Psicologa camilla montefeltro

Psicologa camilla montefeltro Psicóloga

Talvez essa frase me toque tanto porque eu mesma me flagro, com frequência, diante desse espelho. E você? Já parou para ...
29/05/2026

Talvez essa frase me toque tanto porque eu mesma me flagro, com frequência, diante desse espelho. E você? Já parou para pensar na distância entre o que diz e o que sustenta?A coerência sempre foi, para mim, um exercício de vigilância interna. Algo que não se conquista uma vez e pronto — exige atenção diária.Falar é rápido. As palavras nascem do impulso, da emoção ou até das intenções mais genuínas. Mas viver o que foi dito é outra história. Exige maturidade, autorregulação e, acima de tudo, continuidade. Quantas vezes você já se comprometeu com algo que, no fundo, sabia que não sustentaria?Muita gente sabe exatamente o que deveria ser feito. Sabe pedir perdão, falar de amor, respeito, presença, mudança, fé, empatia, responsabilidade. Mas transformar consciência em comportamento é onde a maioria tropeça — porque isso demanda esforço, renúncia e constância. Saber é fácil. Sustentar é que separa.Com frequência me pergunto: “Isso corresponde mesmo ao que eu acredito? Vou conseguir sustentar essa palavra ao longo do tempo?” E você, costuma se fazer esse tipo de pergunta antes de se comprometer?Essa pergunta virou quase um compromisso interno. Porque aquilo que não está alinhado com a nossa verdade dificilmente permanece. O que nasce do impulso, da necessidade imediata ou da idealização tende a perder força quando encontra a rotina, o tempo e a realidade do chão. Quantos discursos bonitos já não se desmancharam diante do primeiro obstáculo?Valorizo profundamente essa capacidade de me consultar antes de falar ou agir. Atitudes consistentes brotam de um alinhamento íntimo entre consciência, verdade e prática. Sem isso, somos só palavras soltas ao vento.Talvez uma das formas mais honestas de maturidade seja exatamente essa: diminuir, aos poucos, a distância entre aquilo que sentimos necessidade de dizer e aquilo que de fato conseguimos sustentar com a vida. E aí, qual é a distância que você está disposto a encurtar?

Às vezes, sem perceber, vivemos suspensos entre o que já passou e o que ainda não chegou.As memórias nos visitam para no...
13/05/2026

Às vezes, sem perceber, vivemos suspensos entre o que já passou e o que ainda não chegou.As memórias nos visitam para nos lembrar de quem fomos — das marcas que ficaram, das dores que ainda pedem elaboração. Já os sonhos nos movimentam, nos puxam para frente, para a esperança, para o que ainda podemos construir.O problema é quando passamos a morar emocionalmente em apenas um desses lugares. Há quem viva aprisionado no passado, revivendo culpas, perdas e saudades. E há quem viva tão projetado no futuro que se esquece de existir no presente.Autoconhecimento é também aprender a olhar para as próprias memórias sem ficar refém delas — e sustentar sonhos sem transformar a felicidade em algo sempre adiado.Nem tudo o que ficou para trás precisa ser carregado. E nem todo sonho precisa nascer da falta. Alguns nascem da maturidade. E da coragem de continuar.

Todo mundo pensa que “All Her Fault” é só um suspense sobre o sumiço de uma criança de cinco anos.Mas, do meu lugar como...
16/01/2026

Todo mundo pensa que “All Her Fault” é só um suspense sobre o sumiço de uma criança de cinco anos.
Mas, do meu lugar como psicóloga, o que mais me atravessa não é apenas o mistério — e sim o que aparece por trás dele: mulheres esmagadas por uma sobrecarga silenciosa, tentando sustentar papéis enormes de responsabilidade dentro e fora de casa, quase sempre com pouco suporte real.
A série encosta em pontos muito comuns no consultório: culpa materna, homens que dizem que “ajudam”, mas não assumem uma participação que realmente alivie; a carga mental feminina que não descansa; e a expectativa irreal de que a mulher dê conta de tudo — e ainda esteja bem, produza, ganhe bem e permaneça doce, disponível e agradável.
Isso não é “drama”. É clínica. Eu escuto todos os dias histórias de mulheres adoecidas, no limite, carregando o mundo nas costas — e, quando algo sai errado, ainda se punindo como se a falha fosse uma escolha. A verdade é simples: mulheres falham porque são humanas. E com tamanha pressão, seria impossível não falhar. Chega a ser estranho que a gente precise escrever posts na internet para lembrar os outros — e lembrar a nós mesmas — desse básico.
No fundo, a série não fala apenas do desaparecimento da criança, mas também de outro sumiço: o apagamento da essência da mulher em meio a uma rotina doméstica caótica, exaustiva e sem pausa.
E ainda existem outras camadas importantes: uma dinâmica familiar adoecida, o impacto de jogos de azar, uso abusivo de opióides, a negação de uma deficiência, e a falta de diagnóstico e tratamento adequados para uma mãe biológica neurodivergente.
🎬 Agora me conta nos comentários: o que essa série mexeu em você? Que “tema escondido” te chamou mais atenção?

