02/05/2026
Para mim, existe uma força ancestral nos nossos cabelos.
Como se fossem extensão da nossa energia vital, virando memória viva de cada fase que atravessamos.
Hoje, revisitando minha galeria, percebi:
a cada corte, eu não mudava só o cabelo…
eu gritava a minha necessidade de cortar, soltar, me despedir.
Eu saía do salão com a sensação de recomeço.
Como se estivesse, finalmente, pronta pra viver uma nova fase — mais inteira.
A cada cor, uma tentativa de me reinventar.
Porque aquela versão minha — em modo hipervigilante — já não me cabia mais.
E olhando a energia de cada foto, lembrando de tudo que eu tinha enfrentado…
me perguntei por que nunca compartilhei isso aqui.
Talvez porque nunca foi sobre o cabelo.
E ainda não é.
É sobre as versões minhas que eu precisei deixar ir…
pra ter coragem de me tornar quem eu sou hoje.
E, em respeito àquela — e a essa — Alessandra,
senti a necessidade de honrar a versão que ouviu a própria intuição
e se preparou para acessar sua força, mesmo sem saber o que estava por vir. 💛
Ps: foto de 2025