Dr Rodolpho Hakime Scalize

Dr Rodolpho Hakime Scalize Médico e atleta, me especializei em ortopedia esportiva pela vivência pessoal com lesões na prática esportiva.

Na semana passada, mostrei que um raio-X normal após uma queda nem sempre encerra a investigação.Hoje, o outro lado: uma...
13/08/2026

Na semana passada, mostrei que um raio-X normal após uma queda nem sempre encerra a investigação.

Hoje, o outro lado: uma ressonância alterada também não decide sozinha o tratamento.

Uma lesão do manguito rotador pode ter significados muito diferentes. Uma ruptura recente após um trauma, acompanhada de perda de força, não é a mesma situação de uma alteração degenerativa de evolução lenta e com a função preservada.

Na decisão, avaliamos:

• como e quando os sintomas começaram;
• dor, força e limitação funcional;
• extensão e retração da lesão;
• qualidade do tendão e da musculatura;
• demanda do braço e resposta ao tratamento clínico.

Em lesões sintomáticas pequenas ou médias, tanto o tratamento clínico quanto o cirúrgico podem melhorar a dor e a função quando bem indicados.

A reabilitação estruturada pode ser a estratégia adequada em muitos casos. Ao mesmo tempo, a melhora dos sintomas não garante que o tendão permanecerá inalterado: algumas lesões podem aumentar ao longo dos anos e evoluir com atrofia muscular e infiltração gordurosa.

Por isso, nem a presença da lesão obriga automaticamente uma cirurgia, nem a melhora da dor autoriza observar indefinidamente todos os casos.

A imagem orienta. A avaliação define a estratégia.

Se a ressonância mostrou uma lesão do manguito, a próxima pergunta não é apenas “precisa operar?”, mas qual estratégia oferece o melhor equilíbrio entre alívio, função e preservação do tendão no seu caso.

Na semana passada, mostrei um pouco dos bastidores da preparação e da aplicação do PRP no joelho na Clínica Vivant.Hoje,...
11/08/2026

Na semana passada, mostrei um pouco dos bastidores da preparação e da aplicação do PRP no joelho na Clínica Vivant.

Hoje, a pergunta mais importante é outra: para quem essa terapia realmente pode fazer sentido?

O PRP — plasma rico em plaquetas — é preparado a partir do sangue do próprio paciente. Após a coleta e a centrifugação, obtém-se uma fração com concentração de plaquetas acima dos níveis habituais do sangue.

Em 2026, a Resolução CFM nº 2.464 regulamentou seu uso como procedimento médico adjuvante no tratamento da osteoartrite do joelho.

Isso não significa que todo paciente com artrose seja candidato.

O PRP pode ser considerado especialmente em quadros sintomáticos leves a moderados, quando o tratamento conservador não proporcionou controle suficiente da dor. O benefício esperado é uma possível redução dos sintomas e melhora da função — mas a resposta varia entre pacientes.

O ponto mais importante é alinhar expectativas: o PRP não garante regeneração da cartilagem, não cura a artrose e não substitui uma cirurgia quando ela está formalmente indicada.

Ele é um recurso complementar dentro de um plano que também pode envolver controle de carga, exercícios, reabilitação e outras medidas individualizadas.

Se você tem artrose no joelho e quer entender se o PRP pode fazer parte do seu tratamento, a decisão deve começar pela avaliação do seu quadro — não apenas pelo nome do procedimento.

Ser pai é descobrir que o legado mais importante não está apenas no que dizemos, mas na forma como estamos presentes.Nos...
09/08/2026

Ser pai é descobrir que o legado mais importante não está apenas no que dizemos, mas na forma como estamos presentes.

Nos pequenos gestos. Na escuta. No exemplo. No tempo que oferecemos — mesmo quando a rotina é intensa.

Meus filhos me ensinam todos os dias a ser mais paciente, responsável e grato. E, neste ano, essa alegria ganha um significado ainda maior com a espera de mais uma filha.

Hoje agradeço a Deus pelo privilégio de ser pai e pela família que Ele me confiou.

