Pediatra Luciana Lages

Pediatra Luciana Lages
👩🏼‍⚕️ | Pediatra
💙 | Especialista em Autismo
👩🏼‍🏫 | Professora da FURG
👇🏻 Consultas e ingressos

Recebi recentemente uma pergunta muito interessante:“Dra., dificuldade em exatas na escola pode ser sinal de algum trans...
21/05/2026

Recebi recentemente uma pergunta muito interessante:

“Dra., dificuldade em exatas na escola pode ser sinal de algum transtorno?”

A resposta é: pode merecer atenção; mas não deve ser vista de forma isolada.

Ter dificuldade em matemática, por si só, não signif**a um transtorno.

Mas, dependendo do contexto, pode estar associado a questões do neurodesenvolvimento que precisam ser observadas.

Em alguns casos, a dificuldade pode envolver, por exemplo:

Processamento cognitivo;
Atenção e funções executivas;
Memória de trabalho;
Raciocínio lógico;
Ou dificuldades específ**as de aprendizagem, como a discalculia.

E aqui existe um ponto importante:

Nem toda dificuldade escolar é “falta de esforço”.

Às vezes, é um sinal de que a criança está encontrando barreiras reais para aprender daquela forma.

Por isso, quando uma dificuldade persiste, causa sofrimento ou impacta o desempenho de forma importante, vale investigar.

Porque olhar para esses sinais precocemente não é rotular uma criança.

É compreender como ela aprende.
E isso pode mudar trajetórias.
Você já tinha pensado nisso?

👩‍⚕️ Dra. Luciana Lages
Médica Pediatra — CRM 20146 / RQE 44598

18/05/2026

Foi uma honra dividir o palco com tantos profissionais incríveis.
Que venham mais momentos de partilha, aprendizagem e quebra de barreiras.
“O autismo é de TODOS!”

Autonomia é uma habilidade do desenvolvimento e deve ser estimulada desde a infância.No caso de crianças autistas, isso ...
18/05/2026

Autonomia é uma habilidade do desenvolvimento e deve ser estimulada desde a infância.

No caso de crianças autistas, isso é especialmente importante.

Desenvolver autonomia não signif**a esperar independência precoce, mas favorecer, de forma gradual, habilidades funcionais compatíveis com a idade e o perfil da criança.

Isso pode incluir:

- participar de pequenas rotinas;

Aprender sequências do dia a dia;
Fazer escolhas simples;
Desenvolver autocuidado;
Assumir tarefas com apoio.

Essas experiências contribuem para habilidades adaptativas, autoconfiança e participação social.

Em muitos casos, por excesso de proteção, a criança pode ter menos oportunidades de desenvolver essas competências.

Por isso, promover autonomia também é parte do cuidado.

No neurodesenvolvimento, não olhamos apenas para aquisição de linguagem ou aprendizagem acadêmica.

Habilidades para a vida também importam.
E começam a ser construídas cedo.

👩‍⚕️ Dra. Luciana Lages
Médica Pediatra — CRM 20146 / RQE 44598

A formação médica ensina a observar.A experiência ensina a aprofundar esse olhar.E, com o tempo, aprendi algo que consid...
14/05/2026

A formação médica ensina a observar.
A experiência ensina a aprofundar esse olhar.

E, com o tempo, aprendi algo que considero essencial no desenvolvimento infantil:

desenvolvimento não se olha com pressa.

Porque desenvolvimento não é uma fotografia.

É processo.
É trajetória.
É contexto.

Uma criança não pode ser compreendida por um comportamento isolado, por um recorte de poucos minutos ou por expectativas padronizadas.

É preciso observar nuances.
Entender ritmos.
Perceber sinais.
Escutar a família.
Considerar o ambiente.

Muitas vezes, o que muda a compreensão de uma criança é justamente o tempo dedicado a olhar melhor.

E talvez essa seja uma das coisas em que mais acredito na minha prática:

No desenvolvimento infantil, um olhar apressado pode simplif**ar demais.

