Ana Paula Evaldt - Psicóloga

Ana Paula Evaldt - Psicóloga Atendimento para adolescentes e adultos -
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Não somos. Estamos. E talvez seja justamente aí que a análise possa abrir espaço para novas formas de existir.Minha agen...
23/07/2026

Não somos. Estamos.

E talvez seja justamente aí que a análise possa abrir espaço para novas formas de existir.

Minha agenda está aberta para novos acompanhamentos.

Ana Paula Evaldt
Psicoloca clínica
05/73050

Um trecho do livro "A morte de si" de Marcelo Veras (2003), que me faz pensar sobre o que sustentamos quando, apesar de ...
01/07/2026

Um trecho do livro "A morte de si" de Marcelo Veras (2003), que me faz pensar sobre o que sustentamos quando, apesar de tudo, continuamos a apostar na vida.

Ana Paula Evaldt
05/73060

Vagas para atendimento online 🌀Atendo adolescentes, adultos e idosos a partir da psicanálise, em um espaço de escuta, ac...
29/05/2026

Vagas para atendimento online 🌀

Atendo adolescentes, adultos e idosos a partir da psicanálise, em um espaço de escuta, acolhimento e construção de novos sentidos.

Por que será que a gente acaba se envolvendo com pessoas tão parecidas?Relações que mudam de rosto, mas repetem a mesma ...
18/08/2025

Por que será que a gente acaba se envolvendo com pessoas tão parecidas?

Relações que mudam de rosto, mas repetem a mesma dor, o mesmo vazio, o mesmo lugar?

Na psicanálise, entendemos que o sujeito é marcado por experiências afetivas muito precoces. As primeiras formas de amar — e de ser amado — deixam rastros. Mesmo sem perceber, buscamos no outro algo que ecoa essas marcas. Assim, repetimos.

Repetimos vínculos, padrões de sofrimento, dinâmicas afetivas. Repetimos o lugar que ocupamos nas relações, as feridas antigas, as tentativas (inconscientes) de resolver algo mal elaborado lá atrás.

Um retorno que insiste, mesmo que traga dor. É como se o sujeito, marcado por experiências precoces — como por exemplo abandono, rejeição, humilhação, idealização — procurasse, nas novas relações, reviver o que ficou mal resolvido com os primeiros objetos de amor.

Mas não se trata de culpa ou fraqueza. Trata-se de uma lógica inconsciente: escolhemos o que, de certa forma, já conhecemos.
E, por isso, nos enredamos em relações que mais repetem do que renovam.

A análise permite dar nome ao que se repete — e, aos poucos, transformar a repetição em possibilidade de escolha.

Nem todo amor é repetição.
Mas todo sintoma de amor diz algo sobre nós.

Primeiro: escutando.De verdade. Sem interrupção, sem julgamento, sem pressa para "resolver".A psicanálise oferece um esp...
14/08/2025

Primeiro: escutando.

De verdade. Sem interrupção, sem julgamento, sem pressa para "resolver".

A psicanálise oferece um espaço onde a mulher pode dizer o indizível — aquilo que muitas vezes foi silenciado por medo, vergonha ou culpa. E essa fala, que antes estava sufocada, pode começar a ganhar forma.

Na clínica, não se trata de apagar o que aconteceu, mas de reconstruir a possibilidade de existir para além da dor vivida.
O que se reconstrói ali não é só a narrativa, mas o próprio sujeito: seu desejo, sua palavra, seu lugar.
E pouco a pouco, o que antes parecia impossível de nomear, começa a se dizer.

Mas o trabalho não para aí.
A clínica também pode apoiar no direcionamento para a rede de proteção pública, no incentivo ao acesso a direitos, na articulação com serviços de saúde, assistência social e apoio jurídico.
Pode fortalecer o desejo de retomar o convívio social, reconstruir vínculos e ressignificar relações.

Terapia pode ser o primeiro passo para deixar de carregar sozinha o que tanto machuca.
Nenhuma das violências é pequena.
Porque todas deixam marcas — no corpo, na alma, na forma como a mulher se vê no mundo.

Quando a fala encontra um lugar para existir, o silêncio deixa de pesar tanto.
Podemos abrir esse espaço juntas!

A redução de danos é uma estratégia de cuidado que parte do princípio de que a abstinência total nem sempre é possível —...
12/08/2025

A redução de danos é uma estratégia de cuidado que parte do princípio de que a abstinência total nem sempre é possível — e nem sempre é desejada. Isso significa reconhecer que há ali uma história, um desejo, um sofrimento e, sobretudo, alguém que precisa ser escutado, não punido.