A todos os pais que seguem aprendendo, cuidando e caminhando ao lado dos seus filhos: feliz Dia dos Pais.

Hoje iniciamos, na Clínica Vivant, os procedimentos de infiltração de plasma rico em plaquetas — o PRP — no joelho.O PRP...
07/08/2026

Hoje iniciamos, na Clínica Vivant, os procedimentos de infiltração de plasma rico em plaquetas — o PRP — no joelho.

O PRP é preparado a partir do próprio sangue do paciente. Após a coleta e o processamento, a fração obtida pode ser aplicada na articulação quando existe uma indicação bem definida.

A escolha da Clínica Vivant não foi casual. Sua estrutura e sua sala cirúrgica nos permitem realizar o procedimento em um ambiente controlado, com protocolo rigoroso de assepsia e cuidado em cada etapa — da preparação à infiltração.

Em pacientes selecionados, o PRP pode ser uma opção para reduzir sintomas e melhorar a função. Entretanto, não é indicado para todo tipo de dor no joelho e não deve ser apresentado como uma promessa de regeneração.

O diagnóstico, o estágio da alteração, os sintomas e os objetivos de cada paciente continuam determinando a melhor conduta.

Na próxima semana, vou dedicar uma publicação inteira ao tema: como o PRP é preparado, em quais situações pode ser considerado, o que a evidência mostra e quais são suas limitações.

Mais uma possibilidade terapêutica incorporada à nossa prática com critério, estrutura e responsabilidade.

Um raio X normal depois de uma queda é uma informação importante — mas não significa, sozinho, que não houve lesão.A rad...
07/08/2026

Um raio X normal depois de uma queda é uma informação importante — mas não significa, sozinho, que não houve lesão.

A radiografia avalia muito bem os ossos e pode identificar fraturas, luxações e alterações do alinhamento. Porém, tendões, labrum e outras estruturas do ombro não são examinados adequadamente por ela.

Por isso, alguns sinais merecem atenção mesmo quando o primeiro exame não mostrou alterações:

• dor que não melhora como esperado;
• perda de força;
• dificuldade para elevar o braço;
• limitação que permanece após o trauma.

Nessas situações, o exame clínico ajuda a definir se existe suspeita de lesão do manguito rotador, fratura oculta ou outra alteração — e qual investigação complementar realmente faz sentido.

Isso não significa que toda dor após uma queda precise de ressonância. O próximo exame deve ser escolhido conforme os sintomas e a suspeita clínica.

Se o ombro não evoluiu como esperado depois da queda, uma reavaliação pode mudar a condução.

Às vezes, a primeira pessoa a perceber não é o próprio paciente.É alguém da família, ao observar uma fotografia ou a for...
04/08/2026

Às vezes, a primeira pessoa a perceber não é o próprio paciente.

É alguém da família, ao observar uma fotografia ou a forma de caminhar: “Seu joelho parece estar ficando torto.”

Essa mudança não deve ser avaliada apenas pela aparência.

O alinhamento influencia a forma como a carga atravessa o joelho. Quando o eixo se altera, a pressão pode se concentrar mais em um dos lados, acompanhando desgaste desigual, sensação de instabilidade e perda progressiva de função.

Nem todo joelho varo ou valgo representa uma doença. Algumas pessoas sempre tiveram esse formato. O sinal que merece atenção é a mudança progressiva — especialmente quando surge junto de dor, inchaço, falseio ou dificuldade para caminhar.

O exame clínico e, quando indicadas, radiografias realizadas em pé ajudam a compreender se houve alteração do eixo e qual é o impacto dela.

Se você percebeu uma mudança progressiva no alinhamento do joelho — em você ou em alguém da família — vale investigar antes que a limitação avance.

Dor atrás do joelho costuma chamar atenção pela localização — mas ela, sozinha, não revela a causa.Nessa região, o desco...
29/07/2026

Dor atrás do joelho costuma chamar atenção pela localização — mas ela, sozinha, não revela a causa.