Um olhar atento pode revelar muito.

👩‍⚕️ Dra. Luciana Lages
Médica Pediatra — CRM 20146 / RQE 44598

Ao longo dos anos, uma realidade tem se repetido no consultório e nas mensagens que recebo:Muitas famílias precisam de o...
12/05/2026

Ao longo dos anos, uma realidade tem se repetido no consultório e nas mensagens que recebo:

Muitas famílias precisam de orientação em neurodesenvolvimento…
mas não têm acesso fácil a profissionais com essa atuação.

Às vezes pela cidade onde vivem.
Às vezes pela falta de especialistas.

Às vezes pela própria rotina exaustiva que o cuidado exige.

Foi pensando nisso que decidi ampliar meu trabalho também para o atendimento online.

Não como substituição do cuidado.
Mas como ampliação de acesso.

Porque tecnologia, quando bem usada, também pode aproximar cuidado.

E permitir que famílias de diferentes lugares recebam orientação qualif**ada, baseada em ciência e individualizada.

Cuidar não depende apenas de presença física.

Depende de presença real.
E isso também pode existir no online.

👩‍⚕️ Dra. Luciana Lages
Médica Pediatra — CRM 20146 / RQE 44598

Quando se fala em inclusão, muitas vezes o tema f**a restrito ao discurso.Mas inclusão real exige preparo.Ambientes prof...
08/05/2026

Quando se fala em inclusão, muitas vezes o tema f**a restrito ao discurso.

Mas inclusão real exige preparo.

Ambientes profissionais, equipes e lideranças precisam compreender a neurodiversidade para que inclusão deixe de ser intenção e se torne prática.

É nesse contexto que também desenvolvo um trabalho de consultoria e capacitação para empresas e instituições.

Um trabalho voltado para formação de equipes, orientação de gestores e construção de ambientes mais preparados para acolher pessoas autistas como colaboradores, estagiários, voluntários e clientes.

Porque inclusão não se resume a abrir espaço.

É preciso saber sustentar esse espaço.

Capacitar equipes reduz barreiras, evita conflitos por despreparo e torna relações de trabalho mais acessíveis e mais humanas.

Traduzir ciência em práticas reais de inclusão também é parte do meu trabalho.

Porque inclusão não é discurso.
É capacitação.

👩‍⚕️ Dra. Luciana Lages
Médica Pediatra — CRM 20146 / RQE 44598

Muitas vezes, quando falamos em rotina, ela é reduzida à ideia de hábito ou disciplina.Mas existe um aspecto mais profun...
06/05/2026

Muitas vezes, quando falamos em rotina, ela é reduzida à ideia de hábito ou disciplina.

Mas existe um aspecto mais profundo nisso.

Previsibilidade ajuda o cérebro a funcionar melhor.
E isso é ciência.

Quando a criança consegue antecipar o ambiente, compreender sequências e saber o que esperar, o cérebro gasta menos energia lidando com incertezas e sobrecarga.

Isso reduz demanda cognitiva e favorece processos fundamentais do desenvolvimento, como atenção, autorregulação e aprendizagem.

Esse princípio é sustentado por estudos em neurociência e funções executivas.

A pesquisadora Adele Diamond, referência mundial nessa área, demonstra como ambientes organizados e previsíveis favorecem processos centrais para o desenvolvimento.

Autores como Bruce Perry também mostram como previsibilidade pode atuar como suporte para regulação do sistema nervoso.

Por isso, em muitas situações, rotina não é rigidez.

É suporte neurobiológico.
É estratégia.
É cuidado.

E compreender isso muda a forma como olhamos para algo aparentemente simples, mas profundamente importante no desenvolvimento infantil.

👩‍⚕️ Dra. Luciana Lages
Médica Pediatra — CRM 20146 / RQE 44598

Recebi recentemente uma pergunta muito interessante:“Dra., dificuldade em exatas na escola pode ser sinal de algum trans...
04/05/2026

Recebi recentemente uma pergunta muito interessante:

“Dra., dificuldade em exatas na escola pode ser sinal de algum transtorno?”

