13/09/2026
A flacidez que você vê no espelho é a expressão de mudanças que acontecem em diferentes camadas da face.
Com o envelhecimento, a pele perde elasticidade, os compartimentos de gordura sofrem alterações de volume e posição, e o sistema de sustentação — que envolve fáscias, ligamentos e estruturas musculares — também se modifica. Essas mudanças, em conjunto, alteram os contornos do rosto e do pescoço.
Por isso, o tratamento cirúrgico exige uma compreensão profunda da anatomia e uma visão integrada de cada caso. É preciso identificar quais estruturas contribuem para a flacidez e definir onde liberar, reposicionar, preservar ou ajustar os tecidos, respeitando suas relações com nervos e vasos.
Uma abordagem completa considera a face como um todo. Isso significa tratar as camadas indicadas para cada paciente, com manipulação minuciosa dos tecidos e respeito às suas características individuais. A naturalidade depende também desse equilíbrio.
Ao longo dos meus 20 anos de prática, a experiência com diferentes anatomias, graus de flacidez e cirurgias prévias consolidou a importância desse olhar individualizado. O julgamento cirúrgico se desenvolve com estudo, experiência e acompanhamento da evolução dos pacientes.
Antes de decidir por uma cirurgia, pesquise a formação do cirurgião, sua experiência no procedimento e o cuidado oferecido antes, durante e depois da operação. Procure compreender a indicação, os riscos e os limites do tratamento.
Uma decisão bem informada faz parte do cuidado com o seu rosto.