21/07/2026
Depressão resistente: trocar ou potencializar?
Cerca de 30% dos pacientes com depressão não apresentam resposta completa ao primeiro antidepressivo.
Isso não signif**a, necessariamente, que o tratamento “falhou”. Em muitos casos, é preciso revisar o diagnóstico, a dose, o tempo adequado de uso, comorbidades, sono, uso de substâncias, risco de bipolaridade e outros fatores clínicos.
Quando a resposta é parcial, uma das estratégias possíveis é a potencialização: associar uma medicação adjuvante ao antidepressivo em pacientes selecionados.
No APA 2026, em San Francisco, uma das discussões envolveu o uso de antipsicóticos atípicos como adjuvantes na depressão resistente, incluindo o brexpiprazol.
O ponto central não é apenas eficácia.
Tolerabilidade também importa.
Em tratamentos de longo prazo, efeitos como sedação, agitação, sintomas motores, alterações metabólicas ou hormonais podem interferir diretamente na adesão e na continuidade do tratamento.
Por isso, a escolha de um adjuvante precisa considerar não apenas “o que funciona”, mas também para quem funciona, em qual contexto e com qual perfil de tolerabilidade.
Tratamento de depressão resistente exige raciocínio clínico individualizado. Não é apenas adicionar medicações.
Conteúdo informativo. Não inicie, suspenda ou ajuste medicações por conta própria. A avaliação médica individualizada é indispensável.