Dr Tulio Tomaz Psiquiatra

Dr Tulio Tomaz Psiquiatra Médico - Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Psiquiatra - Residência Médica Univer

A lista pode ser enorme, esses foram os primeiros que vieram na cabeça. Boa formação E atualização constante para qualqu...
17/09/2026

A lista pode ser enorme, esses foram os primeiros que vieram na cabeça.

Boa formação E atualização constante para qualquer médico especialista.

Meditação E leitura para relaxar.

Não posso esquecer de Dr. Luiz Dieckmann e Dr. Michel Haddad.

Segue as referências científ**as de tudo que falei acima:Kellar D, Craft S. Lancet Neurol. 2020;19(9):758-66.De Felice F...
16/09/2026

Segue as referências científ**as de tudo que falei acima:

Kellar D, Craft S. Lancet Neurol. 2020;19(9):758-66.

De Felice FG et al. Nat Rev Neurosci. 2022;23(4):215-30.

Tarasoff-Conway JM et al. Nat Rev Neurol. 2015;11(8):457-70.

Steen E et al. J Alzheimers Dis. 2005;7(1):63-80

Talbot K et al. J Clin Invest. 2012;122(4):1316-38

Livingston G et al. Lancet Commission. Lancet. 2024;404(10452):572-628

Edison P et al. Nat Med. 2026

Cummings J et al. Lancet. 2026;407(10544):2167-79

"Bipolar sim, louca só quando eu quero."O título do livro da  já faz o que a psiquiatria tenta há décadas: separa a pess...
13/09/2026

"Bipolar sim, louca só quando eu quero."

O título do livro da já faz o que a psiquiatria tenta há décadas: separa a pessoa do diagnóstico e devolve o humor para quem viveu a coisa toda.

A Bienal do Livro de São Paulo teve uma mesa sobre transtorno bipolar, com sala cheia, no Espaço Bem-Estar com curadoria da michelleloreto e mediação da Gabriela Lian. Uma hora falando sobre um diagnóstico que costuma levar anos para ser fechado — e que quase sempre chega depois de muita gente ter dito à paciente que era só estresse, só TDAH, só depressão.

O que ficou da conversa: relato em primeira pessoa alcança o que nenhum artigo alcança. A Bia contou sobre a própria vida para uma plateia cheia de gente que reconheceu a própria história ali. Isso encurta o caminho até o consultório de um jeito que nenhuma campanha encurta.

Obrigado pelo convite, e pela companhia à mesa.

michelleloreto Gabriela Lian

bemestar

12/09/2026

Um videogame aprovado pelo FDA para tratar TDAH.

Não é promessa, não é app de bem-estar: é dispositivo médico com ensaio clínico registrado.
Chama EndeavorRx. Existe em duas versões lá fora: a de prescrição médica e a OTC, que o próprio paciente baixa. E a lógica de funcionamento é o oposto da que a gente costuma associar a tela.

Como funciona:
• Treina a criança a não se distrair. O jogo insere distratores de propósito e o desempenho depende de ignorá-los — melhora atenção sustentada e atenção focada.
• O algoritmo se ajusta ao nível da pessoa em tempo real. Ficou fácil demais, ele aperta; ficou difícil, alivia. Jogo chato não é aderente, e adesão é o desfecho oculto de qualquer tratamento.
• Tem trava de tempo. Não dá para virar hiperfoco: o protocolo do estudo foi de 25 minutos por dia, cinco dias por semana, por no mínimo quatro semanas.

Posologia, como remédio.
O ponto que muda a conversa no consultório: não compete com o psicoestimulante nem com a terapia — complementa. Nunca é um ou outro.

E o insight que eu levei pra casa: seu paciente (ou seu filho) vai pedir uma tela de qualquer jeito. A pergunta deixa de ser "tela ou não tela" e passa a ser qual tela. Por que dar uma qualquer, em vez de uma testada em ensaio clínico?

Ainda não está no Brasil.

Segundo dia do Masterclass de Psiquiatria 2026, com o Daniel Martinez / Psiquiatra.

Pergunta pro pediatra, pro clínico e pro neuro: se existisse hoje no Brasil uma terapia digital aprovada para TDAH, você prescreveria junto do estimulante — ou só depois que ele falhasse?

psicofarmacologia

11/09/2026

Não é GABA. Não é benzodiazepínico. Não é droga Z.

