30/06/2026
Todo mundo saiu do cinema falando sobre as telas. Eu saí pensando nas crianças.
Enquanto muitos enxergaram apenas um tablet substituindo os brinquedos, eu enxerguei uma criança tentando encontrar seu lugar, lidando com o bullying e mudando seu comportamento.
Na clínica, isso acontece com frequência.
Os pais chegam dizendo:
“Meu filho só quer f**ar no celular.”
Mas, muitas vezes, a pergunta mais importante não é “como tirar a tela?”, e sim:
“O que mudou na vida dessa criança?”
Isso signif**a que toda criança que usa muito celular está sofrendo?
Não.
A tecnologia pode ser uma ferramenta de aprendizado, diversão e conexão quando utilizada de forma equilibrada e com mediação dos adultos.
Mas também pode se tornar um refúgio quando a criança está enfrentando dificuldades emocionais, conflitos sociais ou quando a tela passa a ocupar o lugar do brincar, da convivência e das relações.
Por isso, reduzir o tempo de tela é importante. Mas compreender o que a tela está substituindo é ainda mais importante.
Às vezes, o comportamento é apenas a ponta do iceberg.
💬 E você, depois de assistir ao filme, também teve a impressão de que a história falava muito mais sobre pertencimento do que sobre tecnologia?