo até a madrugada.

Quando esse ritmo está quebrado, o paciente não dorme, não emagrece, não tem energia, não tem libido.

Médico, se você quer assistir a essa aula completa e aprender a rastrear esse ritmo e aplicar isso na prática clínica, as inscrições para o Workshop Fisiologia Hormonal Aplicada estão abertas. Link na bio.

17/06/2026

A fadiga virou a grande justif**ativa da medicina moderna para hormonizar praticamente qualquer paciente que entra no consultório.

Mas será que o caminho é realmente esse?

Entenda uma coisa: o hormônio não é uma pílula mágica que corrige um estilo de vida completamente desorganizado.

Quando você atende um paciente com queixa de cansaço extremo e recorrente, prescrever hormônio logo de cara é transformar um sintoma em uma prescrição automática.

Existem diversos fatores fisiológicos que geram exatamente a mesma sensação de fadiga profunda. Antes de pensar em reposição, precisamos investigar:

✅ Qualidade do sono e apneia
✅ Resistência insulínica
✅ Inflamação silenciosa
✅ Estresse crônico e excesso (ou falta) de cortisol

Quando falta raciocínio fisiológico, o tratamento falha. Paciente cansado precisa, em primeiro lugar, de investigação rigorosa.

Só depois de entender por que aquele organismo perdeu sua eficiência energética é que devemos iniciar um tratamento direcionado.

Boa medicina não é sobre quem prescreve mais hormônio, mas sobre quem entende a raiz do problema.

Você também percebe essa banalização hormonal hoje em dia? Deixe sua opinião e já segue Dr. Ronald Canejo CRM 11.375 RQE 16.408

14/06/2026

Vamos deixar algo muito claro: a estatina salva vidas e é uma excelente medicação.

O que eu critico veementemente na prática clínica é a prescrição automática de estatinas apenas para “baixar o número do papel” sem olhar para o paciente como um todo.

Se o paciente apresenta um colesterol elevado, antes de entrar com a medicação, o médico precisa avaliar outras causas que justifiquem aquele cenário.

Se você atende um paciente que:

👉 Tem uma dieta equilibrada e correta, não apresenta resistência insulínica, possui marcadores inflamatórios perfeitamente normais, está com a tireoide (T3 e T4) organizada e ainda assim esse paciente mantém um LDL elevado (acima de 190), nós temos que desconfiar de uma alteração genética.

Nesses casos de dislipidemia de origem genética, a estatina é muito bem-vinda e necessária, pois a mudança de estilo de vida sozinha não dará conta do recado.

O erro é ignorar a base metabólica.

Medicina é raciocínio e individualização. E pra f**ar por dentro, já segue Dr. Ronald Canejo CRM 11.375 RQE 16.408

11/06/2026

Esse talvez seja o assunto mais distorcido e mal interpretado de toda a medicina hormonal contemporânea.

Afinal, é seguro fazer Terapia de Reposição Hormonal (TRH) em pacientes com histórico familiar de câncer de mama?

Durante muito tempo, o medo falou mais alto do que a verdade científ**a. Criou-se um terrorismo em cima da TRH como se toda terapia hormonal fosse exatamente igual, e isso é um erro crasso.

Existe uma diferença gigantesca entre prescrever via oral com progestina sintética para uma paciente mal selecionada, e utilizar estradiol transdérmico com progesterona micronizada, acompanhando de perto.

Fazer uma boa medicina hormonal não signif**a ausência de risco. Signif**a controle de risco. Isso exige do médico uma avaliação minuciosa de:

✅ Perfil inflamatório da paciente
✅ Histórico familiar detalhado
✅ Risco cardiovascular
✅ Metabolismo hepático e composição corporal

Lembre-se: a ausência de tratamento e o abandono hormonal também geram riscos severos à saúde da mulher e pioram drasticamente a qualidade de vida.

Se gostou, aproveita e já segue Dr. Ronald Canejo CRM 11.375 RQE 16.408

09/06/2026

Você acha correto prescrever GLP-1 para qualquer paciente com sobrepeso?

A verdade é que o problema não está na medicação em si, mas em transformá-la em um “atalho clínico”.

O GLP-1 é uma ferramenta excelente e poderosa, mas apenas quando existe um raciocínio fisiológico e uma estratégia metabólica por trás da prescrição.

O que vemos cada vez mais é o uso indiscriminado, ignorando completamente o que causou o ganho de peso. Ninguém parece querer investigar a resistência insulínica, o cortisol, a privação de sono ou a disfunção hormonal.

O resultado dessa negligência é que o paciente emagrece rápido no papel, mas perde uma quantidade signif**ativa de massa magra.

Isso reduz a taxa metabólica basal, piora a composição corporal e, fatalmente, leva ao reganho de peso (frequentemente com mais gordura do que antes).

Emagrecer sem preservar o metabolismo custa muito caro a médio e longo prazo.

O erro é transformar uma molécula sofisticada em uma solução simplista. Medicina de excelência não trata apenas a balança; ela trata o metabolismo.

Se você é médico ou se interessa por uma visão mais profunda sobre fisiologia e emagrecimento saudável, aproveite para seguir

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