O lemborexanto é um DORA — Dual Orexin Receptor Antagonist. E a diferença não é detalhe farmacológico, é mudança de lógica: em vez de pisar no freio do sistema nervoso central, ele tira o pé do acelerador.

A orexina é o sistema que mantém você desperto; o DORA bloqueia esse sinal em vez de sedar por cima.
Isso muda o perfil de efeito no dia seguinte, muda a conversa sobre dependência e muda quem é o candidato.

O que f**a de prático:
• O alvo é o fenótipo de sono curto — o paciente que dorme menos de 6 horas de tempo total, com prejuízo diurno documentado.
• Acima disso, TCC-I continua sendo primeira linha. Mecanismo novo não substitui diagnóstico nem substitui a intervenção comportamental — só entra depois dela.
• A pergunta antes de qualquer receita continua a mesma: é insônia mesmo, ou é apneia, ritmo circadiano, depressão ou o próprio fármaco que o paciente já usa?

Primeiro dia do Masterclass de Psiquiatria 2026, com o Daniel Martinez / Psiquiatra.

Pergunta pro colega médico: hoje, quando seu paciente hipertenso ou diabético reclama de sono, o que sai da sua receita?

endocrinologia

11/09/2026

Obesidade e compulsão alimentar no mesmo paciente: você trata o ovo ou a galinha?

Primeiro dia do Masterclass de Psiquiatria 2026. O Daniel acabou de sair de uma aula sobre obesidade e transtorno de compulsão alimentar, e a resposta dele para essa pergunta foi simples: os dois, ao mesmo tempo.

Se o paciente está sofrendo com os dois, cabe a nós oferecer o melhor tratamento disponível para cada um — sem esperar um resolver o outro.

Dois pontos que interessam a quem prescreve para obesidade:
• A escolha do fármaco muda quando a compulsão está no quadro. Topiramato, análogos de GLP-1, semaglutida, tirzepatida: cada um entra num lugar diferente da equação, e o rastreio de compulsão precisa vir antes da receita, não depois.
• Exercício e nutrição durante o uso de análogo de GLP-1 não são substituíveis pela caneta. O senso comum diz que o remédio faz o trabalho sozinho. Na prática, é o treino de força que preserva massa magra e é a adequação proteica que direciona a perda para gordura. Sem isso, o paciente perde peso — e perde o peso errado.

Esse é exatamente o tipo de conteúdo que está entrando no nosso curso de psiquiatria de interface.

Pergunta pro endócrino, pro cardiologista e pro clínico: no paciente com obesidade que você acompanha, você rastreia compulsão alimentar antes de escolher o fármaco — ou só quando o paciente traz?

psiquiatria cardiometabolismo

10/09/2026

TOC pode começar a dar sinais até 7 anos antes dos sintomas clássicos.

Primeiro dia do Masterclass de Psiquiatria 2026. O que mais me chamou a atenção foi a aula do Leonardo Fontenelle sobre estadiamento do TOC: uma fase prodrômica na infância e adolescência, o início típico no começo da vida adulta e, sem remissão completa, um curso de neuroprogressão que a gente já discute há anos em humor e ansiedade — mas ainda pouco em TOC.

Por que isso importa:
• TOC anda junto com depressão e transtornos de ansiedade. Na prática clínica geral ele costuma f**ar escondido atrás desses dois diagnósticos.
• O estágio muda a estratégia. No começo, a hipótese em discussão é se intervenções de estilo de vida (atividade física, manejo do estresse, mindfulness) ajudam a frear a progressão. Já no paciente crônico de meia-idade, ISRS em dose alta ou TCC sozinhos podem não ser suficientes — e é aí que o encaminhamento precisa acontecer, não depois.
• O custo de esperar: TOC de longa evolução sem tratamento adequado deixa marca cognitiva.

Pergunta pro colega medico: você já pergunta ativamente sobre rituais, verif**ações e pensamentos intrusivos — ou o TOC só aparece quando o paciente traz?

psicofarmacologia

10/09/2026

2.000 psiquiatras num congresso. Primeiro dia do Masterclass de Psiquiatria 2026.

A gente veio com um filtro: do que está sendo apresentado aqui, o que muda a conduta de quem prescreve psicofármaco toda semana?

