Psicóloga Tainá Martins

Psicóloga Tainá Martins Psicóloga Cognitivo Comportamental

18/08/2026

Não digo que que todas as pessoas que tiveram esse ambiente vão reagir assim, mas para algumas, que consequentemente naturalizaram isso, o limiar de desrespeito se torna tão alto que uma ofensa passa a ser vista apenas como “estresse comum”. Sem repertório emocional pra medir o impacto no outro, a pessoa passa a enxergar qualquer limite colocado como exagero.

Tentar mostrar um novo modo de se comunicar no meio do caos é quase impossível, é como tentar ensinar um novo id**ta no meio do barulho. Se o outro não enxerga a necessidade de mudar ou não quer evoluir, a sua melhor comunicação não vai funcionar, impossível.

tem aparecido bastante conteúdo do que achamos “chique” ou não ultimamente, e, tá aí uma coisa que eu acho absurdamente ...
18/08/2026

tem aparecido bastante conteúdo do que achamos “chique” ou não ultimamente, e, tá aí uma coisa que eu acho absurdamente elegante: escutar alguém genuinamente!

Uma das coisas que mais nos faz se sentir amados e respeitados é alguém que nos escuta e nos compreende de verdade, e infelizmente, isso é uma habilidade cada vez mais defasada e que destrói muitas relações. Solidão raramente é sobre estar sozinho. Na maioria das vezes, ela acontece quando estamos cercados de pessoas, mas que, ninguém nos escuta de verdade. Parece que falamos um idioma que o mundo não compreende.
Quando nos expressamos e recebemos apenas conselhos automáticos, julgamentos ou pressa, a mensagem implícita que f**a é: “o que você sente não importa tanto assim”. E, aos poucos, a gente vai aprendendo a se calar.

Por isso, quando alguém decide nos ouvir de verdade, sem interromper, sem tentar consertar tudo imediatamente, apenas nos acolhendo, a gente recebe um cuidado verdadeiro.

04/08/2026

Quando a gente fala e se escuta sem filtros, se torna observável aquilo que antes era apenas um padrão cognitivo ruidoso e abstrato. É nesse momento que os pensamentos automáticos aparecem com clareza, permitindo que a gente perceba distorções cognitivas, identifique contradições e comece a reestruturar a forma como interpretamos a própria realidade.

Realmente essas coisas não me importam!O próprio papel de estar na terapia é uma forma de revolução contra a obrigação d...
02/08/2026

Realmente essas coisas não me importam!

O próprio papel de estar na terapia é uma forma de revolução contra a obrigação de parecer inabalável pro mundo. 😘

O TDAH não é exclusivamente um transtorno de desregulação emocional, mas a desregulação emocional é um componente centra...
28/07/2026

O TDAH não é exclusivamente um transtorno de desregulação emocional, mas a desregulação emocional é um componente central e intrínseco do TDAH, frequentemente negligenciado pelas estratégias tradicionais.
Não se trata o TDAH entupindo a pessoa de agendas, planners e regras que funcionam bem para cérebros neurotípicos (não possuem tdah). Pedir para alguém com TDAH ter “só mais disciplina”, “delegar mais”, “se organizar melhor” é o mesmo que dar um manual de corrida para quem está com a perna engessada. O problema nunca foi falta de vontade, de inteligência ou de métodos bonitos. TDAH é, antes de tudo, um transtorno de autorregulação e de desregulação emocional.
A ciência mostra que as conexões entre a parte do cérebro que planeja e a parte que processa as emoções funcionam num ritmo diferente no TDAH. Não é preguiça é a química do cérebro reagindo à falta de dopamina e ao estresse de tentar começar. A pessoa com TDAH quase sempre sabe exatamente o que precisa fazer, o sofrimento está no conseguir fazer no momento certo. Por isso, colocar estratégias engessadas sem olhar para a desregulação emocional só gera duas coisas: culpa e a sensação de que “nada funciona comigo”.

O Doutor Russell Barkley, que é uma das maiores referências mundiais nas pesquisas sobre o TDAH, reforça exatamente isso: o TDAH não é um déficit de conhecimento ou de intenção, mas sim um déficit de desempenho no momento da ação, profundamente impactado pela nossa capacidade de REGULAR o comportamento e as emoções.

A gente também pode e precisa aprender a dar espaço para o que é bom, mesmo sendo difícil muitas vezes. A gente não prec...
25/07/2026

A gente também pode e precisa aprender a dar espaço para o que é bom, mesmo sendo difícil muitas vezes. A gente não precisa adotar um otimismo ingênuo, mas pode começar a oferecer aos pensamentos bons o mesmo voto de confiança que dá aos difíceis...

Algumas pessoas são muito mais sensíveis ao estresse do que outras, isso é fato. Para quem vive com a sensibilização ao ...
23/07/2026

Algumas pessoas são muito mais sensíveis ao estresse do que outras, isso é fato. Para quem vive com a sensibilização ao estresse, a sensação é de que a pele é mais fina para os imprevistos da vida. O corpo parece ler o mundo com a régua no máximo: uma cobrança pontual vira uma ameaça enorme, um estímulo neutro vira um motivo de estresse enorme, um pequeno imprevisto parece um abismo, uma vírgula fora do lugar é motivo para explodir ou virar completamente o humor da pessoa. E o cansaço que vem depois é desproporcional ao que de fato aconteceu.

É comocarregar um alarme interno que dispara por qualquer coisa, mantendo o organismo sempre em prontidão. Muitas vezes, isso se traduz em oscilações de humor que parecem do nada, um esgotamento constante ou aquela sensação incômoda de estar sempre prestes a desabar.

Se essa hipervigilância faz parte da sua rotina, saiba que essa reatividade não é frescura, exagero ou falta de força. Essa sensibilidade é apenas a forma como o seu sistema nervoso aprendeu a funcionar e a habitar o mundo.

Imagem do livro: bipolar sem mistérios - do diagnóstico a uma vida melhor - Dr Renato Silva .

o luto é estranho. ❤️‍🩹
21/07/2026

o luto é estranho. ❤️‍🩹

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