Não se trata de impor a abstinência como única meta, mas de diminuir os riscos e os sofrimentos associados ao uso — sejam eles físicos, psíquicos ou sociais.

Na lógica abolicionista, que insiste na ideia de uma sociedade “livre das dr**as”, o sujeito é frequentemente apagado. Muitas vezes ignora-se a pergunta mais importante: “o que esse uso significa para esse sujeito?”

A substância vira o inimigo a ser combatido, enquanto a pessoa usuária é tratada como um corpo a ser higienizado e silenciado. Essa abordagem tende a criminalizar, internar compulsoriamente e desresponsabilizar os serviços de saúde, transferindo o problema para o sistema penal ou manicomial.
Mas o uso de álcool e outras dr**as nunca é apenas químico — é também simbólico.

Na psicanálise, entendemos que o sujeito se constitui em falta, e que o uso pode operar como uma tentativa de tamponar essa falta, aliviar o sofrimento, sustentar um modo de gozo. Romper com esse laço exige mais do que proibição: exige presença, escuta, construção de outras vias de laço e de prazer possíveis

Reduzir danos, então, é escutar a função que a substância cumpre naquela vida. É sustentar um laço que permita, aos poucos, que outros modos de existir sejam possíveis. É construir cuidado possível, sem julgamento moral, sem medicalização excessiva, sem internação compulsória.

Na prática, isso pode significar:
– orientar sobre formas mais seguras de uso;
– disponibilizar insumos de proteção, como seringas ou camisinhas;
– oferecer espaços de escuta e vínculo, mesmo quando a pessoa ainda faz uso;
– respeitar o tempo e o desejo do sujeito, sem coação, sem punição, sem moralismo.

É construir um cuidado possível, em vez de um ideal impossível.

A violência contra a mulher não se resume a agressões físicas. Ela pode acontecer em silêncio, disfarçada de “ciúme”, “z...
04/08/2025

A violência contra a mulher não se resume a agressões físicas. Ela pode acontecer em silêncio, disfarçada de “ciúme”, “zelo” ou “brincadeira”.

E muitas vezes, é normalizada a ponto de não ser reconhecida como violência.

- Violência física: qualquer ato que cause dor, ferimento ou risco à integridade corporal.
Mas o tapa nunca é o começo. Ele é o ponto de explosão de algo que vem antes.

- Violência psicológica: humilhações, xingamentos, ameaças, controle, manipulação.
Ela corrói por dentro. Faz a mulher duvidar de si, se encolher, se calar.

- Violência sexual: impor, forçar ou manipular práticas se***is sem consentimento.
Mesmo dentro de relações estáveis. Porque sem consentimento, não há relação.

- Violência moral: caluniar, difamar, espalhar mentiras para descredibilizar a mulher.
Um ataque à reputação que fere profundamente a identidade.

- Violência patrimonial: reter documentos, controlar dinheiro, destruir objetos pessoais.
Uma forma de dominação que atinge diretamente a autonomia.

Todas essas violências — visíveis ou sutis — afetam a vida psíquica.
A mulher muitas vezes internaliza a culpa, o medo, a sensação de que exagerou ou de que “merecia”.

É importante nomear o que foi vivido, a desmontar o discurso que silencia, a reconstruir o lugar da fala e do desejo.
Porque nenhuma dessas violências é pequena.
E nenhuma mulher merece viver em silêncio.

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Minha agenda está aberta para atendimentos psicológicos, me manda uma mensagem e conversamos sobre!

Você sabia que mais de 60 mil pessoas morreram em hospitais psiquiátricos no Brasil ao longo do século XX?O caso mais co...
31/07/2025

Você sabia que mais de 60 mil pessoas morreram em hospitais psiquiátricos no Brasil ao longo do século XX?

O caso mais conhecido é o do Hospital Colônia de Barbacena-MG, onde pessoas em sofrimento psíquico (e muitas que nem tinham diagnóstico) foram internadas em condições desumanas: sem cuidado, sem tratamento, e muitas vezes sem retorno.

Gente pobre, mulheres, pessoas negras, homosse***is, “indesejados sociais” — todos misturados e trancados em celas frias, sem comida, sem atendimento, muitos morrendo de fome, frio e abandono.