Alguns temas que estamos separando:
• Obesidade e psicofármacos: quanto do peso é a droga, quanto é o transtorno — e como escolher sem trocar um problema por outro
• TOC: por que passa anos despercebido na consulta clínica geral
• Novos tratamentos de insonia.

Isso será conteúdo do nosso curso de psiquiatria de interface. O lema do Masterclass é "o que você aprende aqui, usa no consultório no próximo dia útil". É o padrão que a gente quer pro curso também.

Pergunta pra quem não é psiquiatra: qual desses temas você quer ver aqui primeiro?

Um paciente com transtorno bipolar tipo II passa em média quase 40 vezes mais tempo deprimido do que em hipomania.Quaren...
08/09/2026

Um paciente com transtorno bipolar tipo II passa em média quase 40 vezes mais tempo deprimido do que em hipomania.

Quarenta.

Esse número sozinho explica boa parte dos 15 anos de atraso no diagnóstico. Porque a imagem que todo mundo tem do bipolar — metade do tempo pra baixo, metade "voando" — simplesmente não existe. O que existe é um paciente que passa a vida quase inteira deprimido e tem alguns dias, às vezes umas poucas semanas, do outro lado. Dias em que ele se sente ótimo e, justamente por isso, não marca consulta.

Então o que chega ao consultório é sempre a mesma metade da doença. E a gente carimba depressão refratária, ansiedade comórbida, sintoma residual, traço de personalidade. Tudo menos bipolaridade.

Some a isso a hipomania que hoje aparece muito mais como irritabilidade e ansiedade do que como euforia, e a consulta de 10 minutos que só dá tempo de ver o que o paciente traz espontaneamente — e o diagnóstico atrasa uma década e meia.

Não é desatenção do psiquiatra. É que o outro lado do humor quase nunca senta na cadeira na sua frente. Ele precisa ser perguntado.

Me conta: você já teve um paciente que tratava como depressão refratária e um dia virou TAB tipo II? Sim ou não?

O lemborexante chegou ao Brasil — e a pergunta não é "é novo?", é "muda alguma coisa?".Muda o mecanismo. Dr**as Z e benz...
04/09/2026

O lemborexante chegou ao Brasil — e a pergunta não é "é novo?", é "muda alguma coisa?".

Muda o mecanismo. Dr**as Z e benzodiazepínicos potencializam o GABA: é pisar no freio da vigília. Os DORA bloqueiam a orexina — em vez de frear, tiram o combustível que nos mantém acordados.

O que sempre me incomodou nos GABAérgicos não foi fazer o paciente dormir. Foi a saída: tolerância, uso abusivo, rebote, e meses de negociação para desmamar um zolpidem que era "só por uns dias". Nos estudos de registro do lemborexante não houve insônia rebote nem abstinência — e ele aumentou REM e não-REM, ao contrário dos benzos e do zolpidem, que tendem a encurtar o REM

Mas ele segue Schedule IV no FDA, mesma classif**ação do zolpidem. O risco de abuso parece baixo, talvez menor que o dos hipnóticos tradicionais — mas menor não é zero.

No idoso é onde ele mais ganha espaço. A AGS recomenda evitar dr**as Z e benzos nessa população e classif**a os DORA como "mais seguros, mas não completamente seguros".

Na comparação direta, a metanálise em rede de Oxford (170 ensaios) colocou lemborexante e eszopiclona entre os melhores perfis de eficácia e tolerabilidade em 1 ano — tanto para induzir quanto para manter o sono.

É muito bom ter mais uma opção, com mecanismo diferente de tudo que tínhamos. Mas medicação nova não quer dizer, necessariamente, medicação melhor.
O que você pensa sobre a chegada desse novo remédio?

Seu amigo médico conhece ele?

📚 De Crescenzo F, et al. Lancet. 2022;400(10347):170-184. | Yardley J, et al. Sleep Med. 2021;80:333-342 (SUNRISE-2). | AGS Beers Criteria Alternatives Panel. J Am Geriatr Soc. 2025;73(9):2657-2677.

Endereço

Avenida Cel. Fernando Ferreira Leite, 1540/Sala 16/17/Clínica Verat/Centro Medico Ribeirão Shopping
Ribeirão Prêto, SP
14062900

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