Carolina de Souza Psicóloga

Carolina de Souza Psicóloga Psicóloga (CRP 06/136429) formada pela USP, doutora em Psicologia e especialista em Psicanálise.

Atuo com psicoterapia, psico-oncologia e população LGBTQIAPN+, oferecendo também supervisão clínica com foco em gênero, sexualidade e escuta sensível. Sou Carolina de Souza, psicóloga, formada pela Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP), com especialização em Teorias e Técnicas Psicanalíticas (FATECE/IEP-RP) e experiência consolidada em Psicologia Clínica e da Saúde. Atuo com psicoterapia individu

al e em grupo, voltada para crianças, adolescentes, adultos e idosos, em atendimentos presenciais e online, a partir de uma escuta clínica fundamentada na psicanálise. Minha prática se caracteriza pela escuta acolhedora e ética, com atenção às singularidades de cada sujeito. Tenho ampla experiência em psico-oncologia, no acompanhamento de pessoas com câncer e seus familiares, e em atendimentos à população LGBTQIAPN+, considerando as interseções entre saúde, gênero e sexualidade. Além da atuação clínica, ofereço supervisão a psicólogas(os) e profissionais em formação, interessadas(os) em aprofundar sua escuta e prática a partir de uma perspectiva psicanalítica atrelada às questões de gênero e sexualidade. Sou doutora em Psicologia pela USP, com pesquisa voltada à saúde de mulheres lésbicas e bissexuais, e realizei estágio de pesquisa no King's College London (Inglaterra), aprofundando o olhar sobre cuidados em saúde em contextos de vulnerabilidade. Minha trajetória integra atuação clínica, docência e pesquisa, sempre orientada por princípios de escuta sensível, respeito à diversidade e compromisso ético com o bem-estar emocional.

Como psicóloga e pesquisadora, uma das perguntas que me atravessou durante a construção deste estudo foi: o que acontece...
26/02/2026

Como psicóloga e pesquisadora, uma das perguntas que me atravessou durante a construção deste estudo foi: o que acontece quando assumir quem você é passa a significar perder direitos, segurança ou reconhecimento social?

No artigo “'Você deixa de ser uma pessoa com direitos a partir do momento em que fala que é homossexual': violência de gênero sofrida no cotidiano por mulheres lésbicas de camadas médias”, que publiquei na revista "Interação em Psicologia" (2023), busquei compreender os significados atribuídos às experiências de preconceito e discriminação vividas por mulheres lésbicas em diferentes contextos do cotidiano. A partir de entrevistas em profundidade, emergiram relatos que mostram como a violência nem sempre é explícita: ela aparece em silêncios, piadas, apagamentos, constrangimentos e na necessidade constante de avaliar quando é seguro existir publicamente como se é.

As participantes narraram experiências no ambiente de trabalho, na família, nas amizades, nos serviços de saúde e em interações com pessoas desconhecidas - espaços onde o preconceito pode limitar direitos, afetos e possibilidades de vida. Mais do que episódios isolados, essas vivências revelam mecanismos sociais que buscam manter normas heterocentradas e controlar a autonomia das mulheres sobre seus corpos, desejos e relações.

Escrever esse artigo foi também um convite à escuta: compreender essas experiências é fundamental para pensar práticas profissionais mais éticas, políticas públicas efetivas e uma sociedade mais sensível à diversidade.

📖 O artigo está disponível gratuitamente para leitura na íntegra: https://doi.org/10.5380/riep.v27i2.86951

20/02/2026

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