21/08/2026
Um estudo longitudinal da USP com 805 participantes investiga a associação entre perda auditiva, declínio cognitivo e alterações no equilíbrio. Os resultados parciais indicam que indivíduos com déficit auditivo apresentam deterioração cognitiva mais acelerada. O mecanismo envolve sobrecarga cerebral para interpretação sonora, reorganização cortical e isolamento social decorrente da dificuldade de comunicação. Estima-se que a eliminação da perda auditiva na meia-idade como fator de risco poderia prevenir 7% dos casos de demência. A pesquisa também sugere uma correlação entre perda auditiva (especialmente em altas frequências) e déficits de equilíbrio (13% de falha nos te**es), possivelmente devido à proximidade anatômica e fisiológica entre a cóclea e o sistema vestibular. O uso de aparelhos auditivos (disponíveis via SUS) ajuda a mitigar o isolamento. A prevenção foca na redução da exposição a volumes elevados (>60% da capacidade, com pausas), visando preservar a comunicação, autonomia e qualidade de vida.
https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/03/25/como-o-cerebro-antecipa-falas-e-por-que-a-perda-auditiva-prejudica-esse-processo.ghtml