Recomeçar não é apenas dar um passo novo: é reconhecer que alguns caminhos precisam ser deixados para trás. É ter a ousa...
25/09/2025

Recomeçar não é apenas dar um passo novo: é reconhecer que alguns caminhos precisam ser deixados para trás. É ter a ousadia de desapegar de versões antigas de nós mesmos, daquilo que já não cabe, que já não pulsa, que já não nos sustenta.
Mudar o que está fora é desafiante, mas mudar o que está dentro exige ainda mais coragem. Porque mexe nas raízes, nos hábitos, nos padrões que nos pareciam seguros. É se olhar no espelho com honestidade e admitir: “eu já não sou o mesmo, e tudo bem.”
Recomeçar é uma declaração silenciosa de fé na vida. É acreditar que mesmo depois de quedas, perdas ou frustrações, sempre existe um novo fôlego esperando por nós. É entender que a vida não se limita ao que fomos ontem, mas se renova no hoje — quando escolhemos não apenas mudar o mundo ao redor, mas sobretudo permitir que o mundo dentro de nós floresça de novo.
✨ Recomeçar é esperança em movimento. É coragem que se faz gesto. É a prova de que somos feitos para não estagnar, mas para transformar.
🌹 Que cada recomeço seja um ato de amor próprio. Que seja leve, verdadeiro e cheio de propósito. Porque recomeçar não é fraqueza — é força em sua forma mais bonita. ♥️

💛 Setembro Amarelo 2025“Você importa. Sempre.”Setembro é o mês dedicado à valorização da vida e à prevenção do suicídio....
03/09/2025

💛 Setembro Amarelo 2025
“Você importa. Sempre.”
Setembro é o mês dedicado à valorização da vida e à prevenção do suicídio. Em 2025, nossa campanha interna reforça um compromisso essencial: cuidar uns dos outros, escutar com empatia e reconhecer que cada vida tem valor.
Por que falar sobre isso?
O suicídio é uma realidade que afeta milhares de pessoas todos os anos. Falar sobre saúde mental não é tabu — é necessário. Criar espaços seguros para diálogo, acolhimento e escuta ativa pode salvar vidas.
O que procurar?
Fique atento a sinais que podem indicar sofrimento emocional:
• Mudanças bruscas de comportamento ou humor
• Isolamento social repentino
• Falas sobre desesperança, culpa ou falta de sentido
• Desinteresse por atividades antes prazerosas
• Alterações no sono ou apetite
• Comentários sobre “desaparecer” ou “ser um peso”
Esses sinais não devem ser ignorados. Acolher é o primeiro passo — ouvir sem julgamento, oferecer apoio e, quando necessário, incentivar a busca por ajuda profissional.
Lembre-se: você não está sozinho. E você também pode ser a ponte para alguém que precisa de ajuda.
📞 Canais de apoio
• CVV – Centro de Valorização da Vida: 188 (ligação gratuita)
https://www.setembroamarelo.com/

Crescer emocionalmente é um ato de coragem profunda.É escolher sair do piloto automático e assumir o volante da própria ...
22/08/2025

Crescer emocionalmente é um ato de coragem profunda.
É escolher sair do piloto automático e assumir o volante da própria vida. É ter a ousadia de romper padrões que já não nos servem, e a honestidade de olhar para dentro com gentileza e verdade.
A consciência é libertadora.
Ela nos desperta das repetições inconscientes — das respostas automáticas, dos caminhos trilhados por hábito, das feridas que ainda comandam nossas reações. Crescer é decidir viver com intenção: compreender nossos porquês, dar nome ao que sentimos, e escolher com clareza o que queremos nutrir, transformar ou deixar ir.
Viver com intenção é alinhar mente, coração e ação.
É construir uma vida com mais presença e menos reatividade, com mais autenticidade e menos medo. É deixar de sobreviver para começar a viver de verdade.
Crescer dói, sim. Mas estagnar dói muito mais.
E quando escolhemos evoluir, não só nos curamos — também iluminamos o caminho para quem caminha ao nosso lado.
Crescer emocionalmente é um presente.
Um presente que oferecemos a nós mesmos… e ao mundo.

Mudanças, na maioria das vezes, não chegam com suavidade. Elas nos desinstalam, nos tiram do conhecido e nos obrigam a c...
24/05/2025

Mudanças, na maioria das vezes, não chegam com suavidade. Elas nos desinstalam, nos tiram do conhecido e nos obrigam a caminhar por trilhas incertas. No início, tudo parece estranho, desconfortável… às vezes até doloroso.

O caminho é marcado por tentativas, tropeços e dúvidas. A mente questiona, o coração hesita. Mas, com o tempo, o que parecia confuso vai ganhando sentido. As peças se encaixam. E então, quase sem perceber, você se vê mais forte, mais consciente e mais inteira.

E é aí que vem a revelação silenciosa e transformadora: “Essa foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado por mim mesma.”

Nem sempre as mudanças trazem o que esperamos, mas quase sempre nos entregam o que precisamos para crescer, florescer e nos aproximar de quem realmente somos.

Confie no processo. Mesmo quando ele parecer bagunçado. ♥️🌹

Nem toda dor é castigo — algumas vêm como instrumentos de lapidação, nos tornando mais conscientes, mais humanos, mais a...
19/05/2025

Nem toda dor é castigo — algumas vêm como instrumentos de lapidação, nos tornando mais conscientes, mais humanos, mais abertos ao essencial. São dores que nos fazem parar, olhar pra dentro, repensar caminhos e reencontrar Deus no meio do caos.

O silêncio, por sua vez, não é vazio. Ele guarda uma sabedoria que o barulho do mundo insiste em abafar. É no silêncio que ouvimos nossos sentimentos mais verdadeiros. É nele que Deus sussurra segredos que não seriam compreendidos em meio à pressa.

E as pausas… ah, as pausas! Tão mal compreendidas por uma sociedade que romantiza a produtividade constante. Pausar é honrar os limites, é dar espaço para a alma respirar. É permitir que a graça atue onde o nosso esforço já não alcança.

Essas três experiências — dor, silêncio e pausa — são, muitas vezes, a forma mais amorosa com que Deus cuida da gente. Que possamos acolhê-las não como inimigas, mas como instrumentos sagrados de transformação. ♥️🌹

Endereço

Rua Conde Afonso Celso 1129
Ribeirão Prêto, SP

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