A resposta é: pode merecer atenção; mas não deve ser vista de forma isolada.

Ter dificuldade em matemática, por si só, não signif**a um transtorno.

Mas, dependendo do contexto, pode estar associado a questões do neurodesenvolvimento que precisam ser observadas.

Em alguns casos, a dificuldade pode envolver, por exemplo:

Processamento cognitivo;
Atenção e funções executivas;
Memória de trabalho;
Raciocínio lógico;
Ou dificuldades específ**as de aprendizagem, como a discalculia.

E aqui existe um ponto importante:

Nem toda dificuldade escolar é “falta de esforço”.

Às vezes, é um sinal de que a criança está encontrando barreiras reais para aprender daquela forma.

Por isso, quando uma dificuldade persiste, causa sofrimento ou impacta o desempenho de forma importante, vale investigar.

Porque olhar para esses sinais precocemente não é rotular uma criança.

É compreender como ela aprende.
E isso pode mudar trajetórias.

Você já tinha pensado nisso?

👩‍⚕️ Dra. Luciana Lages
Médica Pediatra — CRM 20146 / RQE 44598

Durante muito tempo, muitos tratamentos foram pensados em modelos mais padronizados.Hoje, a medicina caminha em outra di...
01/05/2026

Durante muito tempo, muitos tratamentos foram pensados em modelos mais padronizados.

Hoje, a medicina caminha em outra direção:

Mais personalização.
Mais precisão.
Mais individualização.

E isso também chega ao campo do neurodesenvolvimento.

Quando falamos em medicina de precisão, falamos em utilizar dados clínicos, perfis biológicos e novas ferramentas para pensar condutas mais individualizadas para cada paciente.

Isso inclui discussões que envolvem farmacogenética, perfis genéticos e, em contextos específicos e criteriosamente indicados, terapias que fazem parte desse avanço científico, incluindo estudos em canabinoides medicinais.

Não se trata de “um tratamento para todos”.

Mas de reconhecer que diferentes pacientes podem responder de formas diferentes.

E que a ciência tem buscado compreender isso com cada vez mais profundidade.

Esse é um campo em expansão; e acompanhar essas discussões com responsabilidade também faz parte de cuidar com ciência.

Porque o futuro do cuidado não está apenas em tratar.

Está em tratar melhor.

👩‍⚕️ Dra. Luciana Lages
Médica Pediatra — CRM 20146 / RQE 44598

Muitas crianças são vistas como desinteressadas, distraídas ou “sem esforço”.Mas, às vezes, o que existe não é falta de ...
30/04/2026

Muitas crianças são vistas como desinteressadas, distraídas ou “sem esforço”.

Mas, às vezes, o que existe não é falta de capacidade; é dificuldade de expressar, organizar, responder ou sustentar aquilo que sabem.

E isso merece atenção.

No neurodesenvolvimento, nem sempre aprender e demonstrar acontecem na mesma velocidade.

Uma criança pode compreender um conteúdo; e, ainda assim, ter dificuldade para:

• Responder sob demanda;
• Organizar o pensamento em fala ou escrita;
• Lidar com exigências do ambiente escolar;
• Sustentar atenção para mostrar o que sabe;
• Processar e responder no tempo esperado.

Quando isso é interpretado apenas como desinteresse ou falta de empenho, algo importante pode ser perdido.

Porque, muitas vezes, o problema não está no potencial da criança; está na forma como estamos avaliando esse potencial.

Desenvolvimento infantil também é aprender a olhar para além do desempenho.

Porque nem toda dificuldade de mostrar é dificuldade de aprender.

E entender essa diferença pode mudar trajetórias.

👩‍⚕️ Dra. Luciana Lages
Médica Pediatra — CRM 20146 / RQE 44598

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Rua General Bacelar 378/sala 303
Rio Grande, RS
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