Nessa região, o desconforto pode estar relacionado a estruturas musculares ou tendíneas, ao acúmulo de líquido ou a alterações dentro da própria articulação.

O cisto poplíteo é uma possibilidade conhecida e pode causar sensação de volume, rigidez e dor atrás do joelho. Esses sinais, porém, não são exclusivos dessa condição.

Por isso, o raciocínio clínico considera como a dor começou, o que a piora, a presença de inchaço ou limitação e os achados do exame físico. Quando necessário, os exames de imagem complementam essa avaliação.

Se a dor persiste, retorna com frequência ou começa a limitar seus movimentos, vale investigar a causa antes de apenas adaptar sua rotina.

Atenção: aumento progressivo de dor e inchaço na panturrilha merece avaliação rápida para excluir problemas vasculares, como trombose.

Seu ombro está ficando cada vez mais difícil de mover?Na capsulite adesiva — conhecida como ombro congelado — a dor cost...
24/07/2026

Seu ombro está ficando cada vez mais difícil de mover?

Na capsulite adesiva — conhecida como ombro congelado — a dor costuma vir acompanhada de uma rigidez que aumenta progressivamente.

Aos poucos, movimentos simples como alcançar as costas, vestir uma roupa, pentear o cabelo ou elevar o braço passam a exigir cada vez mais esforço.

Não é apenas a dor que limita. A própria mobilidade do ombro diminui, e essa característica ajuda a diferenciar a capsulite de outras causas de dor na região.

Identificar corretamente o quadro e o momento de sua evolução é essencial para orientar o tratamento, controlar os sintomas e recuperar o movimento com segurança.

Se você percebe que seu ombro está ficando progressivamente mais rígido, uma avaliação individualizada é o primeiro passo para compreender a causa e definir a melhor condução.

Rompeu o LCA. E agora?Depois desse diagnóstico, uma das primeiras dúvidas costuma ser: “Vou precisar de cirurgia?”A ress...
22/07/2026

Rompeu o LCA. E agora?

Depois desse diagnóstico, uma das primeiras dúvidas costuma ser: “Vou precisar de cirurgia?”

A ressonância confirma a lesão, mas não determina sozinha o melhor tratamento. Pessoas com o mesmo diagnóstico podem apresentar níveis diferentes de instabilidade e necessidades funcionais completamente distintas.

Antes de definir a conduta, é preciso considerar episódios de falseio, prática esportiva, exigências da rotina, lesões associadas, resposta à reabilitação e objetivos individuais.

Mais importante do que tratar uma imagem é compreender como esse joelho funciona na vida real.

Se você recebeu esse diagnóstico e ainda tem dúvidas sobre o caminho a seguir, uma avaliação individualizada pode ajudar a compreender as opções e tomar essa decisão com mais segurança.

O post está bem construído porque parte da dúvida mais comum após o diagnóstico — “preciso operar?” — e reforça autorida...
22/07/2026

O post está bem construído porque parte da dúvida mais comum após o diagnóstico — “preciso operar?” — e reforça autoridade ao mostrar que a conduta depende do paciente, não apenas da ressonância.

Rompeu o LCA. E agora?

Depois desse diagnóstico, uma das primeiras dúvidas costuma ser: “Vou precisar de cirurgia?”

A ressonância confirma a lesão, mas não determina sozinha o melhor tratamento. Pessoas com o mesmo diagnóstico podem apresentar níveis diferentes de instabilidade e necessidades funcionais completamente distintas.

Antes de definir a conduta, é preciso considerar episódios de falseio, prática esportiva, exigências da rotina, lesões associadas, resposta à reabilitação e objetivos individuais.

Mais importante do que tratar uma imagem é compreender como esse joelho funciona na vida real.

Se você recebeu esse diagnóstico e ainda tem dúvidas sobre o caminho a seguir, uma avaliação individualizada pode ajudar a compreender as opções e tomar essa decisão com mais segurança.

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Avenida Drive João Palma Guião, 49
Ribeirão Prêto, SP

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