Esse capítulo brutal da nossa história ficou conhecido como o Holocausto Brasileiro. Mas por que quase ninguém fala sobre isso?

A psicanálise nos ajuda a pensar esse silêncio.
Freud chamou de recalque o mecanismo pelo qual o psiquismo empurra para o inconsciente aquilo que é doloroso ou inaceitável demais para ser lembrado.

Mas o recalque não apaga — ele só oculta.
E o que é recalcado retorna, muitas vezes de forma distorcida, como sintomas, repetições ou fantasias.

Esse mecanismo não funciona só nos indivíduos — ele também aparece no coletivo. Quando uma sociedade não consegue lidar com um trauma histórico,
ela recalca.

Mas o trauma volta. Sempre.

Ele retorna no preconceito que ainda cerca quem sofre psiquicamente.
Nas práticas de exclusão disfarçadas de “tratamento”.
Na recusa em reconhecer a loucura como parte da experiência humana — e não como ameaça.

Falar sobre o Holocausto Brasileiro não é reviver o sofrimento à toa. É dar nome ao que foi apagado. É reconhecer a dor de quem foi silenciado. É abrir espaço para um outro tipo de cuidado — mais ético, mais humano, mais responsável.

A psicanálise não é apenas uma escuta individual. Ela também propõe uma ética da memória — um compromisso com aquilo que foi recalcado, inclusive
na história coletiva.

Que memórias nossa sociedade insiste em enterrar?
Que verdades precisamos encarar para não repetir as mesmas violências?

"Desejo não é querer."Essa frase, à primeira vista, parece estranha. Mas ela revela algo central na psicanálise: o desej...
29/07/2025

"Desejo não é querer."
Essa frase, à primeira vista, parece estranha. Mas ela revela algo central na psicanálise: o desejo não é racional, nem direto. Ele não obedece à lógica do “eu quero, logo busco”.

Necessidade, demanda e desejo são três registros diferentes.
Necessidade é do corpo. É biológica, objetiva. Temos fome, sede, sono.
Quando expressamos essa necessidade ao outro, isso vira demanda. Pedimos cuidado, atenção, alimento. Mas o que está por trás da demanda nem sempre é o que parece.

É aí que entra o desejo — aquilo que nunca se satisfaz totalmente, que nos move sem se realizar por completo.
Lacan nos ensina que o desejo é sempre desejo do Outro. Ou seja: desejamos a partir daquilo que nos falta, mas também do que o Outro representa pra nós.

É por isso que às vezes nos frustramos mesmo quando conseguimos o que "queríamos". Porque não era bem aquilo que desejávamos.

Desejo não é o mesmo que vontade.
É uma falta que nos constitui e nos move.
E se ele não se satisfaz por completo... ainda bem.
É isso que nos faz seguir vivendo, criando, amando, transformando.

Nem sempre você precisa ser “a sua melhor versão”.A ideia de que a gente precisa “evoluir sempre”, “melhorar o tempo tod...
22/07/2025

Nem sempre você precisa ser “a sua melhor versão”.

A ideia de que a gente precisa “evoluir sempre”, “melhorar o tempo todo” ou “atingir a nossa melhor versão” parece bonita à primeira vista. Mas muitas vezes, ela nasce de um ideal que não é nosso — vem da lógica da produtividade, da comparação e da performance, que o neoliberalismo aplica ao trabalho, ao corpo e até às emoções.

Nos construímos a partir de expectativas externas: o que achamos que deveríamos ser para sermos amados, reconhecidos, valorizados. Como se só pudéssemos existir se fôssemos "melhores", mais fortes, mais bem-sucedidos.

O problema é que esses ideais, muitas vezes, não têm nada a ver com quem somos de verdade. São exigências que vêm de fora, mas que passam a morar
dentro da gente. E quando a vida real não cabe nesses moldes irreais, o que aparece é culpa, frustração, sensação de fracasso e muito sofrimento.

Na escuta psicanalítica, a questão não é te encaixar em um ideal.

A questão é: quem é você, para além do que esperam que você seja?

Talvez o caminho não seja correr atrás de uma versão perfeita de si.
Talvez o caminho seja começar a se escutar de verdade — com seus tempos, seus conflitos, suas dores e desejos.

Você não precisa ser a sua “melhor versão”.
Você precisa ser escutado — e se escutar.

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Rua Vitoria, 182
Rio Das Ostras, RJ
28895514

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