Dr. Andre Junqueira

Dr. Andre Junqueira Médico com especialista em Geriatria e Medicina Paliativa e título de Doutor em Clínica Médica p

Um estudo longitudinal da USP com 805 participantes investiga a associação entre perda auditiva, declínio cognitivo e al...
21/08/2026

Um estudo longitudinal da USP com 805 participantes investiga a associação entre perda auditiva, declínio cognitivo e alterações no equilíbrio. Os resultados parciais indicam que indivíduos com déficit auditivo apresentam deterioração cognitiva mais acelerada. O mecanismo envolve sobrecarga cerebral para interpretação sonora, reorganização cortical e isolamento social decorrente da dificuldade de comunicação. Estima-se que a eliminação da perda auditiva na meia-idade como fator de risco poderia prevenir 7% dos casos de demência. A pesquisa também sugere uma correlação entre perda auditiva (especialmente em altas frequências) e déficits de equilíbrio (13% de falha nos te**es), possivelmente devido à proximidade anatômica e fisiológica entre a cóclea e o sistema vestibular. O uso de aparelhos auditivos (disponíveis via SUS) ajuda a mitigar o isolamento. A prevenção foca na redução da exposição a volumes elevados (>60% da capacidade, com pausas), visando preservar a comunicação, autonomia e qualidade de vida.


https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/03/25/como-o-cerebro-antecipa-falas-e-por-que-a-perda-auditiva-prejudica-esse-processo.ghtml

O donanemabe completou 1 ano de uso no Brasil, trazendo uma transformação no tratamento do Alzheimer. Diferente dos medi...
18/08/2026

O donanemabe completou 1 ano de uso no Brasil, trazendo uma transformação no tratamento do Alzheimer. Diferente dos medicamentos tradicionais que apenas reduzem sintomas, essa nova classe de anticorpos monoclonais atua diretamente na raiz da doença, limpando as placas de proteína beta-amiloide no cérebro e desacelerando a progressão do declínio cognitivo.
O que aprendemos na prática após este primeiro ano:
1 Diagnóstico precoce é a chave: O tratamento só traz benefícios reais quando indicado nos estágios iniciais (comprometimento cognitivo leve ou demência leve). Diagnosticar cedo deixou de ser um diferencial e passou a ser uma urgência.
2 Critérios rigorosos de seleção: Não é uma medicação para todos os casos. A indicação exige exames específicos, como Biomarcadores e PET-CT, para comprovar a presença da proteína no cérebro.
3 Segurança e monitoramento contínuo: O acompanhamento médico próximo, com exames de imagem periódicos, é indispensável para monitorar e gerenciar possíveis efeitos colaterais.
4 Cuidado integral continua essencial: A medicação é um avanço importante, mas não age sozinha. Ela soma forças ao estilo de vida saudável, estímulo cognitivo e ao suporte multidisciplinar contínuo.

A longevidade com autonomia resulta da modulação sustentada de dez fatores comportamentais e preventivos: 1) Preservação...
15/08/2026

A longevidade com autonomia resulta da modulação sustentada de dez fatores comportamentais e preventivos: 1) Preservação da massa muscular contra a sarcopenia via treinamento resistido e aporte proteico; 2) Imunização atualizada; 3) Cessação do tabagismo; 4) Restrição calórica moderada e alimentação consciente; 5) Manutenção de redes de apoio social e comunitário; 6) Cultivo do otimismo e regulação emocional; 7) Padrão alimentar rico em antioxidantes e nutrientes integrais; 8) Consumo moderado de café rico em polifenóis; 9) Sensação de propósito e engajamento existencial; e 10) Manejo do estresse crônico para mitigar o estado inflamatório sistêmico.



https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/07/30/10-habitos-que-ajudam-a-viver-mais-e-envelhecer-com-qualidade.ghtm

A avaliação da capacidade de condução veicular no idoso independe da validade formal da CNH ou da idade cronológica isol...
12/08/2026

A avaliação da capacidade de condução veicular no idoso independe da validade formal da CNH ou da idade cronológica isolada, pautando-se no desempenho funcional, cognitivo e motor. Set de alterações clínicas demandam reavaliação médica: declínio da acuidade/campo visual, lentificação do tempo de reação, limitação articular/motora, déficits atencionais e executivos, desorientação espacial/amnésia topográfica, condições neurológicas ou cardiovasculares e uso de fármacos depressores do sistema nervoso central. Estratégias de transição podem incluir restrições operacionais temporárias (evitar direção noturna e rodovias) e o uso de tecnologias veiculares. No entanto, diante de perdas graves irreversíveis, o cessamento definitivo da condução é indispensável para a prevenção de desfechos adversos, exigindo abordagem familiar e médica humanizada focada no suporte à mobilidade urbana.


https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/08/02/hora-de-parar-7-sinais-de-que-o-idoso-pode-afetar-a-seguranca-ao-dirigir.htm

07/08/2026
A obesidade exerce impacto sistêmico e neurocognitivo por meio de múltiplos mecanismos fisiopatológicos. O excesso de ad...
05/08/2026

A obesidade exerce impacto sistêmico e neurocognitivo por meio de múltiplos mecanismos fisiopatológicos. O excesso de adiposidade intensifica o risco de doenças vasculares (hipertensão, diabetes, dislipidemia) e desencadeia uma cascata inflamatória via citocinas, estresse oxidativo e resistência à insulina, favorecendo a deposição de peptídeos amiloides cerebrais. Adicionalmente, a disbiose intestinal associada e a permeabilidade da barreira hematoencefálica expõem o hipocampo a mediadores pró-inflamatórios, comprometendo a retenção mnemônica. Sob a perspectiva funcional, a obesidade relaciona-se à apneia obstrutiva do sono, hipóxia crônica, restrição da mobilidade física e isolamento social, fatores que retroalimentam o declínio cognitivo e afetam a qualidade de vida. Embora agonistas do receptor de GLP-1 demonstrem eficácia no controle metabólico e risco vascular, o benefício neuroprotetor direto demanda comprovação em ensaios clínicos conclusivos. O manejo deve pautar-se no controle de risco vascular, higiene do sono, atividade física e abordagem empática multidisciplinar.



https://www.medscape.com/viewarticle/obesity-and-cognitive-problems-understanding-connection-2026a1000pfm?ecd=WNL_tp54u_JRNE_pos4_260801_etid8558228&uac=426179CT&impID=8558228

A proteína é um macronutriente fundamental para a manutenção da homeostase corporal, atuando na renovação tecidual, resp...
03/08/2026

A proteína é um macronutriente fundamental para a manutenção da homeostase corporal, atuando na renovação tecidual, resposta imunológica (síntese de imunoglobulinas), regulação enzimático-hormonal e função neuromoduladora. No contexto do envelhecimento e da geriatria, seu papel é central no combate à sarcopenia — a perda progressiva de massa e força muscular —, devendo ser associada ao treinamento de força resistida. Embora a recomendação mínima populacional para adultos seja de 0,8 g/kg/dia, populações idosas e ativas frequentemente demandam aportes superiores e o fracionamento das doses ao longo das refeições para otimizar a síntese proteica muscular. Diversificar entre fontes animais e vegetais garante suporte micronutricional amplo. Exceção clínica importante aplica-se a pacientes com Doença Renal Crônica (DRC), para os quais a restrição proteica quantitativa pode ser indicada mediante estadiamento renal e acompanhamento especializado.

longevidade

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/07/23/do-crescimento-ao-envelhecimento-por-que-precisamos-de-proteina.htm

A comunicação com pessoas diagnosticadas com síndromes demenciais exige adaptações comportamentais e empatia para manter...
31/07/2026

A comunicação com pessoas diagnosticadas com síndromes demenciais exige adaptações comportamentais e empatia para manter a conexão afetiva e mitigar o estresse do paciente. Recomenda-se iniciar a abordagem apresentando-se e contextualizando o grau de parentesco, evitando o desconforto do não reconhecimento. O planejamento de visitas deve respeitar a rotina do idoso e considerar fenômenos como a Síndrome do Pôr do Sol (sundowning). No manejo do diálogo, deve-se priorizar memórias remotas (preservadas por mais tempo que a memória recente), abolir questionamentos de checagem do tipo “você se lembra?” e evitar correções ortotípicas diante de confabulações ou repetições. Atividades compartilhadas não verbais (como musicoterapia e álbuns de fotos) e a simplificação da linguagem — sem infantilização — são estratégias eficazes para a manutenção do vínculo e dignidade do paciente.



https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2026/07/23/como-se-comunicar-com-alguem-com-demencia.ghtml

Embora os ácidos graxos ômega-3 (especialmente o DHA) sejam componentes estruturais cruciais para a integridade da membr...
28/07/2026

Embora os ácidos graxos ômega-3 (especialmente o DHA) sejam componentes estruturais cruciais para a integridade da membrana neuronal e a plasticidade sináptica, a evidência oriunda de ensaios clínicos randomizados demonstra ausência de benefício cognitivo ou neuroprotetor significativo com a suplementação via óleo de peixe em cápsulas. Três hipóteses explicam essa aparente desconexão entre estudos observacionais e ensaios clínicos: 1) A taxa de conversão hepática de ALA (obtido em vegetais e sementes) em DHA é suficiente para suprir a demanda diária de renovação cerebral, sugerindo que o benefício associado ao consumo de peixe decorre do padrão dietético global mais saudável; 2) A metabolização e biodisponibilidade cerebral do ômega-3 dependem da modulação pela microbiota intestinal e de sinergias nutricionais presentes em dietas ricas em fibras e vegetais; e 3) O efeito neuroprotetor observado em coortes populacionais resulta da exposição crônica ao longo de décadas, ao passo que os ensaios de suplementação testam intervenções de curto prazo. A recomendação médica prioriza a intervenção nutricional integral em detrimento de suplementações isoladas.



https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2026/07/suplementos-de-omega-3-sao-realmente-beneficos-para-o-cerebro.shtml

A fragilidade clínica é um estado de vulnerabilidade biológica e redução da reserva fisiológica frente a estressores, re...
26/07/2026

A fragilidade clínica é um estado de vulnerabilidade biológica e redução da reserva fisiológica frente a estressores, resultando em desfechos adversos como quedas e hospitalizações. Fisiopatologicamente, decorre do declínio multissistêmico integrado (sistemas musculoesquelético, imunológico e metabólico). O diagnóstico baseia-se no fenótipo de Fried, que avalia cinco domínios: fraqueza, lentidão na marcha, exaustão, inatividade e perda ponderal involuntária. O estágio anterior, denominado pré-fragilidade (1 a 2 critérios), representa a janela ideal para intervenções clínicas. A perda progressiva de massa muscular atua como o gatilho inicial para um declínio em cascata. As estratégias fundamentais de prevenção exigem a associação de treinamento de força resistida, exercícios aeróbicos, suporte proteico adequado e engajamento social ativo.



https://www.estadao.com.br/pulsa/medicina-e-estudos/como-saber-se-voce-e-fragil-especialistas-explicam/

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